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Participação feminina no mercado de trabalho ainda enfrenta barreiras

Há seis anos, a quantidade de mulheres no mercado de trabalho oscila em torno de 53%

Divulgação
Participação feminina no mercado de trabalho ainda enfrenta barreiras
Grupo Mulheres do Brasil | Conteúdo patrocinado
30/07/2026 08:14, atualizado 30/07/2026 08:47

Nas últimas décadas, a presença das mulheres no mercado de trabalho brasileiro passou por uma transformação significativa. Entre 1976 e 2007, por exemplo, cerca de 32 milhões de mulheres ingressaram no mercado, desempenhando um papel fundamental nas mudanças sociais, educacionais e econômicas do país.

Apesar desse avanço histórico, o ritmo de crescimento perdeu força nos últimos anos. Dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontam que, enquanto 53% das mulheres estão inseridas como força de trabalho, os homens alcançam 73,2%, revelando que a desigualdade de acesso ao mercado continua sendo um desafio.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta outro dado que comprova essa disparidade: apenas 38% dos cargos de gerência no Brasil são ocupados por mulheres. Nos cargos de CEO de multinacionais e grandes empresas, esse percentual é ainda menor, variando entre 15% e 19%.

Quando se trata de remuneração, as diferenças também chamam a atenção. Segundo o último Relatório de Transparência e Igualdade Salarial, divulgado pelo Governo Federal em novembro, as mulheres recebem, em média, R$ 3,9 mil, enquanto os homens recebem R$ 4,9 mil.

Embora a Lei nº 14.611/2023 tenha reforçado a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens que exercem trabalho de igual valor ou a mesma função, a implementação e fiscalização ainda enfrentam desafios e discussões judiciais.

Mulheres negras ainda são as mais afetadas

As mulheres negras representam 28,5% da população brasileira e, mesmo sendo um dos maiores grupos populacionais do país, continuam enfrentando barreiras para acessar oportunidades no mercado de trabalho. Segundo dados do IBGE, 41,9% das mulheres negras trabalham na informalidade.

Além disso, enfrentam uma disparidade salarial ainda maior em comparação com homens brancos e mulheres brancas. De acordo com o último Relatório de Transparência e Igualdade Salarial, divulgado pelo Governo Federal, as mulheres negras recebem, em média, R$ 2,9 mil, e as brancas e de outras etnias recebem R$ 4,8 mil.

O mesmo estudo revela ainda que apenas 1,8% dos assentos nos Conselhos de Administração e 3,4% dos cargos nos quadros executivos são ocupados por mulheres negras.

Dados do levantamento “Perfil Social, Racial e de Gênero das 1.100 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas 2023-2024” revelam que apenas 7,4% das empresas possuem metas específicas para ampliar a presença de mulheres negras em cargos de liderança.

Aceleradora de Carreiras impacta mais de 2 mil mulheres

Movimento criado em 2013 pelo Grupo Mulheres do Brasil, o projeto Aceleradora de Carreiras nasceu a partir da criação do Comitê de Igualdade Racial e hoje reúne mais de 140 mil mulheres distribuídas em 161 núcleos no Brasil e no exterior.

O programa é uma iniciativa estratégica que busca ampliar a presença de mulheres negras em posições de liderança no mercado corporativo, no setor público e em espaços de tomada de decisão.

Desde a criação, mais de 2 mil mulheres já passaram pela formação. Dessas, 48% conquistaram ascensão profissional após a participação no programa.

Karoline Pimenta, participou em 2022 e teve um grande salto profissional. “Eu era Business Partner. Em 30 dias fui promovida a coordenadora e, um ano depois, a gerente de RH. O programa transformou minha visão de carreira e mundo. Conheci pessoas incríveis, publiquei dois livros e, em 2023, voltei como voluntária. Foi um divisor de águas.”

Além dos encontros formativos, a Aceleradora de Carreiras deu origem ao livro “Quebrando Limites”, atualmente na segunda edição, que reúne relatos inspiradores de mulheres que participaram do programa e compartilharam as trajetórias de superação e conquistas.

Evento debate os desafios e as oportunidades das mulheres no campo profissional

É nesse cenário de desafios, que envolvem não apenas a equidade de gênero, mas também questões de raça, classe social e outros marcadores socioeconômicos, que se torna urgente ampliar o debate sobre carreira, negócios e o futuro do trabalho das mulheres.

Com esse objetivo, nasce o 1º Summit Mulheres nas Profissões, primeiro evento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil dedicado ao tema. O encontro reunirá líderes, empreendedoras, executivas e profissionais de diferentes segmentos nos dias 4 e 5 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A programação contará com mais de 100 palestrantes distribuídos em sete arenas temáticas, oferecendo conteúdos práticos e atuais.

Entre os nomes confirmados estão a ministra Cármen Lúcia; a apresentadora Juliette Freire; a escritora Djamila Ribeiro; as atrizes Denise Fraga e Beth Goulart; as jornalistas Ana Paula Padrão e Christiane Pelajo; e a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano.

O encontro contará ainda com mentorias, workshops, exposições e ativações de marcas parceiras. Ao longo dos dois dias, temas como liderança feminina, empreendedorismo, tecnologia, saúde e desenvolvimento pessoal e profissional serão debatidos sob diferentes perspectivas.

1º Summit Mulheres nas Profissões 2026 | Elas Fazem Acontecer

Data: 4 e 5 de agosto de 2026
Horário: das 9h às 20h
Local: Expo Center Norte – Pavilhão Azul (Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme – São Paulo).

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