Metodologias ativas estimulam autonomia e criatividade na escola

Colégio Projeção adotou um método baseado na cultura maker e, agora, colhe os primeiros resultados e investe alto para 2019

atualizado 11/12/2018 19:42

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles

A comemoração da pequena Maria Clara chamou a atenção dos coleguinhas do 4º ano do Ensino Fundamental. Ao lado de outros alunos, todos com idade entre 9 e 10 anos, ela conseguiu, em apenas uma hora – sem a ajuda das professoras –, criar e colocar em funcionamento um robô capaz de realizar desenhos geométricos em uma folha de papel. Utilizando copos de plástico, elásticos, fita adesiva, canetinhas e um minimotor a pilhas, eles colocaram em prática o que aprenderam durante as aulas.

Os demais grupos de crianças que quebraram a cabeça atrás de uma solução também conseguiram. Teve robô de tudo quanto é jeito. Alguns ficaram prontos rapidamente, outros precisaram de mais tempo. Mas, no fim, todos colocaram a mão na massa e cumpriram a missão. “É um trabalho que eu nunca vou esquecer”, disse Maria Clara.

Além das bancadas e do ambiente lúdico, alunos e professores terão à disposição uma série de ferramentas que vão de itens de papelaria a serralheria, tudo para ajudar a tirar as ideias da imaginação e torná-las reais.

A atividade realizada pela turma do Colégio Projeção do Guará I faz parte da metodologia ativa adotada pela rede de ensino, baseada na cultura maker (criador ou fazedor, em tradução livre). O movimento é considerado como uma extensão da filosofia “Do it yourself” ou “Faça Você Mesmo”.

A ideia é que os estudantes se tornem protagonistas do processo de aprendizagem e os professores assumam o papel de orientadores. De acordo com a diretora da unidade da escola em Sobradinho, Tamara Souza, o conceito tem como objetivo estimular a autonomia, empatia, colaboração, a criatividade e a inovação nos alunos.

Uma das principais ferramentas usadas pelo Projeção é o material didático do Sistema Uno, utilizado no planejamento das ações realizadas na instituição – da Educação Infantil ao Ensino Médio. O Projeto Uno busca uma escola que tenha inspiração para preparar o aluno para a vida, com inteligência para resolver os problemas de novas maneiras, inovação e interatividade para mudar e evoluir.

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles

Um dos princípios da cultura maker é o uso da tecnologia para a solução de problemas

Somados às salas específicas, há outros inúmeros espaços físicos nas unidades que são um verdadeiro convite ao lado Einstein de cada jovem. Laboratórios 3D, parques, quadras, laboratórios de ciências, artes e informática. Dessa forma, é possível colocar a mão na massa, conectando as mais diferentes disciplinas.

As unidades da QNJ, em Taguatinga Norte, e do Guará I, por exemplo, criaram um projeto inovador, o Proje Cine, em que os estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental produzem filmes de curta duração, unindo de forma interdisciplinar, componentes curriculares de língua portuguesa e Arte. “Foi uma excelente oportunidade para exercer a criatividade e o espírito de equipe. Eles ficaram responsáveis por tudo: roteiro, cenários, encenação, produção e filmagem”, destacou a diretora, Thereza Martins. A ação contou até com votação e Oscar para diversas categorias, como melhor filme, melhor atriz, melhor ator, com direito à festa de premiação e tapete vermelho.

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Nativos digitais

O método baseado na cultura maker busca atender as necessidades da geração atual. Os nativos digitais já nasceram praticamente com smartphones em mãos. Desconhecem o mundo off-line, são ágeis, inquietos e gostam de informações rápidas. Isso obriga os professores e as escolas a se reinventarem diariamente.

Na unidade da Samdu, em Taguatinga Norte, a escola inovou ao oferecer Wi-Fi aos estudantes. “O celular não é nosso inimigo, usamos o aparelho a nosso favor. Estimulamos os alunos a fazerem o uso inteligente e eficiente dessa poderosa ferramenta”, explicou Verônica Borba, diretora da escola que atende estudantes a partir dos quatro anos até o Ensino Médio.

O perfil dos nativos digitais também deixa os pais numa verdadeira saia justa. Como acompanhar a rotina dos jovens trabalhando oito, 10 até 12 horas por dia? Para auxiliá-los, a escola oferece acesso à plataforma de ensino e envia diariamente a agenda de atividades. “Também fazemos um acompanhamento muito próximo e oferecemos treinamentos da plataforma, para que eles possam ajudar os filhos nas tarefas e trabalhos”, destaca a diretora da unidade do Guará I, que atende exclusivamente o Ensino Fundamental.

Já no Ensino Médio, as dúvidas são outras. Como por exemplo, a carreira. Como escolher a profissão certa na era de youtubers, gamers e influenciadores? As possibilidades são imensuráveis. A saída escolhida pela instituição foi trabalhar projetos de vida com os estudantes, explica a psicóloga Joana Pinheiro, que dirige a unidade do Guará II. “É um processo que começa no 6º ano com questões de autoconhecimento e identidade. Depois, trabalhamos projetos de curto, médio e longo prazos para que eles se tornem os condutores da própria história”, pontuou Joana.

Colégio Projeção
Da Educação Infantil ao Ensino Médio
www.projecao.br/Colegio

Unidade Guará I
SRIA, QE 20, Área Especial E
CEP: 71015-057
(61) 3038-9800
[email protected]

Unidade Guará II
Área Especial, 10 Lote C
CEP: 71070-703
(61) 3038-6500
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Unidade Sobradinho
Q 14, AE 21
CEP: 73050-140
(61) 3591-4838
[email protected]

Unidade Taguatinga (QNJ)
QNJ 17, Lotes 01/05
CEP: 72140-170
(61) 3475-2244
[email protected]

Unidade Taguatinga (Samdu)
A.E nº. 5 e 6, Setor C Norte
CEP: 72115-700
(61) 3451-3888
[email protected]

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