Zerbino no Metrópoles Talks: a decisão mais difícil da história da sobrevivência humana

Gustavo Zerbino compartilha, em Brasília, como decidiram usar o corpo dos colegas mortos para sobreviver após a queda do Voo 571 nos Andes

atualizado

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Fotografia colorida mostrando jovens que sobreviveram a acidente de avião nos Andes-Metrópoles
1 de 1 Fotografia colorida mostrando jovens que sobreviveram a acidente de avião nos Andes-Metrópoles - Foto: Divulgação

Conhecido mundialmente como o “Milagre dos Andes”, uma das histórias de sobrevivência mais extraordinárias já registradas, os 72 dias em que o uruguaio Gustavo Zerbino e outros sobreviventes passaram presos na Cordilheira dos Andes após a queda do Voo 571 da Força Aérea do Uruguai em outubro de 1972, será compartilhada por ele, em Brasília, em 26 de maio.

O que o público encontrará em uma das palestras mais aguardadas do Metrópoles Talks promete ir além de qualquer produção cinematográfica: é a voz de quem viveu, sentiu e sobreviveu para contar.

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A história do Milagre dos Andes não é apenas um relato de sobrevivência. É uma aula sobre o que o ser humano é capaz de fazer quando colocado diante do impossível.

Quando os sobreviventes tomaram a decisão — ao mesmo tempo desesperada e racional — de se alimentar dos corpos dos colegas que haviam morrido para não sucumbir à fome, foram Zerbino e Roberto Canessa — ambos estudantes de medicina — que, com a frieza necessária de quem pensa como médico, ajudaram a tornar aquele momento minimamente suportável.

Para eles, era proteína, gordura, a única fonte possível de energia para manter o coração batendo por mais um dia. Inclusive, Zerbino lembra que a decisão de comer a carne dos colegas mortos foi mais difícil de tomar do que de executar. “Tínhamos que vencer tabus filosóficos, religiosos e fisiológicos.”

“Mas, depois de 10 dias sem comer, a uma temperatura de 25 graus abaixo de zero, comer carne humana não era mais grave do que enfrentar a natureza, cuidar dos feridos, sobreviver à avalanche. Não somos heróis. Sofremos muito, mas sobrevivemos porque não perdemos o senso de humor, a solidariedade e a fé”, conta.

O acidente

Era outubro de 1972. Gustavo Zerbino tinha 19 anos, estudava medicina em Montevidéu e era jogador de rúgbi do time Old Christians, do colégio Stella Maris.

Jovem, cheio de energia e com a vida inteira pela frente, ele embarcou no Voo 571 da Força Aérea do Uruguai como mais um integrante de uma delegação esportiva animada com a viagem a Santiago, no Chile, para uma competição. O que ninguém a bordo poderia imaginar era que aquele voo mudaria — para sempre — a história de todos os 45 passageiros e tripulantes.

Em 13 de outubro de 1972, o avião colidiu com a Cordilheira dos Andes. O que se seguiu foi uma das maiores e mais impressionantes histórias de sobrevivência já registradas na história da humanidade.

O avião decolou de Montevidéu na manhã do dia 12 de outubro, mas o mau tempo forçou um pouso técnico em Mendoza, na Argentina. Na manhã seguinte os pilotos decidiram prosseguir viagem.

Durante a travessia da cordilheira, a aeronave começou a descida antes do tempo, quando ainda estava entre os picos nevados dos Andes. A aeronave colidiu com a montanha, perdeu as asas e a cauda, e o que restou da fuselagem deslizou por um vale de neve a mais de 3.500 metros de altitude, no chamado Valle de las Lágrimas, na província de Mendoza, na Argentina.

Desde as primeiras horas após o acidente, Zerbino e Canessa foram os responsáveis pelo atendimento dos feridos, fazendo o que podiam com os pouquíssimos recursos disponíveis nos destroços do avião.

Conheça essa história de perto

A história de Gustavo Zerbino está chegando a Brasília. No dia 26 de maio de 2026, às 20 horas, o sobrevivente do Milagre dos Andes sobe ao palco do Ulysses Centro de Convenções para uma palestra que promete ser uma das noites mais marcantes do Metrópoles Talks — o projeto de palestras do maior portal de notícias do Brasil.

Mais do que uma narrativa de sobrevivência, o público encontrará um homem que transformou os 72 dias mais difíceis da vida em sabedoria, propósito e inspiração para plateias ao redor do mundo. Uma oportunidade única de ouvir, ao vivo, a voz de quem enfrentou o impossível — e voltou para contar.

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Metrópoles Talks com Gustavo Zerbino

Data: 26 de maio de 2026
Local: Ulysses Centro de Convenções — Brasília (DF)
Ingressos: Bilheteria Digital

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