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Na última década, a Prefeitura de São Paulo viu um aumento de 239,49% no número de Auxiliares de Vida Escolar (AVEs), saltando de 828 profissionais em 2015 para 2.811 em 2025. O número vem crescendo ano a ano desde 2021, quando havia 1.163 no sistema municipal. O crescimento acompanha a expansão da própria educação especial: o número de alunos matriculados passou de 15.142 para 39.689 no período, um aumento de 162%. Hoje, mais de 15 mil crianças estão na educação infantil e cerca de 23 mil cursam o ensino fundamental.
Esses trabalhadores atuam com estudantes da rede da Prefeitura que necessitam de apoio direto em alimentação, higiene, locomoção, interação e comunicação. Assim, o número de AVEs não se vincula automaticamente ao total de estudantes público da Educação Especial, mas sim à avaliação individual de necessidade de apoio nas áreas citadas, conforme avaliação pedagógica.
Atualmente, estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) representam 64% do público atendido — mais de 25 mil. A rede também inclui 8,4 mil alunos com deficiência intelectual, 2,1 mil cadeirantes, 3.265 com deficiência física, mais de 1,6 mil estudantes surdos e 1.146 com síndrome de Down.
Os demais alunos têm baixa visão (999), cegueira (93), paralisia cerebral (947), síndrome de down (1.146), surdez leve ou moderada (729), surdez severa ou profunda (842), surdocegueira (11), surdez unilateral (27), visão monocular (62) e superdotados (100).
Vivência inclusiva
Os estudantes surdos recebem o apoio dos Instrutores de Libras e Intérpretes de Libras/Língua Portuguesa. Já os estudantes surdocegos recebem apoio dos Instrutores Mediadores e Guias-Intérpretes. Os apoios trabalham em parceria com os professores bilíngues nas EMEBS, Unidades Polo Bilíngues, além do professor regente das turmas comuns e do AEE bilíngue nas SRMs.
Além disso, a Rede Municipal oferece Salas de Recursos Multifuncionais, equipadas com materiais didático-pedagógicos, mobiliários adaptados e recursos específicos para atender os estudantes no contraturno escolar de forma complementar ou suplementar.
Ainda, o Transporte Escolar Gratuito (TEG) é disponibilizado para estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou doenças crônicas, mesmo para aqueles que residem a menos de 1,5 km da escola, desde que haja recomendação médica.

