Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Conteúdo especial

Paraná se torna referência nacional em segurança pública

O número de homicídios entre janeiro e maio, por exemplo, caiu de 519 em 2025 para 466 este ano

Governo do Estado do Paraná/Reprodução
Mais policiamento no Paraná - Metrópoles
01/07/2026 06:00, atualizado 01/07/2026 06:47

Os cinco primeiros meses de 2026 registraram nova queda dos principais índices de criminalidade no Paraná. Com isso, o estado atinge mais um recorde histórico desde o início da série integrada de registros, em 2007.

Os homicídios tiveram uma redução de mais de 10% no período de janeiro a maio deste ano no comparativo com os mesmos meses de 2025, que já havia sido recorde.

O número de casos entre janeiro e maio caiu de 519 em 2025 para 466 este ano, segundo dados do Centro de Análise, Planejamento e Estatística da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Paraná (Sesp).

Na comparação com os primeiros cinco meses de 2018, quando foram 859 registros, a queda para 2026 chama ainda mais a atenção: 46% de redução.

Além disso, 250 municípios do Paraná não registraram homicídios nos cinco primeiros meses deste ano, o que representa mais de 62% das cidades do estado. No ano passado, eram 240 municípios sem registros nesse mesmo período.

Essa redução contínua dos índices criminais é resultado de uma política de atuação das forças de segurança, com mais integração, inteligência e investimento no efetivo, em estrutura e em equipamentos.

A quantidade de roubos no Paraná também teve uma redução bastante significativa nos primeiros cinco meses de 2026. De janeiro a maio de 2025 haviam sido 6.482 ocorrências em todo o estado e este ano foram 5.104, ou seja, uma queda de mais de 21%.

Na comparação com 2024 (8.085 casos) a diminuição é de 37%; e frente a 2018 (25.846 ocorrências) chega a mais de 80% a redução.

Especificamente sobre roubos de veículos, o estado teve uma redução histórica, em uma comparação entre 2018 e 2026:

Outro dado relevante é a redução dos feminicídios. Em 2024, por exemplo, o Paraná registrou 109 casos desse tipo de crime. Em 2025, o número caiu para 87 ocorrências, uma diminuição de aproximadamente 20%.

Os registros de estupro também apresentaram retração no comparativo histórico, passando de 6.860 casos em 2018 para 6.305 em 2025.

Referência nacional em segurança

Os resultados que transformaram o Paraná em referência nacional em segurança pública estão diretamente ligados aos investimentos contínuos na estrutura das forças de segurança, com ampliação da frota de viaturas, embarcações e aeronaves, além da aquisição de equipamentos de alta tecnologia, que impactam diretamente no enfraquecimento das organizações criminosas.

Somente em 2025, mais de R$ 116 milhões foram investidos em equipamentos para a segurança pública, incluindo helicópteros, viaturas, armamentos e tecnologias ópticas e táticas.

Desde 2019, inclusive, o orçamento da Secretaria da Segurança Pública passou de pouco mais de R$ 2 bilhões para mais de R$ 8 bilhões, consolidando um novo patamar de investimento e planejamento estratégico.

Paraná se torna referência nacional em segurança pública - destaque galeria
4 imagens
A plena gestão da totalidade das pessoas privadas de liberdade foi transferida para a Polícia Penal
A segurança pública do estado já é uma referência nacional
Investimentos foram feitos em diversos segmentos da área de segurança do estado
Novos veículos já integram o policiamento da região
1 de 4

Novos veículos já integram o policiamento da região

Governo do Estado do Paraná/Reprodução
A plena gestão da totalidade das pessoas privadas de liberdade foi transferida para a Polícia Penal
2 de 4

A plena gestão da totalidade das pessoas privadas de liberdade foi transferida para a Polícia Penal

Divulgação
A segurança pública do estado já é uma referência nacional
3 de 4

A segurança pública do estado já é uma referência nacional

Governo do Estado do Paraná/Reprodução
Investimentos foram feitos em diversos segmentos da área de segurança do estado
4 de 4

Investimentos foram feitos em diversos segmentos da área de segurança do estado

Divulgação

Mais investimentos

Ainda neste primeiro semestre, o Paraná investiu no maior pacote da história da segurança pública do estado, totalizando R$ 338 milhões aplicados no fortalecimento das forças policiais e de resgate.

