Adolescente morta no DF sonhava em jogar futebol profissional

Sonho de Emily era que a mãe pudesse assisti-la na televisão. Família saiu do Piauí em busca de condições melhores de trabalho e vida no DF

atualizado

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Arquivo pessoal
Menina com camisa rosa segurando bolo de aniversário
1 de 1 Menina com camisa rosa segurando bolo de aniversário - Foto: Arquivo pessoal

A adolescente Emily Fabrini de Araújo (foto em destaque), morta aos 14 anos, teve o sonho de se tornar jogadora profissional de futebol ceifado. Segundo a mãe da jovem, Rosemeire Araújo, a garota repetia constantemente que desejava proporcionar um futuro melhor para a família, seguindo a carreira de atleta.

“A senhora ainda vai me ver na televisão jogando bola. Eu vou ajudar a pagar o aluguel”, relembra Rosemeire, sobre a fala da filha. Elas deixaram o Piauí em busca de condições melhores de trabalho e vida no Distrito Federal.

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O corpo de Emily foi encontrado em uma área dentro da Floresta Nacional, próximo a Taguatinga, no último sábado (10/9). Vandir Correia Silva, 21, assassino confesso da adolescente, entregou-se à polícia, foi preso logo em seguida, mas acabou solto, após passar por audiência de custódia.

Adolescente morta no DF sonhava em jogar futebol profissional - destaque galeria
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Jovem foi encontrada morta na Floresta Nacional, em Taguatinga, no sábado (10/9)
Família veio do Piauí em busca de condições melhores para trabalho
Menina sonhava ser jogadora profissional de futebol
Rosimeire Araújo, mãe de Emily Fabrini
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Rosimeire Araújo, mãe de Emily Fabrini

Hugo Barreto/Metrópoles
Jovem foi encontrada morta na Floresta Nacional, em Taguatinga, no sábado (10/9)
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Jovem foi encontrada morta na Floresta Nacional, em Taguatinga, no sábado (10/9)

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Família veio do Piauí em busca de condições melhores para trabalho
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Família veio do Piauí em busca de condições melhores para trabalho

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Menina sonhava ser jogadora profissional de futebol
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Menina sonhava ser jogadora profissional de futebol

Arquivo pessoal

Mãe de outras duas crianças, Rosimeire, que trabalha como empregada doméstica, conta que a ficha ainda não caiu. “Para mim, a qualquer momento ela pode abrir o portão e voltar”, declara. “Estou me sentindo sem força, um vazio”.

Além da dor pela perda, o clamor por justiça também é intenso na família da adolescente. “Um homem que eu nem conheço estragou minha vida”, lamenta a mãe.

“Ela só tinha 14 anos, era uma criança. Tinha um futuro todo pela frente, ele foi lá e interrompeu o futuro da minha filha. Foi uma barbaridade o que fizeram com ela”, completa. “Uma menina de coração bom, não tinha maldade, acreditava em todo mundo”, descreve Rosimeire.

Últimos passos

Imagens de uma câmera de segurança da região registraram o momento em que autor e vítima caminham na rua, por volta das 2h29. Em certo trecho, atravessam a pista e entram em um matagal.

Assista:

 

Velório

A família de Emily deu o último adeus à adolescente nessa segunda-feira (12/9), no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga.

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A família de Emily Fabrini de Araújo, 14 anos, morta nesse sábado (10/9), prestou última homenagem à adolescente
O enterro da vítima aconteceu nesta segunda-feira (12/9), no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga
Familiares de Emily Fabrini de Araújo no enterro da jovem
Velório Emily Fabrini de Araújo, de 14 anos que foi encontrada sem vida na Floresta Nacional, próximo a Taguatinga, no sábado (10/9)
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Velório Emily Fabrini de Araújo, de 14 anos que foi encontrada sem vida na Floresta Nacional, próximo a Taguatinga, no sábado (10/9)

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A família de Emily Fabrini de Araújo, 14 anos, morta nesse sábado (10/9), prestou última homenagem à adolescente
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A família de Emily Fabrini de Araújo, 14 anos, morta nesse sábado (10/9), prestou última homenagem à adolescente

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O enterro da vítima aconteceu nesta segunda-feira (12/9), no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga
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O enterro da vítima aconteceu nesta segunda-feira (12/9), no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga

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Familiares de Emily Fabrini de Araújo no enterro da jovem
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Familiares de Emily Fabrini de Araújo no enterro da jovem

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Investigação

O caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro) como feminicídio seguido de ocultação de cadáver. Em depoimento à polícia, Vandir alegou que, enquanto mantinha relações sexuais com a vítima, sofreu um apagão. Quando acordou, teria encontrado a jovem morta ao lado dele e decidido esconder o corpo.

Em seguida, deixou o local do crime e foi para casa, em Águas Lindas (GO), onde tomou banho e, depois, disse ir “para a Igreja Universal”.

No templo religioso, teria procurado um pastor e contado que havia “cometido algo muito grave, ao tirar a vida de uma menina”. O líder da igreja o aconselhou a procurar uma delegacia e se entregar. Então, Vandir dirigiu-se à 17ª Delegacia Regional de Polícia, em Águas Lindas.

Pelo fato de o corpo da vítima ter sido deixado no DF, o suspeito foi levado para a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte). Em depoimento, ele declarou que, antes de esconder o cadáver, colocou-o “devagarinho no ombro” e o levou para um local mais afastado.

https://www.youtube.com/watch?v=EITW7oizhFM

Devido ao frio, Vandir teria resolvido fazer uma fogueira, momento em que “vacilou e deixou o fogo queimar uma das pernas da adolescente”, segundo disse à polícia.

No local indicado pelo suspeito, a Polícia Civil encontrou a vítima deitada de barriga para cima, sem roupas e com a perna direita queimada. Questionado sobre a ausência das vestes no corpo da jovem, Vandir disse que “possivelmente teria utilizado (as roupas) na fogueira”, como consta no depoimento.

O local onde o corpo de Emily foi encontrado “é de difícil acesso”, segundo os investigadores, “pois existem várias cercas de arame farpado que fazem divisão de pasto, com um trajeto aproximado de 1,5km”.

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