Alerta Amber: entenda sistema para localizar crianças desaparecidas
Sistema emite alarmes em um raio de 160 km de onde a criança pode ter desaparecido, por até 24h; DF concentrou 46% de todos os alertas

O Distrito Federal está entre as unidades da Federação que integra o sistema Alerta Amber, desenvolvido nos Estados Unidos, para disparar alarmes sobre crianças e adolescentes desaparecidos. A capital, inclusive, registrou o maior número de acionamentos desde a implementação.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), de 2023 a 2026 foram 46 alertas emitidos, totalizando 46% de todo o território nacional.
O sistema desencadeia alarmes, com duração de 24 horas, que são encaminhados às plataformas da Meta, como Instagram e Facebook, em um raio de 160 quilômetros de onde a criança ou o adolescente pode ter desaparecido ou sido sequestrado.
Os alertas acompanham foto, nome, data de nascimento, características e local do desaparecimento, além de também divulgar características físicas de possíveis suspeitos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFOs avisos sobre o mesmo desaparecido ainda podem voltar a aparecer caso surjam novos locais onde a vítima foi vista.
Segundo o ministério, uma criança/adolescente foi encontrada em março deste ano no DF, graças ao sistema. No último dia 14, a adolescente Laysa da Silva Pinheiro, de 12 anos, que teve o desaparecimento divulgado pelo programa, foi encontrada em Taguatinga, como noticiou a coluna Mirelle Pinheiro.
Segundo o MJSP, neste momento, nenhum alerta de desaparecimento encontra-se ativo na capital.
O alerta é usado apenas de maneira excepcional, desde que a criança ou adolescente esteja em risco de morte ou lesão corporal de natureza grave.
A ativação fica sob responsabilidade do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Diretoria de Operações Integradas de Inteligência (Diopi) da Secretaria nacional de Segurança Pública (SenaSP).
Casos de desaparecimento devem ser registrados na delegacia de polícia mais próxima.
Alerta Amber
O nome do sistema é uma homenagem a Amber Hagerman, menina de 9 anos que foi sequestrada e assassinada no Texas (EUA), em 1996.
O Brasil é o 33º país a adotar a medida. Além do DF, Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Paraná (PR) e Santa Catarina (SC) são estados que utilizam o alarme.



