Advogado sobre fuzil levado de suíte de hotel no DF: “Achei que era de brinquedo”

O defensor, de 41 anos, disse aos investigadores que levou a arma longa para sua casa, no Lago Sul, por acreditar ser uma arma de airsoft

atualizado 15/09/2021 13:25

fuzilReprodução/PMDF

O homem acusado de furtar um fuzil de uma suíte no hotel Mercure, no Setor Hoteleiro Norte, nesta segunda-feira (13/9), se apresentou espontaneamente à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) e prestou depoimento. O advogado, de 41 anos, disse aos investigadores que levou a arma longa para sua casa, no Lago Sul, por acreditar ser de brinquedo, uma réplica de airsoft.

O advogado relatou que conhece o dono do flat há 30 anos e costumava usar o imóvel em algumas ocasiões. E afirmou aos policiais que quando chegou ao apartamento, na companhia de duas amigas, desconfiou de um estojo que parecia guardar um “violão”. Ao abrir o case, viu o fuzil e imaginou ser uma arma de airsoft, já que seu amigo e dono do flat não era proprietário de armas.

O homem ainda comentou que decidiu ir até a casa de seu pai, na QI 9 do Lago Sul, para buscar roupas e cigarro e levou o fuzil para guardá-lo. Quando retornou, encontrou com o dono da arma questionando quem eram as pessoas que estavam na suíte alugada por ele. Assustado, o advogado justificou ao hóspede que levou o fuzil achando que a arma era de brinquedo e pertenceria ao seu amigo, dono do imóvel.

Confusão na saída 

Câmeras do circuito interno do hotel flagraram o momento em que o dono do fuzil tenta garantir que nenhuma das três pessoas deixassem o local. Na confusão, o advogado contou ter sido empurrado e, temendo ser agredido, saiu do estabelecimento. Pelas imagens, o dono do imóvel, que havia sido chamado às pressas pelo proprietário do armamento, reconheceu o advogado e informou à polícia onde ele morava. Agentes foram até a residência no Lago Sul e falaram com o pai do advogado, que fez uma busca em casa e localizou o estojo com o fuzil.

O dono do armamento também foi ouvido e afirmou ter ido a uma fazenda, em Minas Gerais, e quando retornou acabou abordado por um funcionário do hotel pedindo que ele identificasse uma mulher que estava no quarto. Ao esclarecer que estava sozinho, o dono do fuzil subiu rapidamente ao quarto e notou que o estojo com o armamento não estava mais no local.

Como se apresentou espontaneamente, o advogado não foi preso em flagrante.

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