Pará sai do mapa da violência e registra queda histórica de crimes

Estado reduz em 59% os crimes violentos letais e investe em inteligência, policiamento e ocupação cidadã de territórios vulneráveis

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atualizado

metropoles.com

O Pará vive um ponto de inflexão na segurança pública. Pelo terceiro ano consecutivo, nenhum município do estado aparece no ranking das 50 cidades mais violentas do mundo, elaborado pela Organização Internacional Segurança, Justiça e Paz, com base na taxa de homicídios em locais com mais de 300 mil habitantes.

Em 2016, Belém ocupava o 10º lugar na lista. Dois anos depois, ainda estava entre as 12 cidades mais violentas do planeta. Hoje, não há um único município paraense entre os mais letais — um reflexo direto da estratégia estadual de investimento em policiamento, inteligência e integração das forças de segurança.

“Mudamos o curso da história. Onde antes reinava o medo, hoje há presença do Estado, proteção à vida e respeito à cidadania. Seguiremos investindo, com seriedade e estratégia, para que a segurança pública chegue a todos os cantos do Pará”, afirma o governador Helder Barbalho.

Crimes letais em queda: 60% a menos desde 2018

Entre janeiro e maio de 2025, o Pará registrou 728 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) — categoria que inclui homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

O número representa uma redução de 59,6% em relação ao mesmo período de 2018 quando o estado somava 1.803 casos. Os dados são da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Secretaria de Segurança Pública.

Na comparação com 2024 (817 casos), a redução foi de 10,9%. Frente aos cinco primeiros meses de 2023, a queda chega a 18,3%.

O acumulado de 2024 também reflete esse avanço. O estado fechou o ano passado com 1.890 registros de CVLI, o menor patamar desde 2010 — e o primeiro abaixo de 2 mil casos em mais de uma década. Em relação a 2018, com 4.051 crimes, a redução é de 53,3%, o que representa mais de duas mil vidas preservadas.

Maio de 2025: o mês de maio mais seguro da série histórica

O mês de maio reforçou a tendência de queda. Com 146 ocorrências de CVLI, foi o melhor mês de maio desde o início da série histórica e o segundo melhor mês geral de todos os tempos.

A média diária caiu para cinco casos — menos da metade dos 12 casos por dia registrados em maio de 2018.

No comparativo com anos anteriores, os resultados são expressivos:

• 60% de redução em relação a maio de 2018 (367 casos)
• 8,18% a menos que maio de 2024 (159 casos)
• 24% abaixo de maio de 2023 (191 casos)
• 42,29% de queda frente a 2022
• 49% menos que maio de 2019

“Os investimentos em tecnologia, na expansão dos núcleos de inteligência e no fortalecimento das nossas corporações têm sido decisivos”, afirma o secretário de Segurança Pública, Ualame Machado. “E tudo isso só é possível graças ao trabalho diário dos agentes e ao planejamento que conecta repressão e prevenção”, acrescenta.

Estrutura, inteligência e presença: a base da nova segurança pública

A nova política de segurança do Pará se sustenta em três pilares: integração, investimento e inteligência.

Desde 2019, o governo estadual implantou mais de 79 unidades policiais em todas as regiões do estado, além de reforçar a estrutura das forças de segurança com equipamentos modernos e tecnologias de ponta — como os Totens de Segurança Pública, Totens de Atendimento à Mulher e as câmeras corporais (bodycams) utilizadas pelos agentes.

Somente em 2024, foram R$ 90 milhões aplicados no reforço estrutural das forças de segurança. Já em 2025, o ritmo foi ampliado: o governo inaugurou novas delegacias da Polícia Civil, batalhões da Polícia Militar, reestruturou o Grupamento Fluvial e investiu na compra de viaturas blindadas, fuzis, armas não letais, coletes balísticos e na instalação de 50 novos totens de vigilância em regiões estratégicas.

Prevenção com cidadania: Territórios pela Paz

Mais do que repressão qualificada, a segurança no Pará é sustentada também por políticas sociais com foco na prevenção.

O programa Territórios pela Paz (TerPaz), por meio das Usinas da Paz, leva serviços públicos, cultura, esporte, capacitação e acolhimento a comunidades vulneráveis — com atenção especial a jovens, mulheres e famílias em situação de risco.

“Segurança não é só polícia na rua. É criar oportunidades, garantir dignidade e ocupar territórios com cidadania. O que estamos vendo hoje é o resultado de um projeto de Estado que cuida das pessoas”, afirma a vice-governadora Hana Ghassan.

Governo do Pará

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