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Culturalmente colorido. Ali, o ouro é “verde”. O solo, majoritariamente “negro”. E a população? Duelada pelas cores vermelha e azul – saudação especial aos manauaras pela festividade dos bois Garantido e Caprichoso.
Antes, uma economia fragilizada. Hoje, um centro estratégico de produção, inovação e geração de empregos.
A região já viveu o ciclo extrativista (século 18); o ciclo da borracha (século 20). Agora, vive exponencialmente o ciclo industrial (a partir de 1967).
E no vai e vem de barcos, o Amazonas se torna um, tendo a capital, Manaus, como um ponto central principalmente de abastecimento material e intelectual para as comunidades do interior.
Tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento formam o tripé fortalecedor do PIM, mais conhecido como Polo Industrial de Manaus, situado na Zona Franca do estado.
Exatamente ali, fala-se na prática do modelo de preservação ambiental mais exitoso do mundo. Onde o ser é telúrico. Dia após dia, aprende a viver na natureza. Da natureza. Com a natureza.
Isso porque, no meio dessa industrialização, as raízes não se perdem, até o lixo natural das florestas é aproveitado, ressignificando madeiras, caroço de fruta e até escama do pirarucu.
Só em 2025, para ter uma ideia da importância econômica do local, o PIM alcançou o maior faturamento da história. Foram R$ 227,67 bilhões entre janeiro e dezembro, segundo dados divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
O valor bilionário alcançado representa um crescimento de 11,02% em comparação ao antigo recorde de 2024 quando o Polo faturou R$ 205,07 bilhões.
Esse é o quarto crescimento registrado nos últimos cinco anos. No comparativo com o faturamento em 2021, houve um aumento de cerca de 42%.
Ainda de acordo com a Suframa, as exportações também apresentaram crescimento. Ao longo de 2025, o PIM exportou US$ 663,92 milhões, um aumento de 7,07% na comparação com o ano anterior, quando o volume foi de US$ 620,10 milhões.

