Aos 95 anos, eleitora viaja cerca de 2 mil km para votar em Brasília

Dona Lenir já é tataravó e saiu de São Luis (MA) para comparecer ao 2º turno das eleições e "fazer a diferença"

Luis Nova/Especial para o MetrópolesLuis Nova/Especial para o Metrópoles

atualizado 28/10/2018 12:03

Aos 95 anos, Lenir da Conceição Silveira Azevedo percorreu cerca de dois mil quilômetros, de São Luís (MA) a Brasília, para exercer a cidadania na manhã deste domingo (28/10), no segundo turno eleitoral. Sem revelar quais são seus candidatos, a senhorinha, que já  é tataravó, veio por acreditar que a atitude vai fazer a diferença nessas eleições.

A ideia da viagem surgiu a partir de uma brincadeira entre amigos brasilienses. Numa conversa sobre a situação política do país, a filha dela, Julieta Azevedo, de 73 anos, disse: “Se eu tivesse um trocado, compraria as passagens só para votar”. Foi então que uma amiga próxima se ofereceu para pagar os bilhetes aéreos, e mãe e filha pousaram em solo brasiliense na noite de sexta-feira (26).

 

A obrigatoriedade do voto no Brasil é dos 18 aos 70 anos, mas Lenir e Julieta fizeram questão de marcar presença perante as urnas, já que perderam a oportunidade no primeiro turno. Apesar de serem naturais de São Luís, as duas têm endereço fixo na capital federal há 44 anos, por isso seus títulos eleitorais são daqui. Há três anos, estão passando uma temporada na capital maranhense, onde mora o restante da família.

“Nunca deixei de votar. Estou feliz, feliz. Com 99 anos, vou estar aqui de novo”, disse Lenir da Conceição, que conseguir exercer seu direito exatamente às 10h40, no Colégio Marista, na quadra 609 Sul, no Plano Piloto. “Eu voto porque gosto de votar e voto apenas em quem merece”, afirmou a idosa, satisfeita com o momento.

Antes de tormar o rumo de casa, Dona Lenir ainda arranjou tempo para um novo conselho: “Nunca percam uma eleição, não importa a idade”, ensinou aos jovens. “Por onde eu vou, ela me acompanha. Ela é muito lúcida e independente. Enfrentou mais de duas horas de voo, mas para ela tudo é festa. Nunca ficou sem votar e guarda até hoje os comprovantes de votação numa caixinha”, contou a filha Julieta.

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