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Distrito Federal

Agnelo volta à política 12 anos após deixar o Buriti. Relembre trajetória

Ex-deputado distrital, federal, ministro do Esporte e ex-governador do DF, Agnelo foi eleito com 43.542 votos e voltará à Câmara em 2027

04/10/2026 21:05, atualizado 04/10/2026 21:30
FELIPE MENEZES/METRÓPOLES
Ex-governador do DF Agnelo Queiroz (PT)

Agnelo Queiroz (PT) foi eleito deputado federal pelo Distrito Federal neste domingo (4/10), 12 anos após deixar o governo do DF e ficar sem cargo eletivo. O ex-governador recebeu 43.542 votos e voltará à Câmara dos Deputados para o mandato de 2027 a 2030.

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Aos 67 anos, Agnelo retorna ao Congresso após mais de três décadas de trajetória política. O petista começou na política do DF em 1990, quando foi eleito deputado distrital pelo PCdoB para a primeira legislatura da Câmara Legislativa do DF, com mandato entre 1991 e 1994. Em 1994, chegou à Câmara dos Deputados e foi reeleito em 1998 e 2002.

Em 2003, deixou o mandato de deputado federal para assumir o Ministério do Esporte no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Permaneceu no cargo até 2006.

Em 2010, pelo PT, Agnelo foi eleito governador do Distrito Federal. Ele comandou o Palácio do Buriti entre 2011 e 2014. Naquele ano, tentou a reeleição, mas não chegou ao segundo turno.

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Agnelo já foi governador do DF
Agnelo Queiroz (à esquerda) volta a ter cargo político após 12 anos
Agnelo Queiroz (PT)
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Agnelo Queiroz (PT)

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Agnelo já foi governador do DF

Denio Simões/GDF
Agnelo Queiroz (à esquerda) volta a ter cargo político após 12 anos
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Agnelo Queiroz (à esquerda) volta a ter cargo político após 12 anos

Hugo Barreto/Metropóles

Anos fora de cargos eletivos

Após deixar o governo, Agnelo ficou sem exercer cargo eletivo. Em 2017, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a decisão que o tornou inelegível por oito anos por abuso de poder político e conduta vedada a agente público durante o governo. Segundo o tribunal, houve uso de espaço institucional do governo para fazer propaganda que exaltava a administração. A Corte também manteve multa de R$ 106,4 mil.

Em 2022, Agnelo tentou novamente disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas o TSE negou o registro de candidatura. Na ocasião, os ministros apontaram uma condenação por improbidade administrativa, com trânsito em julgado em 27 de novembro de 2019, que havia resultado na suspensão dos direitos políticos por cinco anos e alcançava as eleições daquele ano.

Natural de Itapetinga (BA), Agnelo Santos Queiroz Filho nasceu em 9 de novembro de 1958. É médico e chegou a Brasília no início dos anos 1980 para fazer residência em cirurgia geral.

Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral em 2026, Agnelo informou patrimônio de R$ 744,8 mil. Entre os bens declarados está um apartamento em São Paulo, avaliado em R$ 553,6 mil.