Após incidentes pelo mundo, zoo do DF vai atualizar plano de segurança

Tragédias como a queda de uma criança em fosso de um gorila, nos Estados Unidos, incentivaram a administração do local a modernizar a estratégia, que é de 2008. Funcionários têm à disposição rifles para usar em casos de emergência

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Tigre – zoológico de brasilia
1 de 1 Tigre – zoológico de brasilia - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

No último mês, casos de invasões de pessoas em jaulas de animais, que terminaram com os bichos assassinados, chocaram o mundo. Nos Estados Unidos, um gorila foi morto após uma criança de 4 anos cair em seu cativeiro. No Chile, dois leões tiveram de ser sacrificados depois que um homem entrou no recinto dos felinos. Com as férias escolares e o aumento de visitantes no Zoológico de Brasília, o Metrópoles questiona: será que o local está preparado para evitar tragédias como essas?

Mais ou menos. O zoo não é mais aquele lugar que, em 1977, viu um garoto – que agora é réu em caso de corrupção – escapar de ser estraçalhado por ariranhas depois que um sargento pulou no poço e o salvou. Há, sim, um plano, mas ele está desatualizado, já que é de 2008. Para evitar novos acidentes, o diretor-presidente interino garante que está fazendo um novo programa. “Estará pronto em um mês. Buscamos, apenas, aperfeiçoar e sistematizar o que seguimos hoje”, explica Érico Grassi.

A preocupação faz sentido, já que o local recebe uma média de 35 mil pessoas por mês, sendo que no período de férias o número chega a 50 mil.

Em visita ao zoológico, a reportagem encontrou animais isolados e um parque que segue a determinação de uma normativa nacional. Duas grades separam os bichos dos visitantes, com distância de 1,5 metro, e a maioria, principalmente os mais selvagens, ficam em fossos, dificultando o contato com os humanos. O recinto onde hoje ficam as ariranhas é fechado por um vidro.

Ainda de acordo com o presidente, há 27 vigias espalhados por toda a área do zoológico, na tentativa de evitar a aproximação dos visitantes com as áreas proibidas. Mas, caso a invasão ocorra, o plano de segurança prevê, inicialmente, o uso de instrumentos para afastar o animal. Segundo a administração, alguns bichos são treinados para obedecer a ordens e se afastar, tais como antas, lobos, macacos, ariranhas e, até mesmo, o rinoceronte.

Após incidentes pelo mundo, zoo do DF vai atualizar plano de segurança - destaque galeria
5 imagens
Tigre
Girafas no Zoológico de Brasília
Após incidentes pelo mundo, zoo do DF vai atualizar plano de segurança - imagem 4
Ariranha
Rifles fazem parte do equipamento dos veterinários do zoológico
1 de 5

Rifles fazem parte do equipamento dos veterinários do zoológico

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Tigre
2 de 5

Tigre

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Girafas no Zoológico de Brasília
3 de 5

Girafas no Zoológico de Brasília

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Após incidentes pelo mundo, zoo do DF vai atualizar plano de segurança - imagem 4
4 de 5

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ariranha
5 de 5

Ariranha

Rafaela Felicciano/Metrópoles

 

O plano de segurança prevê, ainda, atuação em outras situações extremas, como a queda de um avião, já que o lugar fica próximo ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Nesses casos, a prioridade é desocupar o zoológico o mais rapidamente possível. Atualmente, o local conta com três saídas de emergência.

Os três lagos, que também podem representar perigo para as crianças, são cercados por grades, mas as estruturas são baixas e não há muitos seguranças por perto. Há ainda rifle e dardos com tranquilizantes e outras armas que ficam em locais espalhados pelo zoológico e podem ser usados nos animais em caso de necessidade.

A equipe veterinária é treinada, de 15 em 15 dias, para o uso das armas. A intenção é minimizar o tempo de resposta em caso de urgência. Hoje, contamos com seis veterinários e seis residentes para cuidar dos animais e das crises do zoológico.

Rodrigo Rabelo, diretor do hospital veterinário

“Abate” é recomendação internacional

“Se uma pessoa cai onde está um animal e ele oferece risco para esse ser humano, o bicho será abatido, como determina uma norma internacional.” A explicação é do diretor do Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília, Rodrigo Rabelo.

A informação foi confirmada pelo presidente da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil (SZAB), Cláudio Mass. “Existem várias recomendações internacionais que tratam dessa segurança em zoos. A norma é sempre zelar pela vida humana, tanto que, no caso do Chile, o homem queria se matar e mesmo assim os leões foram abatidos.”

Segundo Mass, se considerarmos o número de zoológicos e visitantes espalhados pelo mundo, os casos de invasões e tragédias são poucos. “É óbvio que quando ocorrem esse episódios, infelizmente, dão grande repercussão e acabam mal”, conta. O último incidente registrado pelo Zoológico de Brasília foi há cerca de três anos, quando um elefante conseguiu sair do recinto onde vivia. O local teve de ser esvaziado com urgência, mas não houve feridos.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?