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Saiba como identificar golpes digitais antes de cair em uma fraude

Golpes digitais se sofisticam a cada dia e exploram a confiança das vítimas; veja os principais sinais de alerta e como se proteger

cottonbro studio/Pexels
Fotografia colorida mostrando mão mexendo em celular-Metrópoles
EXA | Conteúdo patrocinado
14/10/2026 14:28

Os golpes digitais estão cada vez mais convincentes e podem chegar por diferentes canais, especialmente aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Com abordagens elaboradas e personalizadas, criminosos criam situações que parecem legítimas para induzir vítimas a compartilhar dados pessoais, clicar em links suspeitos ou fazer transferências bancárias.

O avanço da tecnologia tornou esse tipo de fraude ainda mais difícil de identificar. Mensagens bem escritas, imagens convincentes e até vozes que imitam pessoas conhecidas podem ser usadas para conquistar a confiança das vítimas. Nesse cenário, reconhecer os sinais de alerta e saber como agir diante de uma abordagem suspeita são medidas importantes para evitar prejuízos financeiros e a exposição de informações pessoais.

A dimensão do problema aparece nos números. O Brasil registrou 34 bilhões de tentativas de golpes digitais entre março de 2025 e fevereiro de 2026, segundo o relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, publicado pela Global Anti-Scam Alliance (GASA).

Para Wilder Martins, executivo de tecnologia e especialista em cibersegurança da EXA – ecossistema brasileiro de cibersegurança e proteção digital -, a inteligência artificial ampliou os recursos disponíveis para os criminosos e tornou necessário rever a maneira como as pessoas avaliam mensagens recebidas pela internet.

Se no passado um texto com erros ortográficos, uma imagem distorcida ou uma voz robótica serviam de alerta, a inteligência artificial praticamente apagou esses rastros. Hoje, a tecnologia simula a realidade com perfeição. Por isso, a principal barreira de defesa mudou: a pergunta não deve ser mais apenas ‘isso parece verdadeiro?’, mas sim ‘por que estão me pedindo para clicar em um link, fornecer um dado sensível ou fazer uma transferência?

Wilder Martins, executivo de tecnologia e especialista em cibersegurança da EXA

Um prêmio que virou prejuízo de R$ 10 mil

Em 2024, o aposentado Hélio Cunha, de 58 anos, recebeu uma ligação de um homem que afirmou que ele havia sido contemplado com um prêmio de R$ 10 mil. Para receber o suposto valor, Hélio foi orientado a informar a chave Pix e a seguir algumas instruções pelo celular.

Sem muita experiência com redes sociais e com o uso do aparelho, ele acabou seguindo as orientações. “Na hora, fiquei empolgado”, relata. Só depois percebeu que, em vez de receber o dinheiro, havia transferido R$ 10 mil para a conta indicada pelos criminosos.

No dia seguinte, o mesmo homem voltou a entrar em contato e tentou convencê-lo a fazer uma nova transferência. Foi quando Hélio percebeu que havia sido vítima de um golpe. O prejuízo de R$ 10 mil, segundo ele, nunca foi recuperado.

Mensagens que podem esconder golpes:

  1. “Oi, troquei de número e preciso de um Pix urgente. Pode fazer para mim? Devolvo em seguida.”
  2. “Sua encomenda está retida. Clique aqui.”
  3. “Compra aprovada no valor de R$ 3.890.”
  4. “Última chance. Sua conta será bloqueada.”
  5. “Solicitações de atualização cadastral supostamente enviadas pelo banco por WhatsApp.”

A orientação de Martins é desconfiar de mensagens que exigem decisões imediatas, principalmente quando envolvem pagamentos, compartilhamento de informações pessoais ou acesso a links. Em vez de responder diretamente, o usuário deve procurar os canais oficiais da empresa ou instituição mencionada e confirmar se a solicitação é legítima.

Segundo turno das eleições

Com o segundo turno das eleições, os golpes se intensificam. Mensagens como: “seu título de eleitor foi cancelado”  ou “se você não votou no primeiro turno não pode votar no segundo” podem ser avisos fraudulentos. Nessas abordagens, eles se passam por instituições oficiais e recorrem à manipulação psicológica para induzir vítimas ao erro. Entre os públicos que exigem atenção está o de pessoas com 60 anos ou mais.

Com risco iminente, o aumento da circulação de debates políticos em aplicativos de mensagens cria um ambiente explorado por criminosos, com áudios, vídeos e falsas notícias usados como iscas.

A dinâmica da campanha funciona como uma “nova roupagem” para fraudes já conhecidas: ao apropriar-se de temas, figuras públicas e instituições em evidência, os golpistas buscam ganhar a confiança da vítima.

Como a tecnologia pode ajudar na prevenção

Nesse contexto, a EVA, a agente de inteligência artificial da EXA voltada à segurança digital, auxilia na identificação de possíveis golpes, bem como na tomada de decisões mais seguras em situações de risco. A ferramenta funciona de forma gratuita diretamente instalada no WhatsApp e oferece orientações personalizadas a partir das informações compartilhadas pelo usuário.

O acesso pode ser feito por meio do número (11) 97015-1000.

Criada para facilitar o acesso à proteção digital, a EVA analisa links suspeitos, QR Codes e dados de transações via Pix potencialmente fraudulentas. A solução também identifica possíveis vazamentos de informações na internet e orienta usuários em casos de roubo ou furto de celulares e outros dispositivos.

