10ª Parada LGBT de Ceilândia reúne festa e militância
A drag queen Priscila Quartier (SP) e o grupo Bonde das Maravilhas (RJ) são atrações principais do evento
atualizado
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A tarde deste domingo (25/11) começou animada para os moradores da capital. Quem passar pela Praça do Trabalhador, em Ceilândia, poderá conferir e participar da 10º Parada do Orgulho LGBT da região administrativa, que é uma das maiores manifestações sociais de direitos humanos e da cultura queer do Distrito Federal.
Até as 17h30, o público na parada gay era de 500 pessoas, segundo a Polícia Militar. A expectativa dos organizadores é de que 7 mil pessoas passem pelo local até o término do evento.
Com a chuva que cai no Distrito Federal, a concentração foi adiada. Por volta das 16h, o público começou a aparecer. Aos poucos a animação começou a contagiar o local. A parada contará com a presença de artistas locais, além da drag queen Priscila Quartier (SP) e o grupo Bonde das Maravilhas (RJ).
Os estudantes Luiza Fernandes, 15, Maycon Andrade, 16, e Thais Marinho, 19, já estavam animadas no local. Para os três, a manifestação é uma oportunidade de mostrar que, com visibilidade, amor e respeito, as mudanças podem ser percebidas.
“Não precisamos mudar quem somos para merecer respeito. O Brasil é um dos países com o maior número de mortes por intolerância sexual. Não queremos ser mais vítimas. Precisamos ser incluídos na sociedade como parte dela”, disse Maycon.
“Sou homossexual e sinto que aqui posso ser eu mesma. A importância de um evento como esse é mostrar que a diversidade existe. Ninguém aqui é monstro. Precisamos de mais amor e respeito”, disse a estudante Manuela Lima, 15.
Organizada com apoio da Secretaria de Cultura do DF e produzida pela Associação Ceilandense de Lésbicas, Gays, Bixessuais, Transsexuais e Travestis, a parada tem como tema “Por uma Ceilândia sem machismo, racismo, intolerância religiosa e LGBTfobia”. A entrada é gratuita e a previsão de término é à 0h.
“Esta 10ª edição da Parada LGBT de Ceilândia abraça causas que caminham juntas. Sabemos que essas questões estão ligadas e precisam ser colocadas em foco. Essa também é uma forma de mostrar que nossa luta é por uma sociedade melhor e se faz com a união de todas as vítimas de preconceito”, afirma Jonathan Perdono, presidente da Associação Ceilandense de Lésbicas, Gays, Bixessuais, Transsexuais e Travestis do DF (ACLGBT/DF).










