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A violência contra a mulher, por muito tempo tratada como um problema silencioso e doméstico, hoje ocupa o centro das discussões públicas no Brasil. Não por acaso, à medida que os dados ganham visibilidade e as histórias deixam de ser invisíveis, cresce também a urgência por respostas mais eficazes, não apenas no discurso, mas na prática.
Proteger mulheres no Brasil exige mais do que leis, mas uma ação coordenada com a sociedade. É com esse foco que o Metrópoles promove, com apoio do Governo do Rio de Janeiro, o Metrópoles Talks – Rio pelas Mulheres, em 30 de março, reunindo especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para discutir caminhos concretos no enfrentamento à violência de gênero.
O encontro será das 14h às 17h30, no Centro de Convenções Prodigy Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e parte de uma pergunta direta: o que precisa mudar para que a proteção às mulheres funcione, de fato, na prática? A entrada é gratuita, porém, as inscrições são limitadas.
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O desafio da proteção
Embora o Brasil tenha avançado na criação de leis e políticas públicas, o desafio hoje está na execução. Como transformar diretrizes em atendimento rápido? Como garantir que a vítima encontre acolhimento, e não obstáculos?
É nesse ponto que o evento se posiciona: menos teoria, mais solução.
A proposta é conectar diferentes visões do Poder Público à linha de frente da segurança, passando pela atuação da sociedade para entender onde estão os gargalos e o que já funciona.
O papel decisivo do Estado
O primeiro painel do encontro é voltado ao papel do Estado e discutirá como políticas públicas podem se tornar mais eficazes no combate à violência.
Participa desse debate a secretária da Mulher do Rio de Janeiro, Heloisa Aguiar, que lidera iniciativas voltadas à proteção e à autonomia feminina no Rio de Janeiro. Com trajetória em gestão pública e projetos sociais, ela tem atuado na ampliação de políticas que já impactaram milhões de pessoas no estado. A participação dela traz uma visão estratégica sobre como estruturar ações que realmente cheguem a quem precisa.
Ao lado dela, a delegada Fernanda Fernandes, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias, que vive diariamente a realidade do atendimento a mulheres em situação de violência, debaterá pontos centrais como integração entre órgãos, desafios na implementação de políticas e o papel das forças de segurança no atendimento às vítimas.
Com experiência prática e formação acadêmica na área, a delegada representa a linha de frente do problema, em que as decisões políticas se transformam, ou não, em proteção real.
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A rede de apoio
Se o Estado é responsável por proteger, a sociedade tem um papel decisivo em acolher.
O segundo painel amplia o debate ao mostrar que o enfrentamento à violência também depende de informação, apoio e mobilização coletiva.
É nesse contexto que entra a atuação de Catarina Souza, advogada e especialista em Direito das Mulheres.
Com uma trajetória marcada pela defesa de vítimas e pela atuação em projetos de acolhimento, Catarina trabalha com um ponto essencial: traduzir o direito para uma linguagem acessível, permitindo que mais mulheres entendam os direitos e saibam como agir.
Um debate que conecta prática e solução
Ao estruturar o evento em dois eixos, Estado e sociedade, o Metrópoles Talks propõe uma visão mais completa do problema.
A proteção às mulheres não depende de um único ator. Ela acontece quando políticas públicas e rede de apoio funcionam de forma integrada.
É justamente essa conexão que o encontro busca evidenciar.
Mais do que discutir o problema, o objetivo é apontar caminhos possíveis e necessários para tornar essa proteção mais eficiente, acessível e humanizada.
Rio pelas Mulheres
Local: Centro de Convenções Prodigy Santos Dumont – 3° Andar (acesso pelas escadas rolantes do aeroporto)
Data: 30 de março de 2026
Horário: das 14h às 17h30
Inscrição: Link de formulário