O pacote contempla 3,2 mil armamentos, 1.245 viaturas e 29 embarcações, além de equipamentos de informática, sistemas de comunicação, tecnologia forense e materiais especializados, bem como a nova sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Paraná.

O  objetivo do novo aporte é ampliar a presença das forças de segurança pública em todas as regiões do estado, por meio da modernização das estruturas e do aumento da capacidade de resposta das corporações.

As forças de segurança do estado do Paraná receberam, então, 6.388 novas viaturas desde 2019. Elas variam entre os modelos Renault Duster, Trailblazer, Partner, S10, caminhonetes RAM 3500 e L200, motocicletas, caminhões e blindados.

Além disso, foram contratados 6.285 policiais, número que supera em 57% a estimativa inicial de 4 mil profissionais. A média de contratações por ano foi de 1.571 novos policiais.

E não para por aqui. A Polícia Científica do Paraná vem ampliando de forma significativa a presença em todas as regiões do estado com a implantação de novas estruturas no interior.

Em 2018, a instituição contava com apenas dez unidades plenas regionais. Atualmente, os investimentos somam mais de R$ 16,7 milhões em obras, equipamentos e estruturação de unidades.

São, portanto, 20 unidades plenas em funcionamento, além de cinco postos avançados, fortalecendo a capilarização dos serviços e ampliando a capacidade de atendimento à população paranaense.

As novas estruturas foram implantadas em diferentes regiões do estado, com unidades em Apucarana, Campo Mourão, Ivaiporã, Jacarezinho, Paranavaí, Pato Branco, Telêmaco Borba, Toledo e União da Vitória, além dos postos avançados de Irati, Cianorte, Loanda, Matinhos e da Casa da Mulher Brasileira em Curitiba.

Paraná se torna referência nacional em segurança pública - destaque galeria
2 imagens
A tecnologia auxilia no combate a diversos crimes
Foram entregues 124 viaturas para a Polícia Científica
1 de 2

Foram entregues 124 viaturas para a Polícia Científica

Governo do Estado do Paraná/Reprodução
A tecnologia auxilia no combate a diversos crimes
2 de 2

A tecnologia auxilia no combate a diversos crimes

Governo do Estado do Paraná/Reprodução

Para combater com ainda mais eficiência a criminalidade, as forças de segurança do Paraná também ganharam mais reforços tecnológicos. Por isso, o estado forneceu 243 drones para a Sesp, Corpo de Bombeiros e das polícias Militar, Civil, Científica e Penal.

Com investimento total de R$ 12,2 milhões nas aeronaves e acessórios, essa é a maior entrega de drones feita de uma só vez no Brasil. Com o novo lote, as forças de segurança do Paraná passam a contar com quase 300 equipamentos em operação.

Policiamento do Paraná - Metrópoles

Fim da custódia de presos

Em janeiro de 2019, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) detinha quase 12 mil presos sob custódia, o maior contingente do Brasil. A resolução dessa situação que causava distorções graves na estrutura da segurança pública era uma das principais demandas da sociedade naquele momento.

Com o tempo, a gestão que assumiu naquele mês intensificou a retirada dos presos das delegacias, chegando a 2024 com a situação totalmente equacionada, novos presídios entregues e o mais importante: policiais civis dedicados à função constitucional.

O principal resultado prático dessa ação é que o Paraná deixou a última posição no ranking nacional de solução de homicídios e alcançou a primeira posição em 2020, segundo pesquisa do Instituto Sou da Paz.

A medida também permitiu que o número de operações contra o crime organizado aumentasse 144% já em 2019, indo de 94 em 2018 para 230 operações naquele ano. Na comparação com 2023, ano com 530 operações, o crescimento é ainda mais expressivo: 463%.

Com o fim da custódia de presos, os policiais civis passaram a dedicar-se exclusivamente às atividades de polícia judiciária, especialmente às investigações e ações de repressão qualificada, o que aumentou os índices de solução de crimes complexos.