Hotmart Fire 2026: empreender com IA abre portas infinitas
Maior festival de marketing digital, empreendedorismo, inovação e economia criativa da América Latina transforma BH em hub de ideias

Um movimento global que transcende gerações e impacta dentro e fora das telas: esse é o empreendedorismo digital.
Na internet, o ecossistema da Creator economy rompe barreiras locais e permite que marcas alcancem consumidores em qualquer lugar do mundo.
Mas, a pergunta que norteia esse universo é: Qual história você quer contar para quem consome o seu conteúdo?
Ter o próprio negócio voltou a ser o segundo maior sonho do brasileiro em 2025, citado por 40% da população adulta. De acordo com a pesquisa GEM 2025, 56% de quem começou recentemente acha que está mais fácil empreender hoje do que há um ano.
Não por acaso, o nicho tem se destacado como uma das áreas mais promissoras e dinâmicas da economia moderna, fomentada pelo avanço da tecnologia.
E é a partir desse norte que o maior festival de marketing digital, empreendedorismo, inovação e economia criativa da América Latina, o Hotmart Fire, preparou mais uma edição, que segue até amanhã, no coração de Minas Gerais.
Promovido desde 2015, o festival se consolidou na América Latina como um dos principais pontos de encontro para quem vive ou deseja viver do digital, reunindo empreendedores e produtores de conteúdo em torno de temas ligados à inovação e à transformação da Creator Economy.
Desde ontem, a conferência tem trazido discussões de impacto à tona, como crescimento e escala, desenvolvimento pessoal, estratégia digital, criação de conteúdo, influência e marketing e vendas.
O perfil o público reforça a dimensão alcançada pelo evento: os participantes vêm de mais de 30 países diferentes, 71% deles são tomadores de decisão; e mais de 70 marcas participam da programação, empresas como Meta, Coca-Cola, Ray-Ban, Heineken, O Boticário e Itambé.

Joao Pedro Rezende, CEO da Hotmart Fire, durante a abertura, destacou que acredita em um novo boom nos negócios devido ao uso da IA.
“A IA nos traz uma equipe profissional, mas que precisa ser bem coordenada. Muitas pessoas alegam que o design de uma IA não chega aos pés de um design feito por um profissional designer, e realmente, mas, para dar o primeiro passo nos negócios, as ações não precisam ser perfeitas, precisam ser feitas”, afirmou.
Assim, a inteligência artificial dispara uma onda de empreendedorismo, que alavanca profissionais, cruza áreas de conhecimento e desconcentra pools de talento.
O Marketing do passado era mais fácil
Fundador da DigitalMarketer e mestre em escala de negócios, Ryan Deiss, abordou a complexidade do marketing atualmente. Sim, o mercado ficou mais difícil, na visão dele.
“Há 10 anos, eu fazia algo, agora faço completamente diferente. Mudou tudo”, provocou. “Estou no Marketing há 25 anos, e já investi mais de 8 milhões de dólares nesse nicho. Hoje, vim compartilhar as ferramentas que funcionam atualmente.”
Para ele, o tráfego era mais barato, afinal, não tinha tanta concorrência no marketing antigamente. Assim, conseguir um simples clique está mais caro. De acordo com dados da Meta, a média subiu 12% por clique.
“Nos últimos 12 meses, 5100 empresas foram abertas no Brasil. A realidade é gente nova competindo pela mesma atenção. E, por consequência, o investimento em mídia digital cresceu”, destacou.
Além disso, Deiss revelou que a confiança do consumidor está baixa nas empresas. Segundo a pesquisa PWC Trust Survey 2024, apenas 30% das pessoas confiam em empresas enquanto os gerentes delas acham que 90% confiam.
A partir disso, Ryan Deiss elencou o que, de fato, destrói a confiança de quem vende, com dados da YouPix:
- Promessa exagerada
- Parecer comercial de TV
- Conteúdo inteiramente feito por IA
- Patrocínio escondido
E o que funciona agora?
- Segmentação: antes, o empreendedor escolhia o público, agora a Meta escolhe.
- Chamado: o ideal é já chamar a pessoa na primeira linha, na hora de anunciar a venda de um produto.
- Anúncio: dizer logo o que a pessoa está pensando.
- Preço: agora faz sentido anunciar algo grátis, uma isca, depois o caro, e depois o barato.
- Leads: há três tipos de leads, como os que nunca comprarão, os que comprarão depois e o que está pronto para comprar agora.
- Tratamento: não pode tratar os de agora como os de depois, e vice-versa. Para não demonstrar muito interesse a quem não está interessado no momento nem parecer desinteressado para quem está querendo muito.
- Fim da conversa: acrescentar uma pergunta instigadora no agradecimento, como “Está pensando em comprar?”.
Inclusive, na percepção dele, o funil de vendas – filtro de compradores – é como uma panela de pipoca, em que alguns estouram, a maioria leva um pouco de tempo, mas alguns grãos nunca estouram. E a maioria? Nem ficou na panela.

