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SP Alto Astral: Imigrantes têm aulas gratuitas de português

Projeto Portas Abertas já matriculou quase 700 imigrantes; as aulas ocorrem duas vezes por semana, durante a noite, em escolas municipais

Juliana Almeida/EMEF JÚLIO DE GRAMMON
Foto colorida de uma das salas de aula do projeto de ensino da língua portuguesa a imigrantes na cidade de São Paulo - Metrópoles
14/12/2023 07:00, atualizado 27/12/2023 14:56

Imigrantes que chegam ao Brasil sem saber falar português podem aprender a nova língua em escolas públicas da rede municipal de São Paulo. O projeto “Portas Abertas: Português para Imigrantes” nasceu em 2017 e tem atualmente 693 estudantes matriculados e 26 professores.

A maioria dos alunos é do Haiti, mas também há estrangeiros vindos da Venezuela, Nigéria, Colômbia, Cuba, Peru, Bolívia e Afeganistão. A ideia é promover a autonomia e a capacitação profissional.

“Mais do que se prender a regras gramaticais, o projeto ajuda os migrantes a acessarem serviços públicos como educação e saúde. Ajuda a pegar transporte e arranjar empregos de melhores condições de trabalho. É o ensino de português para o exercício da cidadania”, afirma Carolinne Mendes da Silva, responsável pelo projeto.

Dessa forma, os alunos conseguem superar as dificuldades iniciais ao chegar ao Brasil, mas com a vantagem de aprender uma língua enquanto vive imerso nela.

As aulas vão desde o nível básico até o avançado em turmas de 15 a 20 alunos. Elas ocorrem duas vezes por semana, à noite, para atender melhor a demanda e não modificar a rotina das crianças durante o dia.

Atualmente, uma nova seleção de professores está em andamento para aumentar o atendimento da população estrangeira.

As inscrições dos estrangeiros ficam abertas durante todo o ano – basta o interessado procurar uma escola municipal onde o projeto é desenvolvido, apresentar documentos (pode ser do país estrangeiro) e fazer a matrícula (confira a lista das escolas abaixo).

Vagas abertas para professores

O projeto Portas Abertas está selecionando professores para ensinar português para os imigrantes. As vagas estão abertas somente para professores da rede pública municipal, que vão atuar no contraturno escolar e receber horas-extras pelo trabalho.

Nesta quinta-feira (14), haverá um evento online às 9h para tirar dúvidas de interessados. Para participar, é preciso pedir acesso ao encontro.

Interessados(as) devem escrever para o Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais pedindo acesso: smecopedneer@sme.prefeitura.sp.gov.br 

A iniciativa é da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania.

Escolas com aulas para estrangeiros

Confira abaixo as EMEFs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental), CIEJAs (Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos), EMEIs (Escolas Municipais de Ensino Infantil) e CEUs (Centros Educacionais Unificados) com aulas para estrangeiros:

  • Butantã – EMEF Des. Arthur Whitaker.
  • Campo Limpo – EMEF Paulo Colombo Pereira de Queiroz.
  • Guaianases:
  • CEU EMEF Professora Nazaré Neri Lima;
  • CEU EMEF Jambeiro;
  • CEU Lajeado.
  • Jaçanã e Tremembé – EMEF Vereador Antônio Sampaio.
  • Penha:
  • EMEF Arthur Azevedo;
  • EMEF Espaço Bitita.
  • Freguesia e Brasilândia – EMEI José Robson da Costa (Bombeiro).
  • Ipiranga:
  • EMEF Presidente Prudente de Morais;
  • Cieja Clovis Caitano Miquelazzo;
  • Cieja Paulo Emílio Vanzolini.
  • São Mateus:
  • EMEF José Maria Whitaker;
  • EMEF Julio de Grammont.
  • Itaquera – EMEF Carlos Chagas.