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Brasília lidera ranking como a capital mais segura do país

O Distrito Federal também se destaca como a segunda capital com maior qualidade de vida

Foto: Igo Estrela/Metrópoles
Norte do Plano Piloto arborizada nas quadras residenciais e comerciais. Brasília(DF), 04/10/2024. Foto: Igo Estrela/Metropoles
15/06/2026 06:00, atualizado 12/06/2026 16:45

A segurança é uma das maiores preocupações dos brasileiros, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada no último ano. O levantamento aponta que 16% da população considera a segurança pública como o problema mais grave do Brasil, ficando atrás apenas da saúde, citada por 20% dos entrevistados.

Diante desse cenário, o brasiliense pode se considerar privilegiado, uma vez que Brasília foi considerada a capital mais segura do país.

O resultado, que considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer, revela que Brasília registrou 5,61 mortes por 100 mil habitantes, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

A capital também lidera, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional de qualidade de vida, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O estudo não leva em consideração dados econômicos, mas avalia serviços públicos como segurança, saúde e educação, por exemplo.

Atento aos indicadores, o Governo do Distrito Federal tem implantado novas estratégias de planejamento e aperfeiçoamento de políticas públicas. Um dos destaques é o projeto “Delegacias 24h”.

A iniciativa comemora sete anos e conta com 31 delegacias circunscricionais atendendo de forma ininterrupta, contribuindo para o aumento nas investigações e conclusões de crimes. Além de duas unidades especializadas de atendimento à mulher (Deam I e II, na Asa Sul e em Ceilândia), e duas da Criança e do Adolescente (DCA I e II, na Asa Norte e em Taguatinga).

Outro fator importante que fortaleceu o serviço nas delegacias foram os mais de 10 mil novos profissionais nomeados na segurança pública desde 2019.

Em dezembro de 2025, o até então governador do DF Ibaneis Rocha anunciou a convocação de 1.239 praças da Polícia Militar (PMDF), 680 agentes de polícia da PCDF, 89 praças do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e 150 policiais penais.

Com isso, o GDF dá continuidade ao processo de recomposição e ampliação do efetivo iniciado nos últimos anos, ampliando a capacidade operacional e contribuindo para a redução da criminalidade.

Camila Rodrigues
Camila Rodrigues: “É muito importante investir nas políticas públicas para fortalecer a segurança”

A policial penal Camila Rodrigues, nomeada em 2024, descreve a responsabilidade de atuar na capital do país. “O DF é o centro do poder. É imprescindível que aqui seja um lugar mais seguro”, afirmou.

Os efeitos das medidas adotadas na capital já podem ser vistos. Os roubos em comércio recuaram 29%, enquanto o roubo de veículos diminuiu 16% em 2025, com 860 ocorrências registradas, contra 1.018 no ano anterior.

Outro dado que chama a atenção é que o DF registrou a menor taxa de mortes por intervenção legal no país, de acordo com o 2º Anuário de Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF).

Com 15 ocorrências em 2025, o resultado reflete a capacitação contínua dos profissionais em segurança pública somado ao uso progressivo da força e respeito aos direitos humanos, fatores que contribuem para fortalecer a confiança da população.

Educação em foco

A educação também está entre as prioridades do governo. Prova disso são os investimentos na Educação Básica: R$ 206 milhões desde 2019, contemplando cerca de 70 unidades educacionais, entre Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis), Ecolas Classe (ECs), Centros de Ensino Fundamental (CEFs) e Centros de Ensino Médio (CEMs), em diversas regiões administrativas.

Os resultados já podem ser comemorados. Em 2025, o Distrito Federal alcançou 65% das crianças alfabetizadas no fim do 2º ano do Ensino Fundamental, superando a meta prevista de 63%. Em 2024, o índice havia sido de 59%.

Outra medida que fortalece esses números é a ampliação das escolas em tempo integral. O Educacenso 2019/2024 mostra que o número de alunos nessa modalidade passou de 46.702, em 2019, para 51.217, em 2024, um aumento de 9,7%.

O Ensino Superior também ganhou reforço, com a Universidade do Distrito Federal (UnDF), criada em 2021, com o objetivo de democratizar ainda mais o acesso a cursos de graduação e pós-graduação.

Investimentos em saúde

No último ano, o GDF assinou os contratos para a construção de sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs). Trata-se do maior plano de expansão dos últimos anos, com investimento total de R$ 117 milhões para ampliar a rede de urgência e emergência.

Além das 13 unidades já em funcionamento, cada nova unidade contará com 65 leitos, sendo 33 destinados ao atendimento de adultos e 32 pediátricos. A expectativa é ampliar o acesso da população aos serviços e reduzir a demanda nos hospitais da rede pública.

Dois novos hospitais também devem reforçar ainda mais a saúde no DF, além da reforma de áreas em cinco já existentes, da implantação de cinco UBSs e de dois centros de atenção psicossocial (Caps). O investimento total é de R$ 524.170.071,70.

CAPS
Rede de saúde mental do DF ganhará quatro novos Caps

Ir e voltar com mais agilidade e segurança

Promover a mobilidade urbana é um desafio para os grandes centros. Reduzir o tempo no trânsito é contribuir para a qualidade de vida da população. Neste sentido, o GDF tem investido cada vez mais.

Desde 2019, 11 novos viadutos foram construídos, além do Túnel Rei Pelé, a maior obra viária dos últimos anos, que ajudou a desafogar o trânsito na região de Taguatinga.

Outro destaque é a conclusão das obras na Saída Norte, que receberam o nome de Complexo Viário Joaquim Domingos Roriz; a criação do Corredor Eixo Oeste, ligando o Sol Nascente/Pôr do Sol ao Plano Piloto; e a reconstrução do viaduto no Eixão Sul, que havia desabado em fevereiro de 2018.