Campanha global busca valorização de profissionais da Enfermagem

Entre as bandeiras da Nursing Now no Brasil, está a aprovação de um piso nacional para a categoria e a fixação da carga horária semanal

Foto: Divulgação
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Idealizada pela Organização Mundial da Saúde e pelo Conselho Internacional de Enfermagem (CIE), a campanha global Nursing Now (Enfermagem Agora) busca aumentar a influência dos profissionais do setor e maximizar suas contribuições para garantir que todos tenham acesso à saúde e aos cuidados em saúde até 2020.

Tendo como embaixadora a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton, a iniciativa destaca o papel da categoria e sua importância para o alcance das metas de saúde pactuadas pelos países membros da ONU. O Programa foi lançado no Brasil no último mês. O CIE e a OMS esperam elevar o status da Enfermagem nos próximos dois anos, considerando seu papel central na concepção e implementação das políticas de Saúde que assegurem a universalidade do acesso.

O Brasil entrou na campanha por meio de parceria entre o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e o Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, vinculado à Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP (CCOMS-EERP/USP). À intenção é fortalecer nossos profissionais e dar a eles o destaque que merecem na área da saúde, e também disseminar as práticas de enfermagem efetivas e inovadoras, que vem sendo desenvolvidas em todo o país.

Para o presidente do Cofen, Manoel Neri, a Enfermagem precisa resgatar a sua autoestima, e o programa vai ajudar na conscientização dos governantes para a urgência de aprovar leis como a que cria um piso salarial nacional para a categoria e a que fixa a carga horária semanal em 30 horas. “O Nursing Now vem para dar uma sacudida na enfermagem brasileira”, afirmou.

Divulgação/Cofen

Na avaliação do presidente do Cofen, a campanha Nursing Now Brasil vai dar visibilidade às grandes iniciativas do setor desenvolvidas no Brasil

A Enfermagem é a maior profissão da saúde e está presente em todas as unidades, hospitais, centros de pesquisa, universidades e em todos os serviços prestados à população. No Brasil, a categoria agrega mais de dois milhões de trabalhadores e luta há 19 anos pela redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, por um piso salarial compatível

Um estudo da OMS prevê que até 2030 irão faltar mais de 9 milhões de enfermeiros no mundo. Para Neri, faltar profissionais da enfermagem significa desfalcar a área da saúde de forma devastadora. Alguns países, como os da África já passam por essa triste realidade.

Melhores condições de trabalho

Segundo Manoel Neri, os conselhos de Enfermagem, a OPAS e a OMS, estão juntos na missão de mostrar às autoridades e à população a urgência de mudar a realidade da categoria. “Vamos chamar parlamentares, governantes, administradores e gestores públicos para participar desse diálogo amplo de fortalecimento e reconhecimento do trabalho e do talento dos profissionais brasileiros”.

Essa percepção precisa chegar também na educação, para que tenhamos cursos de qualidade e possamos formar profissionais qualificados para cuidar da população. Para que sejam barrados os cursos de graduação em EaD, sem estrutura para dar uma boa formação aos estudantes."
Manoel Neri, presidente do Cofen

Entre as principais metas definidas para o Brasil estão o investimento no fortalecimento da educação e no desenvolvimento dos profissionais de enfermagem com foco na liderança; a busca pela melhoria das condições de trabalho dos profissionais de enfermagem, e a disseminação de práticas de enfermagem efetivas e inovadoras com base em evidências científicas, em âmbito nacional e regional.

O Conselho Federal de Enfermagem criou um site para a campanha (www.nursingnowbr.org). O sítio apresenta o projeto e reunirá ideias inovadoras que estão sendo desenvolvidas no país. Os profissionais que estão desenvolvendo trabalhos e projetos inovadores podem inscrevê-los no site.

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