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ApexBrasil investe R$ 210 milhões para apoiar empresas afetadas pelos EUA

ApexBrasil amplia apoio para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados e reduzir a dependência de destinos tradicionais

Divulgação
ApexBrasil investe R$ 210 milhões para apoiar empresas afetadas pelos EUA
ApexBrasil | Conteúdo patrocinado
04/09/2026 18:42, atualizado 04/09/2026 18:52

Diante das mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos, as empresas brasileiras têm sido estimuladas a ampliar os destinos das exportações e reduzir a dependência de um único mercado.

É nesse contexto que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estruturou o Plano de Diversificação de Exportações, com R$ 210 milhões destinados à identificação de novos mercados, compradores e oportunidades de negócios para 35 setores estratégicos, como alimentos e bebidas, calçados e couro, frutas, máquinas e equipamentos, madeira e diversos segmentos da indústria de transformação.

Ao todo, 5.300 empresas serão apoiadas por mais de 300 ações em parceria com as entidades setoriais, além da atuação direta da ApexBrasil oferecendo atendimento individualizado para até 4.700 empresas.

Esse apoio direto é dividido nas seguintes modalidades (com isenção de taxas de participação para as empresas afetadas pelo tarifaço): reuniões de negócios; conexão comercial direta com compradores internacionais (encontros presenciais e virtuais) e participação em feiras de setores impactados com foco em mercados alternativos.

Também estão previstos consultoria especializada com atendimento individual e gratuito focado na atuação em novos mercados e o acesso ao Bolsa Exportação (vagas de apoio financeiro direto distribuídas ao longo dos próximos 12 meses).

Como as tarifas impostas pelos EUA podem ser uma oportunidade?

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, as tarifas aceleraram um movimento que já era estratégico para o Brasil. “Elas aumentaram a urgência de algumas empresas e setores em buscar
alternativas e reduzir sua exposição a um único mercado.”

Outros países taxados pelos EUA estão fazendo o mesmo e olhando para a produção brasileira. É o caso da soja brasileira, que ganhou espaço na China durante as tensões comerciais EUA-China em 2018-2019 e pode se beneficiar novamente.

Ao mesmo tempo, Laudemir Müller pondera que é importante deixar claro que diversificação não significa abandonar os Estados Unidos. “O mercado norte-americano continua sendo extremamente importante para as empresas brasileiras, e a ApexBrasil segue trabalhando para o pleno acesso brasileiro àquele mercado.”

O relacionamento comercial construído ao longo dos anos não pode ser perdido. Por isso, a Agência trabalha simultaneamente em duas frentes: abrir novas possibilidades em outros mercados e preservar a presença brasileira nos Estados Unidos, trabalhando para ampliar as isenções e as exportações que continuam viáveis.

Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil

A Apex trabalha, ainda, para sensibilizar os compradores estadunidenses para o fato de que o aumento das tarifas também prejudica o próprio mercado dos Estados Unidos.

Por que a diversificação se tornou prioridade para as empresas brasileiras?

Diversificar as exportações é uma forma de reduzir riscos e impulsionar o crescimento sustentável das empresas no comércio internacional, expandindo as fontes de receita e a competividade brasileira.

Essa estratégia se torna um trunfo em momentos como o atual em que os Estados Unidos anunciaram novas tarifas às exportações do Brasil.

A diversificação permite que as empresas se adaptem a mudanças econômicas, barreiras comerciais e medidas tarifárias, além de oferecer oportunidades de crescimento em novos canais de venda. Essa estratégia é especialmente importante no mercado globalizado atual, em que a tecnologia tornou mais acessível a exportação a empresas pequenas, médias e grandes e de diferentes maturidades exportadoras.

Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil

O diagnóstico da ApexBrasil mostra que o país já possui uma presença internacional relevante e exporta para mais de 200 destinos. O momento, portanto, é de olhar para onde existem novas oportunidades e conectar a oferta brasileira à demanda internacional.

Trata-se de um novo olhar sobre as oportunidades a partir da transformação do cenário do comércio internacional.

Novos mercados

Segundo Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil, a entidade mapeou 36 mercados prioritários no âmbito do Plano de Diversificação. Entre os destinos que vêm recebendo atenção estão Canadá, México, Alemanha e Turquia, além de mercados da África, como África do Sul, Nigéria e Etiópia, e da Ásia, como Índia, Indonésia, Cingapura e China.

A Europa também apresenta oportunidades importantes, especialmente diante das novas possibilidades abertas pelo Acordo de Parceria Estratégica Mercosul — União Europeia, assinado em janeiro deste ano.

Maria Paula Velloso, diretora de negócios da ApexBrasil

Além de trazer resultados comerciais para os países do Mercosul em termos de acesso ao mercado europeu e atração de investimentos, o acordo acelera um ciclo de inserção internacional ao ampliar o interesse de novos parceiros em se aproximar da união aduaneira sul-americana. Para o setor agrícola, por exemplo, o acordo traz um desenho inédito ao envolver dois dos maiores players mundiais do setor.

