O dia que Brasília parou: caras pintadas relembram força do movimento

Estudante e professora da UnB em 92 contam como começou o protesto que culminou no impeachment de um presidente da República

Câmara dos Deputados/Arquivo
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atualizado

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Em 1992, estudantes do país todo se uniram em uma das maiores mobilizações brasileiras da história: o Movimento dos Caras Pintadas. O protesto foi motivado pelas várias denúncias de corrupção contra o então presidente da República Fernando Collor de Mello.

Collor foi o primeiro presidente eleito democraticamente após os anos de ditadura militar no Brasil. Contudo, um escândalo tornou o governo dele insustentável. E, mesmo numa época sem redes sociais, o boca a boca levou milhares de estudantes a tomar as ruas, no caso de Brasília a Esplanada, com os rostos pintados de preto, verde e amarelo.

“A gente saiu cedo do colégio caminhando. Os estudantes do Objetivo, que ficava no fim da Asa Sul, foram os primeiros a sair, esperaram a gente em frente ao Sigma, e a nossa multidão juntou com eles. Passamos pela UDF, por outros colégios, até chegar na Esplanada”, lembra Valéria Feitoza, hoje jornalista no TCDF e na época aluna do Sigma.

A força desse e de outros protestos culminaram no primeiro presidente da República a sofrer processo de impeachment após ser julgado e condenado por crime de responsabilidade.

Entre as manifestações, a Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) protagonizou um dos momentos mais simbólicos antes do Movimento dos Caras Pintadas. “Eram muitos professores, muitos, e ficamos esperando o Collor descer pela rampa, todos de preto, mas com a cara limpa. Não falamos um ‘a’, não falamos ‘Fora, Collor’. Quando ele começou a descer a rampa, nós todos viramos de costas e só aparecia aquela máscara branca sem expressão. E aí, quando ele chegou na calçada, fez aquele gesto obsceno”, contou uma das participantes da ADUnB na época, a professora aposentada Jodette Guilherme Amorim.

Hoje, as duas são as entrevistadas do videocast “O dia que Brasília parou”, apresentado pelo jornalista João Carlos Amador.

Acesse a página especial do projeto “O dia que Brasília parou” e assista outros episódios. O videocast tem o oferecimento de Sabin Medicina Diagnóstica e o apoio de Claro, O Boticário, Senac-DF, Universidade Católica de Brasília, Guaraná Kuat, Hospital Anchieta, Só Reparos, Capital de Prêmios e BSB Memo.

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