Aluna de escola em Águas Claras diz ser racista e zomba de Taguatinga

Episódio aconteceu na última segunda-feira (23/5), e as imagens começaram a circular nessa terça (24/5) nas redes sociais

atualizado 25/05/2022 21:44

Em conversa no Twitter, aluna escola particular tem comportamento racista - Metrópoles Reprodução/Redes sociais

Uma aluna de 15 anos de uma escola particular de Águas Claras gravou um vídeo nas redes sociais em que afirma ser racista. As imagens, feitas dentro das dependências do colégio, na segunda-feira (23/5), circulam desde terça (24/5) na internet.

Procurada, a escola confirmou o caso e informou ao Metrópoles que aplicou as “medidas disciplinares previstas na própria política educacional”. O centro de ensino, porém não detalhou as punições impostas aos alunos. A reportagem vai preservar as identidades dos estudantes envolvidos no caso porque eles são menores de 18 anos.

A gravação foi feita em resposta a uma confusão envolvendo uma aluna negra de outra escola particular de Águas Claras no fim de semana. Um colega da estudante responsável pelo vídeo disse que a garota negra falou mal dela em um grupo privado de WhatsApp — a acusada nega a versão.

A partir disso, a aluna do vídeo teria debochado da estudante negra. Também teria dito que, caso falasse o que pensa dela , seria “presa” por injúria racial. Ainda, teria chamado a colega de “macaca” e dito que o cabelo dela era “podre” e que as tranças da garota eram “feias” e estavam “sempre do mesmo jeito”.

No vídeo que circula nas redes sociais, a aluna ri, enquanto diz que o colega também é racista. Ele aparece sentado ao lado dela nas imagens e não nega a acusação. Em seguida, ela afirma que ele é “responsável pela confusão” iniciada no domingo. Depois, a menina reafirma que é racista.

Veja vídeo completo:

Além da gravação, a aluna que gravou o vídeo e outra colega de sala seguiram despejando preconceito nas redes sociais. Em outro post, dizem que a cidade de Taguatinga é um lugar de pobre. E que a colega não deixaria a aluna do vídeo morar com a “pobretaiada” de lá. Em outra publicação, a colega afirma que odeia todas as minorias, exceto autistas.

Questionada se pretende tomar alguma medida legal diante da situação a qual viveu, a adolescente diz que a família pretende procurar, ainda nesta semana, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) para registrar um boletim de ocorrência por injúria racial.

Veja as mensagens:

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Procurado, o colégio informou que procurou compreender todo o caso, ouvindo os alunos envolvidos e conversando com a família sobre o ocorrido. Veja a nota:

“Esclarecemos que, ao tomar conhecimento da situação, a direção da escola se empenhou em compreender todo o caso, apurando os fatos,
ouvindo os alunos envolvidos e conversando com as famílias sobre o ocorrido.

Nesse contexto, aplicamos as medidas disciplinares previstas em nossa política e, em parceria com responsáveis pelos alunos, também estabelecemos ações empáticas, condizentes com nossos projetos que trabalham respeito e harmonia em sala de aula.

Estamos certos de que a chave para seguirmos no melhor caminho é abrir canais para diálogo e ter participação ativa das famílias na formação dos jovens cidadãos”.

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