Um novo lar para Juninho: macaco-aranha chega ao Zoo de Brasília
O animal de espécie ameaçada em extinção veio de São Paulo e vai passar por quarentena antes de integrar programa de reprodução no DF
atualizado
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Um macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek), espécie ameaçada de extinção, chegou ao Zoológico de Brasília na segunda-feira (4/5). Nascido em 2017 no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, em Sorocaba (SP), o primata, batizado de Juninho, passa a integrar o plantel do zoológico brasiliense, onde participará de um programa de reprodução da espécie.
O animal foi transportado de São Paulo para o Distrito Federal por meio do programa Avião Solidário, da companhia Latam Airlines Brasil.
A operação, realizada em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A agilidade logística contribui para minimizar o estresse do animal durante o trajeto.
Quarentena e adaptação
Após a chegada, Juninho passa por um período de quarentena no Zoo de Brasília. Segundo a instituição, essa etapa é fundamental para a observação clínica e adaptação ao novo ambiente.
Ao Metrópoles, o Zoo informou que ainda não há previsão para que o animal seja disponibilizado para visitação pública, nem uma data definida para a integração com uma fêmea, etapa necessária para o início do processo de reprodução.
Atualmente, o Zoológico abriga outros dois macacos-aranha-de-cara-preta: Preto, nascido em 21 de junho de 2003, e Sarah, nascida em 18 de março de 2016. Ambos são descendentes de animais que já integraram o plantel da instituição.
Espécie ameaçada
Nativo da Amazônia, o macaco-aranha-de-cara-preta é classificado como “em perigo” de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza, principalmente devido à perda de habitat.
A preservação da espécie depende da atuação conjunta entre órgãos públicos, centros de conservação e iniciativas privadas, com foco na proteção dos ecossistemas e no fortalecimento de programas de reprodução assistida.