Coragem para ousar
Atriz, empresária, criadora de conteúdo e um fenômeno que transcende gerações, Giovanna Antonelli também teve de virar a chave e testar o mercado para entender as preferências atuais.
Assim, ela iniciou a palestra com a revelação do que mudou a vida dela. No caso, foram dois telefones: um orelhão, e, depois, um celular.
O primeiro diz respeito à época em que utilizou uma simples ficha de orelhão para tentar uma chance de fazer um teste para novela. Porém, foi surpreendida por um “não”; pois foi alegado que ela não tinha o perfil desejado.
Mas, Giovanna seguiu firme na crença de que aquilo que é para ser de alguém, o encontra. E foi assim que voltaram atrás e decidiram a convocar. E foi assim que ela viveu Capitu, personagem que mudou a história dela para sempre.
Já o segundo telefone foi o celular. O aparelho surgiu quando ela já era atriz e bem-sucedida. Contudo, como ela se reinventou já sendo famosa? Giovanna entendeu que antes ela só entrava nas casas das pessoas com os personagens da TV; agora, ela pode entrar por meio de um smartphone, em que os fãs podem conhecê-la de fato como ela é.
E foi assim que a atriz, empresária e influenciadora aprendeu a produzir conteúdo e testar linguagens.
“A grande pergunta que me orientou: o que as pessoas queriam me ver fazendo?”, contou.
De acordo com a atriz, não precisa da melhor câmera, da melhor luz nem de uma equipe gigante. Dá para começar com simplicidade; e o mais importante é não desistir em meio ao que ainda tem muito a melhorar.
“As narrativas movem o mundo. Eu a uso no meu trabalho, como atriz, empreendedora, palestrante. E isso gera conexão; e é disso que preciso. Todo mundo quer sentir nas redes; e os sentimentos são construídos nas redes sociais. Sendo assim, qual história as pessoas estão contando para o público?”, ponderou.

Navegando por pautas que afetam o resultado profissional de mulheres negras
Mas, há quem enxergou o propósito rápido e conseguiu facilitar o processo com a digitalização do empreendimento. Esse é o caso da historiadora, empresária e palestrante do ramo de beleza negra, como trancista, Rafa Xavier.
No palco Business do evento, Rafa compartilhou experiências e como tornou toda a parte operacional do negócio automatizado, mas sem perder o humanismo.
Rafa Xavier é responsável pela formação de mais de 6 mil empreendedoras no Brasil e no exterior, além de ser vencedora do prêmio Shark Tank Brasil – reality show em que empreendedores apresentam ideias de negócios e produtos em poucos minutos para um grupo de investidores.
A história de Rafa começou ainda em 2019, quando ela começou a fazer tranças em mulheres negras para poder custear as despesas da faculdade. Tudo que tinha era uma cadeira de plástico branca e um espelho, na casa da avó.
Depois de um tempo, começou a gravar conteúdos para o YouTube. Então uniu os dois universos: o digital com informações do nicho para mulheres negras. “O meu trabalho não se resume em trançar, mas, sim, no impacto que vou causar na vida de cada mulher que se cobra pela imagem, que vive o racismo estutural, que não tinha referências de beleza antigamente.”
Em 2024, Rafa abriu uma turma de trança em Lisboa. Já em 2025, passou por mais de 10 países, com mais de 400 alunas presenciais. Como fazer tudo isso? Com Manychat.
De início, o processo de automação assustou as mulheres estrangeiras, isso porque elas se sentiam desconfiadas por estarem lidando com um robô. Ao perceber essa percepção, Rafa mudou os fluxos; e uma das mudanças foi a integração de áudio – com a voz dela mesmo – na mensagem de abordagem.
Apesar disso, ela ainda acredita que existe uma lacuna muito grande no sentido de trazer as profissionais para mais perto de tecnologias, de formações. “Por causa de uma barreira, que pode ser socioeconômica, a gente fica muito preso a alguns estigmas da inovação, mas é preciso quebrar isso.”