Segundo o Decreto de Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, pode-se definir a Zona Franca de Manaus como uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam o desenvolvimento.
Atualmente, é a principal fonte de arrecadação do estado do Amazonas e um dos pilares de crescimento da região Norte.
E, ao mesmo tempo em que a região avança, ela mantém a floresta de pé. Hoje, o Amazonas contempla mais de 90 Unidades de Conservação (UCs). Nelas, residem 261.816 pessoas.
Esse número representa 6,64% da população que vive em UCs no Brasil. Os dados são do Censo 2022, divulgados pelo IBGE.
As Unidades de Conservação são áreas protegidas por lei para preservar a natureza. No estado, essas áreas incluem diferentes categorias: Áreas de Proteção Ambiental, Parques Nacionais, Reservas Extrativistas e Florestas Estaduais.
As unidades mais populosas são:
- Área de Proteção Ambiental Tarumã/Ponta Negra, com 110.094 habitantes.
- Área de Proteção Ambiental Margem Direita do Rio Negro – Setor Paduari-Solimões, com 47.068 moradores.
- Área de Proteção Ambiental Presidente Figueiredo – Caverna do Morroa, com 21.074 residentes.
Entre os municípios com maior número de moradores em UCs estão Manaus (118.031), Iranduba (36.328) e Presidente Figueiredo (21.054).
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), o Amazonas dispõe de 97% da cobertura vegetal inteiramente preservada. Assim, as Unidades de Conservação são espaços privilegiados para a manutenção da floresta em pé aliada à promoção do desenvolvimento sustentável.
Para entender mais a imponência dessa região, o Metrópoles aterrissou no coração verde do planeta e, ao longo de três dias, foi possível acompanhar de perto como o povo amazonense une inovação e sustentabilidade de forma trivial.
Em paralelo, o portal acompanhou a ExpoPIM 4.0, que parou Manaus entre os dias 18 e 20 de março, no Centro de Convenções Vasco Vasques.
O evento marcou o início de debates estratégicos sobre o futuro do Polo Industrial de Manaus, a transformação digital e os novos caminhos da indústria brasileira.
Fechando o ciclo de três dias com mais de 14 mil visitações, a feira industrial foi marcada pela presença de autoridades, empresários, investidores, estudantes, especialistas e entusiastas da área.
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Participaram da solenidade de abertura do evento, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), o senador Omar Aziz (PSD-AM), o diretor da Suframa, Bosco Saraiva; o diretor do Instituto Somar Amazônia, Orsine Junior; e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Correia.
Todos compuseram um ato simbólico de agradecimento à presença do público, além de enfatizar a importância da Zona Franca de Manaus (ZFM) para a região e para o povo brasileiro como um todo.
“A Zona Franca de Manaus é muito importante para o Norte e o restante do país. A ExpoPIM 4.0 realiza uma missão importante, que é a de mostrar também às próximas gerações o legado da ZFM, afinal, não tem como defender aquilo que não se conhece”, enfatizou Saraiva.
“Só no ano passado, a região fechou com 553 fábricas em operação e 132 mil trabalhadores operando nessas fábricas. E isso se deve à reforma tributária”, pontuou.
De acordo com o superintendente adjunto executivo da Suframa, Luiz Aguiar, foram mais de 170 projetos aprovados em 2025, e 195 fábricas a serem instaladas nos próximos dois anos.
Promovida pela Ekco Produções, a feira contemplou estandes de mais de 80 empresas. Entre elas, estavam nomes como Honda, Porto Chibatão, Instituto Somar Amazônia – parceiro na organização do evento -, Samel, Rodrigues Colchões, Super Terminais, Coca-Cola e Yamaha.
Tecnologia 4.0 na saúde
A Indústria 4.0 se mantém firme na região. Também conhecida como Quarta Revolução Industrial, ela significa a integração de tecnologias digitais, físicas e biológicas para criar “fábricas inteligentes”.
O nicho utiliza Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Big Data e robótica para otimizar processos, permitindo que máquinas tomem decisões autônomas e aumentem a produtividade.
A Indústria 4.0, sinônimo de manufatura inteligente, representa a concretização da transformação digital na área, oferecendo tomada de decisões em tempo real, maior produtividade, flexibilidade e agilidade para revolucionar a forma como as empresas fabricam, aprimoram e distribuem produtos.
E a saúde aliada à tecnologia também é um ponto forte de Manaus. Há mais de 44 anos no estado, o Grupo Samel é referência no Norte do país.
São mais de 144 mil clientes e parceiros que comprovam e atestam a segurança e qualidade dos serviços oferecidos nas oito unidades, que são divididas em três hospitais e cinco centro médicos.
O impacto da tecnologia ganha força pela existência de uma healthtech dentro do hospital. Nesse ambiente, são desenvolvidas todas as tecnologias da rede, como aplicativos, IA e automação.
De acordo com o presidente do grupo Samel, Luis Alberto Nicolau, os totens de atendimento, por exemplo, foram desenvolvidos para qualquer pessoa acessar. Eles funcionam como se fossem aplicativos dentro de um grande celular.
Ao chegar ao hospital, o totem questiona o paciente sobre os sintomas sentidos. Nesse momento, é feita uma pré-triagem.
Depois, os algoritmos classificam o risco, se verde (leve), amarelo ou vermelho (grave). Feito isso, tudo é passado para o médico que atenderá o paciente.

“A ideia é que o médico não precise mais perder tempo, digitando toda a história clínica do paciente. Com esse ganho de produtividade, o atendimento se torna mais humano, pois o profissional terá mais tempo para atender olhando no olho do paciente.”
Luis Nicolau, líder do grupo Samel
Quando o relatório chega às mãos do médico, a IA já sugeriu inclusive a Classificação Internacional de Doença (CID) – sendo possível editar qualquer informação.
A responsável por fazer todo esse trâmite tem nome: Samia, a IA da Samel. Ela também fica responsável por sugerir se o paciente precisa de receita, deve fazer medicação no hospital, fazer exames etc. Ela também direciona o pós-atendimento, se precisa internar ou pode voltar para casa.
E o hospital contempla IA em todos os setores, durante toda a jornada do paciente, como atendimento, internação, ambulatório e até farmácia clínica.
No quesito produtividade, o grupo obteve um crescimento expoente. Só no pronto-socorro, houve uma efetividade de mais de 60%. Na pré-triagem, de 97,8% e nas CIDs, 99, 3%.
“Profissionais de saúde foram criados para pensar, não digitar. Hoje, o médico gasta mais tempo com burocracia, emitindo prontuário, guia e receita, do que com o atendimento ao paciente em si.”
Luis Nicolau, líder da Samel
Cidade sobre rodas
Destaca-se no Polo Industrial uma verdadeira cidade de duas rodas, a Moto Honda. Este ano, a empresa completa 50 anos de atuação na região.
De acordo com o diretor administrativo, João Mezari, há uma verticalização de todo o processo de produção. Os operários, 9 mil pessoas no total, produzem itens como assento, guidão, roda e motor. Por dia, 6.500 motos são produzidas.
Na própria fábrica, inclusive, há fabricação de pães também, justamente para alimentar os milhares de funcionários.
Além disso, a linha de produção chegou ao recorde de 577 dias sem acidentes de trabalho com atestado – uma vitória para a fábrica.
A fábrica foi uma das primeiras da Honda no mundo, fora o Japão. “Nós tínhamos a pretensão de fabricar até 100 mil motos por ano. Em 2011, chegamos a um milhão e 690 mil motos. Inclusive, estamos próximos de bater esse número este ano ou no que vem. Com toda certeza, é um marco para Manaus”, antecipou.
Além de produzirem os veículos, eles participam de ações voluntárias, em que doam cestas básicas para 20 comunidades próximas. “Nós trabalhamos, mas também praticamos uma onda de solidariedade aqui”, enfatizou.
Outro fator, unânime entre as empresas do PIM, é a preocupação com o meio ambiente. No caso da Honda, há um máximo aproveitamento da matéria-prima e o evitamento de desperdício.
E não para por aqui. A empresa dispõe de uma reserva florestal particular, em que contempla o projeto Plantando o Futuro, que visa a expandir a preservação da natureza.
Dessa forma, há uma doação de milhares de mudas entre colaboradores e instalações da fábrica.