De acordo com Renato Ciuchini, CEO da EXA, a evolução da EVA acompanha a necessidade de oferecer uma orientação cada vez mais prática e direcionada para quem se depara com uma suspeita no ambiente digital.

O usuário pode procurar ajuda a partir do próprio contexto do golpe e receber uma resposta adequada ao problema que está enfrentando.

Renato Ciuchini, CEO da EXA

Inclusive, segundo dados da EXA, como o WhatsApp é o principal canal de comunicação dos brasileiros – 82% dos brasileiros utilizam o aplicativo para interagir com empresas -, 90% das tentativas de phishing no país ocorrem nesse ambiente.

Por isso, mesmo quando uma mensagem parece vir de uma empresa conhecida ou apresenta informações pessoais corretas, é importante verificar o remetente e confirmar a solicitação por um canal independente.

Diante de golpes cada vez mais elaborados, ferramentas de apoio à segurança digital podem ajudar os usuários a avaliar situações suspeitas antes de tomar uma decisão.

A proposta é permitir que o usuário procure ajuda a partir da situação concreta que está enfrentando, sem precisar identificar sozinho todos os aspectos técnicos de uma possível fraude.

Inclusive, Martins afirma que é possível interromper a ação antes de responder a uma mensagem suspeita, ou seja, se a mensagem cria uma emergência, seja para evitar um bloqueio, garantir um direito ou cobrar um pagamento — pare imediatamente.

“Esse é o gatilho clássico da fraude. A sua principal defesa é não seguir o atalho oferecido pelo golpista. Feche a mensagem, acesse o aplicativo ou site da própria empresa por conta própria e confirme a informação antes de realizar qualquer transação”, aconselha Martins.

Como identificar os sinais de um golpe

Além de desconfiar de mensagens suspeitas, é importante reconhecer as estratégias psicológicas utilizadas pelos criminosos para manipular as vítimas. Segundo Wilder Martins, a engenharia social explora emoções como medo, ansiedade e expectativa de ganhos financeiros para induzir decisões precipitadas.

Entre as táticas mais comuns estão:

  • Alertas falsos sobre bloqueios ou cancelamentos de contas bancárias.
  • Emergências inventadas, como supostos sequestros e acidentes, para provocar pânico.
  • Promessas de dinheiro fácil, investimentos com rendimentos elevados e prêmios inesperados.

Para evitar prejuízos, Wilder recomenda não clicar em links enviados por contatos suspeitos e verificar a autenticidade das solicitações antes de agir. O cuidado deve ser redobrado na hora de realizar pagamentos ou transferências.

Um ponto crucial de atenção deve ocorrer pouco antes de qualquer transação financeira. Se, ao tentar pagar uma corporação ou transferir recursos para um conhecido, os dados do recebedor (como o nome atrelado a uma chave Pix) apontarem para um terceiro desconhecido, o processo deve ser imediatamente abortado até que a identidade real do destinatário seja confirmada.

Wilder Martins, executivo de tecnologia e especialista em cibersegurança da EXA

O especialista também alerta para abordagens em que os criminosos utilizam dados pessoais, como CPF, endereço e informações de cartões, para transmitir credibilidade. Embora conheçam detalhes da vítima, isso não significa que o contato seja legítimo: os dados podem ter sido obtidos em vazamentos de informações.

Outra medida essencial é nunca compartilhar senhas, códigos recebidos por SMS ou tokens de autenticação. Mensagens que exigem uma resposta imediata ou tentam impedir a checagem por outros canais também devem despertar desconfiança.

Na dúvida, interrompa o contato e procure a instituição ou a pessoa envolvida por um meio oficial e independente.

Prevenção começa antes do clique

Para Wilder Martins, a melhor resposta a uma mensagem suspeita é interromper a interação antes de fornecer informações ou fazer qualquer operação financeira. Se o contato apresenta uma emergência, ameaça bloquear uma conta ou promete garantir um benefício mediante pagamento, a recomendação é não agir sob pressão.

Em vez de clicar no link recebido, a pessoa deve abrir diretamente o aplicativo ou o site oficial da instituição e verificar se existe alguma pendência.

Também é importante evitar o compartilhamento de senhas e códigos de autenticação, além de confirmar pedidos de transferência por outro canal quando a mensagem parecer vir de um conhecido.

Em um cenário no qual os golpes podem imitar cada vez melhor situações reais, a prevenção depende menos da aparência da mensagem e mais da verificação da solicitação. Antes de clicar, pagar ou compartilhar dados, vale parar e confirmar.

EXA

Instagram

A EXA é uma companhia brasileira de cibersegurança especializada na prevenção de golpes e fraudes digitais.

A empresa centraliza múltiplas camadas de proteção em um ecossistema simples e acessível por meio do aplicativo EXA Segurança, que identifica, alerta e bloqueia ameaças provenientes de links, mensagens, sites, aplicativos ou ligações suspeitas.

A companhia também oferece seguros e produtos de proteção financeira que cobrem desde o roubo ou furto de dispositivos móveis até transações não autorizadas e fraudes em compras on-line.

A missão da EXA é atuar de forma proativa, mitigando riscos de forma ágil e assegurando a integridade do consumidor em toda a jornada digital.

Hoje, a EXA conta com mais de 55 milhões de usuários e opera no modelo de distribuição B2B2C, utilizando parceiros comerciais como canais de acesso ao consumidor final.