Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Após fraudes em cotas raciais, UnB julga recursos. O 1º foi indeferido

Universidade concluiu que 25 ex-alunos e egressos fraudaram sistema. Desses, 19 tentam reverter condenação

19/02/2021 18:39
Compartilhar notícia
Rafaela Felicciano/Metrópoles
UnB

A Universidade de Brasília (UnB) começou a analisar os recursos dos ex-alunos e egressos punidos por fraudarem o sistema de cotas para negros, após julgamento da própria instituição. No começo da avaliação, um pedido foi indeferido.

Segundo a UnB, em 12 de fevereiro, o Conselho Universitário (Consuni) apreciou dois processos. Um dos recursos interpostos foi votado e indeferido por unanimidade.

O Consuni fará uma nova reunião para continuar a avaliação dos outros casos. Do total de 25 punidos pela instituição por fraudes nas cotas raciais, 19 apresentaram recurso.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Conforme a UnB, nesta fase do processo interno são avaliados exclusivamente os recursos. Não é mais julgado se houve fraude ou não. Ou seja, para a universidade a fraude está configurada.

Segundo a UnB, durante a comissão de sindicância todos os envolvidos tiveram direito à ampla defesa e ao contraditório.

“Não estamos julgando se houve fraude ou não, pois essa análise já foi feita pela comissão de processo disciplinar, com aplicação da penalidade por mim, no ano passado”, destacou a reitora da UnB, Márcia Abrahão.
Mais de 100 denúncias

A apuração sobre supostas fraudes no acesso à instituição por meio do sistema de cotas raciais teve início em 2017, quando a UnB recebeu denúncia de irregularidades no ingresso de 100 estudantes.

Ao longo de investigações, a universidade descartou grande parte das denúncias, mas encontrou elementos concretos no restante dos casos.

Segundo a UnB, as fraudes foram configuradas entre alunos dos cursos de direito, medicina, ciências sociais, letras-francês, ciência da computação, engenharia de software e medicina veterinária.

No caso dos egressos, as irregularidades foram no curso de direito.