Desafios para entrar em novos mercados

O presidente da ApexBrasil avalia que os principais desafios para acessar novos mercados costumam envolver a identificação de compradores adequados para evitar risco de inadimplência de clientes no exterior, o conhecimento de requisitos regulatórios e sanitários e as certificações demandadas por mercados mais exigentes.

A própria adaptação de produtos e, por vezes, a logística para determinados produtos, além da estruturação de redes de relacionamento são fatores de atuação importantes. Empresas que iniciam exportações ou vendas em novos mercados precisam se adaptar à dinâmica competitiva desses países para definir estratégia de internacionalização de longo prazo.

Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil

Maria Paula Velloso elenca, ainda, que o primeiro passo é entender que internacionalização exige preparação.

É preciso investir em planejamento e inteligência de mercado. As empresas precisam identificar os mercados mais aderentes aos seus produtos, adequar processos internos e certificações quando necessário, além de participar de iniciativas de promoção comercial.

Maria Paula Velloso, diretora de negócios da ApexBrasil

Também é fundamental conhecer profundamente o consumidor e os compradores daquele destino e avaliar se o produto precisa de adaptações, certificações ou adequações de embalagem, e desenvolver estratégias comerciais específicas para cada mercado.

Mais da metade das aproximadamente 24 mil empresas com as quais a ApexBrasil trabalha são pequenas ou médias empresas. A agência quer ampliar a participação dessas empresas no comércio exterior, ajudando-as desde a preparação até a identificação de compradores.

Maria Paula Velloso, diretora de negócios da ApexBrasil

Papel da ApexBrasil na prospecção de compradores

A ApexBrasil atua como uma ponte entre empresas brasileiras e oportunidades de negócios no exterior, apoiando a identificação de mercados e a aproximação com potenciais parceiros comerciais.

Na prática, o objetivo é facilitar etapas que podem ser complexas para uma empresa que pretende começar a exportar para um novo destino ou ampliar a presença em mercados onde já atua.

A grande diferença está em transformar informação em ação comercial. E a ApexBrasil atua nesse sentido em toda a jornada de internacionalização.

Maria Paula Velloso, diretora de negócios da ApexBrasil

Segundo a diretora, a entidade ajuda a empresa a entender requisitos técnicos e oportunidades de mercado. Além disso, as feiras internacionais permitem apresentar produtos diretamente ao público consumidor e as rodadas de negócios geram contatos qualificados com compradores e importadores.

Junto com essas soluções, as missões empresariais aproximam exportadores de parceiros estratégicos, inclusive governamentais, e as ferramentas de inteligência comercial indicam mercados com maior potencial para o produto ou serviço do exportador.

O nosso trabalho foca na redução de custos de entrada, além de encurtar o tempo de prospecção e aumentar as chances de geração efetiva de negócios.

Maria Paula Velloso, diretora de negócios da ApexBrasil

Como exemplo, ela cita o Exporta Mais Brasil, que aproxima compradores internacionais previamente selecionados de empresas brasileiras.

Na recente edição voltada à Amazônia, 13 compradores de 11 países participaram de rodadas com empresas da região, gerando R$ 14 milhões em negócios. “O resultado mostra que promoção comercial também significa gerar desenvolvimento, agregar valor à produção e criar oportunidades para as empresas.”

Os resultados da diversificação chegam rápido?

Algumas empresas podem fechar negócios já nos primeiros meses enquanto a consolidação de novos mercados normalmente exige de 12 a 24 meses, considerando prospecção, negociações, adequações técnicas e construção de relações comerciais duradouras.

Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil

Por isso, o trabalho da ApexBrasil combina ações de curto prazo — como conectar empresas a compradores e ampliar a participação em rodadas e feiras — com uma estratégia de médio e longo
prazo de construção de presença internacional.

Dados recentes já mostram os avanços das exportações brasileiras para diferentes regiões. No primeiro semestre, o Brasil exportou aproximadamente US$ 220 bilhões, contra cerca de US$ 200 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Ao mesmo tempo em que houve redução de aproximadamente US$ 2,9 bilhões nas exportações para os Estados Unidos, outros mercados cresceram:

  • Europa: +US$ 3,1 bilhões
  • Índia: +US$ 2,7 bilhões
  • China: +US$ 11,3 bilhões

“A expansão para outros mercados já ajudou a compensar parte das perdas registradas nos Estados Unidos. A estratégia é transformar esse movimento em uma presença internacional cada vez mais ampla, competitiva e resiliente para as empresas brasileiras”, prevê o presidente da ApexBrasil.

Como as empresas podem se inscrever

As inscrições para o Plano de Diversificação de Exportações estão abertas. As empresas poderão ingressar no programa diretamente pelo site oficial da ApexBrasil ou por meio das 29 entidades setoriais parceiras, que também farão a ponte com os associados.

Ao acessar o link no site da ApexBrasil, a empresa precisará:

1. Identificar-se e confirmar que é exportadora para os EUA e foi impactada pelas tarifas.
2. Informar o código SH do produto.
3. Indicar a demanda (ex: desejo de participar de uma feira internacional específica, necessidade de adequar certificações para um determinado mercado, busca por compradores em novos países, etc.).

ApexBrasil

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