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“Há quatro, cinco anos, o processo de abertura de uma empresa demorava de 30 a 40 dias; e hoje esse processo ocorre em 30 minutos.” Essa fala do secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Rio de Janeiro, Vinicius Farah, exemplifica bem o quanto o estado mudou para atrair cada vez mais empresas que queiram investir na região.
Só para ter uma ideia, em 2025, o Rio de Janeiro atingiu R$ 41 bilhões em investimentos privados. “A partir do diálogo entre os setores, há a geração de recordes, tanto na área de empregos quanto de investimentos”, afirmou o secretário durante o painel “Desenvolvimento econômico e oportunidades”, em mais uma edição do Metrópoles Talks no Rio de Janeiro, com o tema “Rio que empreende: Por dentro de ideias e ações que desenvolvem negócios e mexem com a vida das pessoas”.
Hoje, o Rio de Janeiro ocupa a 2º colocação em geração de empregos, e isso se deve principalmente à instalação de empresas. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Com oferecimento do Governo do Rio de Janeiro e mediado pela jornalista do Metrópoles Vanessa Oliveira, o talk reuniu, nesta quinta-feira (29/1), o secretário e a presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Caroline Alves da Costa, para debater políticas públicas, fomento à inovação e estratégias para impulsionar a economia fluminense.
Para Farah, o estado é fértil para empreender. “A nossa diferença é que nos comunicamos com o investidor. A gente não inventa roda; fazemos o óbvio.”
Na visão do secretário, o ambiente está super favorável para diversos segmentos, especialmente montadoras. Inclusive, automotivo e aço são os setores que mais geram emprego na região.
“A sociedade civil e os empresários podem continuar acreditando no Rio de Janeiro devido à mudança de postura do governo do estado durante a atual gestão, que passou a oferecer segurança jurídica e um ambiente de negócios previsível, restaurando a confiança de que as regras do jogo não mudariam no meio do caminho.”
Vinicius Farah, secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Rio de Janeiro
“Nos últimos cinco anos foi possível voltar a ter orgulho do nosso estado. O mundo voltou a enxergar o Rio como um lugar seguro para investir. O volume expressivo de novos investimentos, que ultrapassam a marca dos R$ 100 bilhões nos últimos quatro anos, é prova de que o setor privado respondeu positivamente à gestão atual”, ressaltou.
“Entregamos legislações modernas e atualizadas que desburocratizam processos, permitindo mecanismos mais rápidos para a tomada de decisão empresarial. Nesse sentido, gostaria de destacar os recordes na abertura de novas empresas, resultado do trabalho da Jucerja, que desenvolveu ferramentas digitais que facilitam o registro e que hoje reduzem o tempo de espera do empreendedor”, acrescentou.

Quanto às políticas públicas, Farah exaltou a modernização e a atenção à legislação do estado, afinal, com o avanço delas, dificilmente, na visão dele, o Rio de Janeiro vai parar de crescer.
“Até cinco anos atrás, vivíamos o inimaginável. As forças de segurança não tinham reajuste salarial, servidores públicos não estavam sendo pagos devidamente. Mas, isso tudo mudou. E isso faz do estado uma região pronta para receber novos investimentos.”
Vinicius Farah, secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro já ocupou o 23º lugar no ranking de transformação digital. Hoje, é o segundo. Não por acaso, foi o primeiro estado a instalar o SEI, uma ferramenta moderna de processos.
O secretário ainda trouxe ao debate o programa Desenvolve RJ, em que secretarias se unem com foco na gestão tributária e nos incentivos fiscais em localidades no interior do estado. “Cada região recebe a visita da feira de negócios, em que são feitas rodadas de negócio, oferta de cursos técnicos e parcerias.”
A feira percorre 92 municípios para quebrar barreiras, revelando oportunidades e ferramentas novas.
Outra novidade mencionada foi o lançamento de programas de capacitação e do guia de orientações de leis, a fim de democratizar as oportunidades de negócios.

Já a presidente da Faperj reforçou a importância da criação de marcos regulatórios para haver diretrizes de permanência de todo um trabalho de inovação que está sendo feito no Rio. “Isso, sim, abre portas para políticas públicas”, pontuou.
De acordo com Caroline, a agência de fomento tem um olhar muito forte para a inovação e competitividade, principalmente nas áreas de saúde, educação, segurança e agricultura. “Nosso intuito, com isso, é estimular o público que empreende e dar suporte a todos que têm interesse em investir no Rio.”
A Faperj chega à população por meio de visitas e da descentralização de editais.
“Inovar em comunidades mais vulneráveis passa, antes de tudo, por entender o território e suas demandas específicas. O principal desafio é transformar essa escuta em soluções viáveis, com impacto social e continuidade. O programa PISTA: Conectando Territórios Inovadores foi estruturado exatamente com esse objetivo e hoje atua em territórios como o Complexo do Alemão, Rocinha, Cidade de Deus e Petrópolis, conectando a pesquisa científica às demandas reais da população.”
Caroline Alves da Costa, presidente da Faperj
Desafios
Sobre o processo de instalações de empresas no Rio, os desafios permeiam mazelas nacionais, como a burocracia, a qualificação profissional e o acesso ao crédito.
Por esse motivo, Farah destacou que existe um desafio permanente no estado: estar sempre na temperatura máxima, ou seja, oferecendo tudo de ponta para atrair o empreendedor. “E ele não está errado. Ele vai para onde são oferecidas melhores condições tributárias, mão de obra, logística e segurança jurídica”, reforçou.
Por isso, o secretário enfatizou que é dever do Estado preparar, por exemplo, a mão de obra para quem está chegando. E essa mentalidade tem gerado resultados.
Para quem quer empreender, Caroline também ponderou que é importante ficar ligado nas redes da fundação. “De duas a três vezes por mês, lançamos editais para empreender e dar suporte, sempre com uma linguagem que atende a todos”, assegurou.
Para fechar o primeiro painel, o secretário orientou a sociedade a continuar acreditando no potencial econômico do estado. Mais do que isso: acreditar em um estado que tem feito o papel dele com maestria, destacando políticas públicas responsáveis e segurança jurídica.
Assista o talk na íntegra:

