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Distrito Federal

Acervo público do Museu Nacional da República é digitalizado: "Vida nova"

Obras de Portinari, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e outros artistas passam a compor acervo online, público e gratuito

29/06/2026 22:04
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Renato Mendes
Acervo público do Museu Nacional da República é digitalizado: “Vida nova”

Mais de 1.500 obras que estavam guardadas no acervo do Museu Nacional da República foram digitalizadas e, agora, passam a integrar um acervo digital e público. As obras pertencem à grandes nomes das artes, como Anita Malfatti, Alfredo Volpi, Candido Portinari, Antonio Bandeira e Di Cavalcanti. A seleção contempla ainda artistas do próprio Distrito Federal como Adriana Vignoli, Antônio Obá e Raquel Nava.

A digitalização faz parte do projeto #conectaMuN que busca democratizar o acesso às artes do museu — principalmente àquelas que, por estarem guardadas no acervo, raramente eram vistas pelo público.

O diretor do Museu Nacional da República, Paulo Vega, afirmou que exposição é um presente não apenas para o museu, mas para toda cidade.

“Agora, o museu deixa de estar limitado aqui a nossa cúpula, ele pode ser acessado em qualquer lugar do mundo, né? Tanto pelo público em geral, quanto por estudantes, pessoas curiosas, turistas que vão vir a Brasília, né?”

Além disso, o diretor também contou que a digitalização das obras também é para os artistas, que às vezes questionavam do tempo que uma obra demorava para aparecer na galeria.

“Então, as pessoas vão poder acessar, inclusive os próprios artistas, né? Que assim, muitos comentam de: ‘Ah, eu doei uma obra no ano tal e faz tanto tempo que eu não vejo ela’. Sabe? Agora ele vai poder ver que ela tá aqui mesmo, ter essa certeza, né, de não de poder ver ela e não depender dessa da necessidade de uma exposição”, falou.

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As peças de arte disponibilizadas digitalmente ainda vão contar com recursos de acessibilidade, ampliando o acesso de pessoas com deficiência ao patrimônio artístico da instituição. Parte das obras disponíveis no acervo digital também estão expostas no Museu Nacional até 19 de julho. 

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1.500 obras do acervo do Museu Nacional da República foram digitalizadas
Projeto #conectaMuN digitaliza obras do Museu Nacional da República
Obras do Museu Nacional da República foram digitalizadas
Acervo do Museu Nacional da República passam a integrar acervo digital e público
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Uma forma de preservar

Em 2018, um incêndio atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro — local que abrigava um acervo de 20 milhões de itens. Obras importantes para história brasileiras foram destruídas devido às chamas.

Em 2021, a Cinemateca Brasileira, localizada em São Paulo, também foi atingida por um incêndio. Um milhão de obras que contavam parte do história do cinema brasileiro ficavam abrigados no local.

No dia 8 de janeiro 2023, os prédios do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto foram alvos da ação de vândalos — os três edifícios abrigavam obras importantes que ficaram destruídas devido à ação dos invasores.

Arthur Gonzaga, diretor executivo do projeto #conectaMuN, contou como é importante se ter outra forma de armazenar às obras de artes como forma de proteger o acervo de casos extremos, como estes.

“Então, assim, são exemplos que mostram a importância da gente ter um uma o acesso e a esse material em outro formato, né? Que é o formato digital. Então a digitalização é com certeza uma forma de preservar essas obras de de de reacender esses acervos, né? A gente fala a gente dá dá vida nova esses acervos através da circulação dessas obras, né?”, afirmou.