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Parque Independência recebe mais de R$ 13,5 milhões para preservação

Prefeitura de São Paulo investe em ações de ampliação, conservação e qualificação da área verde simbólica da cidade

Renato Pinheiro/PrefSP
Parque Independência recebe mais de R$ 13,5 milhões para preservação
Prefeitura de São Paulo | Conteúdo patrocinado
09/09/2026 04:24

Desde 2022, a Prefeitura de São Paulo investiu mais de R$ 13,5 milhões para preservar os marcos de um dos momentos mais importantes da formação do Brasil, às margens do Riacho do Ipiranga: o Parque Independência.

Desse total, mais de R$ 8,2 milhões foram destinados à ampliação, conservação e zeladoria do parque, incluindo a incorporação de uma nova área de aproximadamente 45,3 mil m², entregue em 2023.

O espaço ganhou equipamentos como pista de skate, academia ao ar livre, playground, áreas de estar, novos caminhos e estrutura administrativa, além de melhorias de acessibilidade.

Outros R$ 5,3 milhões foram aplicados em obras de reforma e conservação do Monumento à Independência, da Cripta Imperial e da Casa do Grito. As intervenções reforçaram a preservação dos elementos históricos e qualificaram a experiência dos visitantes, com melhorias de acessibilidade, circulação e estrutura dos espaços.

Inclusive, a Cripta Imperial, localizada no subsolo do Monumento à Independência, voltou a receber o público com a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues.

Foi às margens do Riacho do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, que o imperador Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil. Um século depois, em 1922, o Monumento à Independência foi inaugurado no local em comemoração ao centenário da Independência. Trinta anos depois, em 7 de setembro de 1952, a Cripta Imperial foi inaugurada no interior, onde estão os restos mortais de Dom Pedro I e das duas esposas, as imperatrizes D. Leopoldina e D. Amélia.

O cuidado com o Parque Independência também se mantém no dia a dia. Os investimentos da prefeitura em manejo e vigilância do espaço passaram de R$ 2 milhões, em 2021, para R$ 8,5 milhões em 2025. A dimensão do uso do parque pela população também aparece na frequência de visitação: Em 2025, foram 3,79 milhões de visitantes.

Moradora do Ipiranga, a terapeuta ocupacional Elisa Rossi Novetti, de 39 anos, conhece bem o espaço. Era a terceira vez que a família ia ao local, ela já havia levado o filho para conhecer a Casa do Grito e explicado a ele o que ocorreu no local. Para ela, a combinação entre lazer e conhecimento é um dos diferenciais do espaço. “A gente brinca e aprende ao mesmo tempo.”

Localizada dentro do parque, a Casa do Grito é uma construção histórica, feita de pau a pique, associada ao quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, simbolizando a casa caipira que aparece ao fundo da pintura do grito da Independência. Atualmente, a Casa, mantida pela prefeitura, funciona como uma das sedes do Museu da Cidade de São Paulo.

O Parque da Independência também faz parte da rotina de quem busca um espaço ao ar livre para praticar atividade física. É o caso do aposentado Pauld Yoshiaqui Kubota, de 63 anos, morador da Saúde, que há mais de uma década frequenta o parque para andar de skate.

Para ele, ter uma área como essa próxima de casa faz diferença não apenas para manter o corpo em movimento, mas também para o bem-estar. “É importantíssimo ter um lugar como esse para lazer, qualidade de vida e para se manter em forma. É bom para a mente, para a cabeça, é excelente.”

A transformação da região, no entanto, vai além dos limites do parque. Desde abril, o Eixo Histórico do Ipiranga passa por uma intervenção que prevê melhorias no entorno do Museu do Ipiranga, do Parque da Independência e em vias da região.

Com investimento de R$ 36,1 milhões, o projeto inclui mudanças voltadas à acessibilidade, mobilidade, paisagismo, iluminação, sustentabilidade e qualificação dos espaços públicos.

As obras acompanham um movimento de valorização do conjunto histórico. O Ipiranga preserva o papel como território de memória, mas também se consolidou como espaço de esporte, lazer, cultura e encontro.

Mais do que um cenário associado à história de São Paulo, o patrimônio faz parte da vida de quem circula pela região e encontra ali diferentes formas de aproveitar a cidade.