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Se você já conhece os primeiros passos para investir, sabe que entender seu perfil, definir seus objetivos e contar com o suporte de especialistas é fundamental. Conhecer um pouco mais de conceitos básicos do mundo dos investimentos também contribui para essa jornada.
Se você “chegou aqui agora”, não se preocupe. Recomendo a leitura de nosso último artigo, no qual detalhamos esses conceitos de maneira prática e acessível. Assim, você poderá avançar mais tranquilo, sabendo exatamente a importância dessas etapas iniciais.
Agora que essa base está construída, o próximo desafio é transformar esse conhecimento em uma carteira que faça sentido para você — um portfólio de investimentos que reflita seus projetos, necessidades e horizonte financeiro.
O ponto de partida é conhecer seu perfil de investidor(a). Confie em mim quando digo que ter essa definição com clareza e honestidade ajudará a evitar muita dor de cabeça adiante, principalmente quando o mercado apresentar mais volatilidade.
De maneira mais simplificada, definir seu perfil será um exercício de autoconhecimento e objetivos: entender o seu equilíbrio entre o quanto você espera ter de retorno no longo prazo e o quanto você está confortável em assumir de riscos. E por risco eu quero dizer o quanto você aguenta ver seu dinheiro “subir e descer”.
Afinal, em momento de alta nos mercados, todo investidor gosta de se ver como sofisticado – observando seu dinheiro crescer mais. Mas, é importante lembrar que a volatilidade vale no sentido contrário também; ou seja, quando o mercado (ou algum ativo em particular) virar, o seu dinheiro pode também cair mais rapidamente, e em maior magnitude.
Assim, seja honesto com seus objetivos e “frios na barriga”, e considere:
- Se você prioriza maior previsibilidade e estabilidade, em detrimento de menores retornos potenciais lá na frente, você pode ser um investidor(a) conservador(a).
- Se entende que se sentiria confortável em tomar maiores riscos, considerando que isso pode significar retornos maiores no longo prazo, você pode ser um investidor(a) moderado(a).
- Já se você sentirá verdadeiro “FOMO” se ficar de fora de retornos potenciais maiores no longo prazo, e se sente totalmente confortável se o caminho até lá contar com muitos altos e baixos, podemos estar diante de um investidor(a) sofisticado(a).
Vale lembrar que, nesse exercício, não há certo ou errado, mas o que realmente funciona para você e de acordo com a sua história, seus anseios e receios, e seu momento de vida.
Definido o perfil, vem o planejamento: organizar suas metas, definir prazos, estabelecer aportes mensais e distribuir o dinheiro com sabedoria.
Isso ajuda muito a fugir da armadilha das decisões impulsivas que muitos investidores enfrentam nas oscilações do mercado. O planejamento traz disciplina e serve de guia para manter o rumo mesmo em momentos de alta volatilidade.
Na construção da carteira, o objetivo é compor um portfólio diversificado, ou seja, incluir diferentes classes de ativos – como renda fixa, ações, fundos imobiliários e ativos alternativos. A proporção do valor investido em cada uma dessas classes dependerá do que chamamos de política de investimento, que seria uma espécie de detalhamento do perfil de investidor.
Depois de definidas as classes de ativos, partimos para os ativos em si. Aqui, vale lembrar: diversificar dentro da mesma classe de ativo é tão importante quanto garantir a diversificação entre as classes.
E para essa etapa do processo, as carteiras recomendadas da XP compõe um importante aliado, elaboradas por especialistas e atualizadas regularmente conforme os movimentos e nossas perspectivas sobre o cenário no Brasil e no mundo.
Por fim, vale destacar que contar com o apoio de um assessor qualificado faz toda a diferença ao longo de toda essa jornada, acompanhando desde a definição do perfil até o rebalanceamento da carteira, passando pelo fundamental processo de planejamento financeiro.
No próximo artigo, vamos conversar sobre investimentos no exterior — uma etapa importante para quem quer dar esse passo adicional, e essencial, na jornada financeira. Abordaremos a importância da diversificação global, reduzindo riscos, ampliando oportunidades, e otimizando o seu patrimônio.
* Rachel de Sá, estrategista de investimentos da XP


