Abrigo do DF acolheu irmã de bebê encontrado morto em quarto de hotel

Criança de 1 ano morava com os pais em hotel em Ceilândia. Parentes não foram encontrados

atualizado 06/07/2020 18:01

Google Street View/Reprodução

O conselho tutelar decidiu mandar para um abrigo a irmã mais velha do bebê de 28 dias encontrado morto, nesta sexta-feira (3/7), no quarto de hotel em Ceilândia. A menina tem apenas 1 ano de idade. Não foram localizados familiares próximos para ficar com ela. Assim, ela será mantida sob os cuidados do Estado até um desfecho para o caso. Os pais das crianças foram detidos como suspeitos da morte do bebê.

A criança também vivia no quarto de hotel com os pais e o irmãozinho havia pelo menos um mês. Uma tia do casal de irmãos, que mora em Planaltina, seria a parente mais próxima, mas ainda não foi localizada.

Para não haver riscos de a menina ser infectada pelo novo coronavírus, inicialmente ela será mantida em isolamento no abrigo de passagem onde foi recebida.

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O caso

De acordo com informações do subtenente Eduardo Lima, do Grupo Tático Operacional 28 (GTOP 28), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), os pais são moradores de rua e tiveram o filho dentro do próprio hotel.

“Segundo o que nos contou o responsável pelo lugar, eles passavam o dia tentando conseguir dinheiro para pagar as diárias e deixavam o filho lá”, explica.

Conforme apurado pelos militares, o casal é usuário de drogas e não registrou o bebê em cartório, tampouco levou a criança para um hospital. “O estado dela não era bom. Nós a encontramos completamente desnutrida. Precisamos da perícia agora para saber se a morte foi por isso ou sufocamento”, assinala o subtenente.

A suspeita de morte criminosa não é descartada, pois o pai da criança tem histórico de violência. “Levantamos aqui que há passagens dele por agressão contra a companheira, mas tudo precisa ser apurado”, destaca.

Os pais da criança foram levados para a 15ª DP, onde a ocorrência foi registrada. O casal será autuado por “maus-tratos com resultado morte” e, se condenado, pode pegar de 4 a 12 anos de reclusão. Após audiência de custódia no sábado (4/7), o casal foi liberado, por não ter havido flagrante.

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