Morador de Águas Claras que ficou preso em elevador será indenizado
Rapaz estava indo para a academia de um prédio comercial quando acabou ficando 40 minutos preso. Justiça condenou empresas responsáveis
atualizado
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou por danos morais duas empresas responsáveis pelos elevadores de um prédio comercial na Avenida das Castanheiras, em Águas Claras (DF), após um homem de 43 anos ficar 40 minutos preso em um dos equipamentos.
O caso aconteceu em 16 de julho de 2025. O homem contou nos autos que estava indo para a academia localizada no prédio, quando entrou em um elevador e acabou ficando preso, sendo resgatado após cerca de 40 minutos.
Na decisão, a juíza Jeanne Guedes, do 1º Juizado Especial Cível de Águas Claras, ressaltou que a administradora do prédio comercial e a empresa responsável pela manutenção dos elevadores têm obrigação de cuidar dos equipamentos, e que a vistoria “não atendeu ao nível de segurança razoavelmente esperado” no caso relatado.
“A situação vivenciada pelo autor (ficar preso por quarenta minutos no elevador) representa um perigo de prejuízo ao patrimônio moral das pessoas, e se, no caso concreto, não ficou demonstrada a existência de cuidados especiais, é de se concluir que a atividade de vistoria nos elevadores e nos equipamentos de segurança não atenderam ao nível de segurança que é razoável esperar do sistema”, argumentou a magistrada.
A decisão determina que a vítima seja indenizada em R$ 1,5 mil, valor a ser corrigido com acréscimo de juros. Cabe recurso.
