Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Após Natal sem 13º, vigilantes do Hospital de Base entram em greve

Hospital tem 102 vigilantes. Profissionais da segurança também cobram férias atrasadas, retroativo da data-base, FGTS e outros direitos

26/12/2024 10:10, atualizado 26/12/2024 10:17
Compartilhar notícia
Material cedido ao Metrópoles
Vigilantes - Metrópoles

Vigilantes terceirizados do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) passaram o Natal sem receber o 13º salário, como previsto em lei. Diante da ausência do pagamento, os profissionais de segurança entraram em greve na manhã desta quinta-feira (26/12).

O Sindicato da categoria (Sindesv-DF) detalhou que, além do 13º, os profissionais não receberam o pagamento do valor retroativo da data-base e estão com os repasses das férias, bem como do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em atraso.

“Os vigilantes do Hospital de Base estão, hoje [quinta-feira], com as atividades paralisadas, em busca de receber o 13º. Eles e elas passaram o Natal com as familiares sem esse pagamento. A maioria até sem poder proporcionar uma ceia para os parentes, para os filhos”, declarou o presidente do sindicato, Paulo Quadros, durante ato da categoria.

Assista:

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O Sindesv-DF detalhou que o hospital conta com 102 vigilantes, e a adesão ao movimento paredista teria sido de 100%. Assim, todas as alas da unidade de saúde, a exemplo da psiquiatria, estariam sem segurança. O sindicato acrescentou que a greve só acabará após o pagamento do 13º e dos demais valores devidos.

Promessa

Atualmente, a empresa Visan Segurança é a responsável pelo contrato terceirizado de vigilância do HBDF, a maior unidade de atendimento da rede pública local e administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF).

O Iges-DF informou estar ciente da situação e que fez tratativas com o sindicato para evitar a paralisação das atividades. “Com o compromisso de proteger os direitos dos colaboradores terceirizados, o instituto pagará o 13º salário dos profissionais até o fim desta manhã”, prometeu.

Ainda segundo o instituto, não há débitos em aberto entre o Iges-DF e a terceirizada; por isso, a Visan deve ser responsabilizada pelo não cumprimento das obrigações previstas em contrato. O Metrópoles tentou contato com a empresa e aguarda resposta.