Setur e especialistas defendem valorização do DF para a retomada do turismo

Em webinar realizado pelo Metrópoles, autoridades do setor debateram caminhos e desafios para o reaquecimento do segmento na capital

atualizado 01/10/2020 11:09

Turismo em BrasíliaRafaela Felicciano/Metrópoles

Durante o período de pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, o segmento do turismo tem sido um dos setores mais afetados. A secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, destacou no webinar Turismo na Capital Federal, realizado nesta quarta-feira (30/09/2020) pelo Metrópoles em parceira com a Fecomércio-DF, a importância de se implementar ações para tornar o turismo cívico na cidade uma demanda de relevância. “Nós buscamos, primeiramente, união, ação e  providência. Não temos um posicionamento como destino turístico que somos e precisamos disso”, apontou. Para isso, segundo a secretária, o trabalho de parcerias, alianças e ações concretas é de fundamental importância.

Ela reforçou ainda a necessidade da aproximação entre o governo e o trade por meio de três principais pilares: qualificação, estruturação e promoção. “Estamos trabalhando em vários eixos de ações para alavancar Brasília, colocando dessa forma a Capital Federal em posição de destaque. Compromisso esse firmado entre a Setur, o Ministério do Turismo e a Embratur, essencial para o impulsionamento da nossa economia”, afirmou.

Prejuízo

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/DF), Henrique Severien, destacou os prejuízos acumulados ao longo desse período. “O último dia de faturamento de hotelaria no Distrito Federal foi em 20 de dezembro de 2019. Janeiro e fevereiro são meses tradicionalmente sazonais e ruins e em 2020 não foi diferente. Já o espanto fica a partir da segunda quinzena de março até maio com praticamente 0% de ocupação dos hotéis. Junho observou-se um incremento de 5%, julho de 11% e agosto de 14% na ocupação”. 

Ele ainda ressaltou que durante esse período de pandemia, o foco do governo acabou concentrado na saúde. Por outro lado, os agentes do turismo continuaram atuando com muito sacrifício para se manter. “Aqui no Distrito Federal, a Secretaria de Turismo vem com um olhar muito assertivo, trabalhando como uma agência de promoção do destino, intensificando alguns segmentos históricos da cidade, criando rotas culturais e roteiros integrados, gerando alternativas de receita”, disse.

Novos horizontes

O turismo interage com 52 atividades produtivas da economia e é um dos maiores potenciais de desenvolvimento econômico brasileiro. Focado nessa amplitude, a presidente do Convention e Visitors Bureau, Cláudia Maldonado, destaca o turismo de negócio para a cidade. “Apesar de não termos praia, Brasília está em uma posição estratégica, no centro do Brasil, e por isso a logística para fazer eventos na cidade é a melhor. Mesmo assim, o turismo de negócio é pouco aproveitado e nós precisamos triplicar o número de eventos para fazer a cidade crescer cada vez mais”.

Para o head de Negócios da Inframérica,  Roberto de Oliveira Luiz, há uma transformação no comportamento nos últimos dias. “Vimos um movimento no último feriado, de 7 de setembro, e isso gera expectativas para o próximo no dia 12 de outubro”. Além disso, ele destaca que nesse período não houve pausa. “Estamos nos movimentando para entender as necessidades e dar mais conforto para os passageiros. Sempre trabalhamos com uma base e hoje perdemos isso, estamos começando do zero. Mas precisamos ter muito esse olhar de futuro, de entender o que as pessoas querem e toda uma cadeia produtiva para que tudo possa retomar de forma gradativa”, apontou.

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