Agentes “Nutella”: Sinpol critica “generalizações” e cobra acolhimento
Entidade destacou que parte das dificuldades dos novatos está relacionada ao intervalo entre a conclusão do curso de formação e a efetivação
atualizado
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O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) se posicionou sobre episódios inusitados de policiais civis recém-empossados. Em nota, a entidade afirmou que os casos relatados são isolados e distorcem a realidade institucional da Polícia Civil (PCDF).
A nota alerta que as generalizações a partir desses casos geram “injustiça” com milhares de profissionais que ingressaram a corporação.
O sindicato destaca que a maioria dos novos policiais civis já atua na linha de frente, participando de operações de alta complexidade, grandes apreensões, prisões relevantes e elucidações de crimes de repercussão, resultados que, em grande parte, “não recebem o mesmo destaque”.
De acordo com o diretor do Sinpol-DF, Marlos Vinícius Valle, parte das dificuldades observadas no início da carreira está relacionada ao intervalo prolongado entre a conclusão do curso de formação e a efetiva entrada em exercício, o que impacta a adaptação e a integração ao serviço.
Em virtude disso, Valle defende que seja instaurado um processo estruturado de acolhimento, orientação funcional e acompanhamento das novas turmas, com integração gradual às equipes e suporte técnico no início da carreira.
“O sindicato seguirá atuando para fortalecer a formação, o acolhimento e a valorização dos novos policiais civis, contribuindo para uma Polícia Civil cada vez mais eficiente e preparada para servir a sociedade”, concluiu Valle.
Agentes “Nutella”
Uma série de episódios inusitados envolvendo agentes da PCDF recém-nomeados chamou a atenção de veteranos da corporação.
Em poucos dias, foram registrados pedidos de exoneração, condutas inadequadas e devoluções imediatas de servidores às unidades de origem.
Os relatos deles foram compartilhados em um grupo privado de policiais veteranos no WhatsApp.
Um dos casos que mais chamou a atenção foi o de um recém-empossado que pediu exoneração quatro horas após assumir o cargo. O motivo: “Foi designado a uma delegacia onde não desejava exercer as atividades“.
Em outro caso, um agente, que havia sido desclassificada após exames na policlínica da corporação, se dirigiu ao Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) para tomar posse. Ao ser flagrada, disse: “Pensei que podia. Se colar, colou”.
Já outros episódios envolvendo agentes recém-nomeados demonstraram a dificuldade de adaptação à rotina policial de alguns, como o esquecimento de arma e até munição para prestar apoio em atividades na rua.
