Derrubada de casas pela Agefis provoca confusão e resistência no Sol Nascente

Bombeiros e policiais tiveram que negociar com uma idosa que se recusava a sair de casa. Mais cedo, cerca de 30 moradores queimaram pneus e bloquearam uma via da região

atualizado

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Derrubada Sol Nascente 5
1 de 1 Derrubada Sol Nascente 5 - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

A ação de derrubada de construções irregulares no Condomínio Sol Nascente, em Ceilândia, provocou confusão e resistência de moradores nesta terça-feira (1º/12). Uma idosa se recusava a sair de casa, porque dizia não ter para onde ir.

Depois de uma hora e meia de negociação, policiais e servidores da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) conseguiram convencê-la a deixar o local, com a garantia de que os móveis dela seriam retirados com cautela e levados para um conhecido.

O tenente Coronel Adriano Meirelles, que participou das negociações, diz que a mulher está desempregada e acabou “tomada pela emoção, pois precisa cuidar dos quatro filhos”. Ela e as crianças deixaram o local em um carro da Agefis.

Pouco antes, a Polícia Militar foi alvo de dois homens que atrapalhavam a ação em área irregular na Quadra 105. Eles dispararam rojões contra os servidores da Agefis e usavam um estilingue para jogar bolinhas de gude nos PMs.

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Houve resistência de moradores contra a derrubada

Mais cedo, cerca de 30 moradores fecharam a pista em frente ao posto policial e atearam fogo em pneus. Segundo a PM, 60 manifestantes seguiram para a Avenida Hélio Prates e bloquearam uma faixa da via, que já foi desobstruída.

Cerca de 150 militares estão no local e o Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChoque) foi acionado. A operação, que teve início na última terça (24), já registrou confrontos entre moradores de habitações irregulares e a PM na sexta (27). O objetivo é derrubar cerca de 200 construções irregulares.

A moradora Cristina Leite Magalhães, de 54 anos, afirma que os moradores não foram notificados previamente da operação, o que impossibilitou a mudança dos habitantes. Ilza Vitorino, 41, diz o mesmo. A empregada doméstica mora em uma das casas que serão derrubadas. Ela e a família se anteciparam e derrubaram as paredes por conta própria. “No momento, eu e meu marido estamos desempregados. Não temos para onde ir. Teremos de contar com a ajuda da família”, relata.

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As famílias reclamaram de que não foram avisadas da desocupação

Pró-Moradia II
Após a desocupação, o canteiro de obras do Pró-Moradia II será instalado no local para que sejam erguidas novas unidades habitacionais. A área de 245 mil metros quadrados faz parte da Quadra 105 do Sol Nascente. O terreno pertence à Agefis e está em processo de doação à Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, serão entregues ali 2.148 casas.

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