A importância de viver o processo
O especialista em Crescimento de Instagram, Rafa Brito, destacou que a maioria das pessoas desistem por falta de paciência, sendo importante viver o processo. “Eu, por exemplo, fiquei 10 anos tentando fazer dar certo. Mas, só este ano, vim pro palco I, o principal”, enfatizou.
“Eu venci e vim contar os bastidores de um desconhecido que chegou em 100 mil seguidores em 84 dias”, frisou.
Assim, ele enfatizou que o processo existe e precisa ser respeitado. “E eu jamais vou dizer a vocês que é fácil. Não, não é. Eu demorei. E confesso que já fui desenganado por uma professora de escola, que disse à minha mãe que eu não chegaria a lugar nenhum. E, olha, cheguei. Porém, comecei em 2023 e fui dar realmente certo em 2026.”
No entanto, para dar certo, segundo Brito, a estratégia mais correta é olhar para o que já deu certo, manter o assunto e mudar o formato. “A ideia não é inventar conteúdo, mas, sim, mudar o formato”, acrescentou.
Durante a palestra, ele elencou o passo a passo de como se comportar no Instagram como produtor de conteúdo:
1) Pesquisa fora
2) Modelar
3) Repetir
4) Analisar dentro do nicho
5) Modelar de novo
6) Repetir
Para ele, o maior desafio no Instagram é manter constância. “Vemos tanta promessa, que tudo é muito simples e rápido, mas, quando você vai mexer com isso, você acaba se deparando com desafios; que muita gente não sabe.”
“Tudo na vida é um processo. Para nascer, são nove meses; faculdade, cinco anos, e por aí vai. O erro da galera é querer resultado imediato”, evidenciou.
Na opinião dele, o que é mais difícil é lidar com algo que certamente vai dar errado no início. “Outro grande erro é se comparar com quem já está há 10 anos no mercado. Da mesma forma, quando quem está há 10 anos se comparar com quem já está há 30”, reforçou.

Launchpad
Durante o evento, o Hotmart lançou a Launchpad, uma nova plataforma que une inteligência artificial a um sistema de pagamentos, além de viabilizar qualquer pessoa a criar um produto pronto para vender.
A solução permite criar softwares, aplicativos e outras ferramentas digitais por meio de comandos de texto ou áudio e conecta cada aplicação ao sistema de pagamentos da Hotmart, o Hotpay.
Na prática, o usuário pode desenvolver, hospedar e colocar a criação à venda dentro do mesmo ambiente, sem precisar integrar separadamente uma solução para receber pagamentos.
O diferencial da solução está, exatamente, na conexão entre criação e monetização. Enquanto a inteligência artificial vem reduzindo as barreiras técnicas para o desenvolvimento de produtos digitais, comercializá-los envolve uma estrutura mais complexa, que inclui processamento de pagamentos, diferentes moedas e métodos locais, prevenção a fraudes, estornos e repasses.
Fato é que o Hotpay, que já sustenta a operação da Hotmart, processa mais de 40 métodos de pagamento em 28 moedas locais e está disponível em 188 países, ele ainda conta com sistema antifraude em tempo real — com a maior taxa de aprovação do mercado digital, 95,9%, segundo estudo da VK Metrics.