Porto grandioso
Trata-se da maior frota do Brasil referente a cavalos mecânicos operacionais: o Porto Chibatão. De acordo com o supervisor comercial, Eric Uchôa, um dos píeres, total de três, foi desenvolvido no período de estiagem para transportar carga para Itacoatiara.
“Grandioso, o porto é responsável por receber 80% das cargas que chegam a Manaus.”
Eric Uchôa, supervisor comercial do Porto Chibatão
Não por acaso, a média de contêineres que chegam por navio é de 1300, sendo quatro navios por semana.

Expansão
A fábrica Rodrigues Colchões nasceu em 2021 e segue expandindo. De acordo com o diretor de marketing da loja, Yuri Siqueira, são fabricados ali em média 400 colchões por dia, além de 1400 camas diárias.
O grupo existe desde 1973, mas o nicho era outro. Foi em 2021 que a Rodrigues realmente firmou com o segmento de móveis. “Este ano, chegamos à Bravolt, nossa marca própria, que vai incluir no portfólio ar-condicionado, fogão, lavadora e toda a linha de eletrodomésticos, além dos colchões”, revelou.
Segundo Siqueira, o intuito da marca é ser uma loja da fábrica, ou seja, oferecer um preço acessível na venda para o consumidor final.
“Hoje, revendemos imóveis, com produção própria apenas do colchão, mas, a partir deste ano, vamos produzir móveis aqui e vender para o resto do Brasil”, reforçou.
Todo o processo de fabricação é feito em camadas, da espuma ao produto final. O interessante é que o grupo também produz a mola ensacada no local.

ExpoPIM 4.0
A feira expositora apresentou o potencial da Zona Franca de Manaus como protagonista da Indústria 4.0 no Brasil.
Ao longo de três dias, fomentou negócios, parcerias e investimentos em tecnologia e inovação.
Com foco em tecnologia 4.0, competitividade e sustentabilidade, a ExpoPIM reforçou o papel do Polo como um dos principais motores econômicos do país, destacando diferenciais logísticos, fiscais e produtivos.
Segundo o senador Eduardo Braga, a produtividade do Polo Industrial de Manaus não deixa a desejar em nada quando comparada à Ásia.

Segundo ele, antes, a ZFM só existia em disposição transitória na Constituição. Agora, a Zona Franca está em texto permanente; ela realmente se tornou uma política pública permanente.
A reforma tributária estabeleceu uma política de tributos de consumo para o país, e a única região assegurada pelos benefícios fiscais reconhecidos foi a Zona Franca de Manaus.
Já o diretor executivo do Instituto Somar Amazônia, Orsine Junior, afirmou que o PIM conseguiu mais 53 anos de incentivo fiscal a partir da reforma tributária. “Atualmente, temos 553 indústrias, 196 projetos de indústrias aprovadas e mais 96 chegando em março.”
De acordo com ele, o modelo promove tecnologia, sustentabilidade e pungência econômica de uma forma que nenhum modelo já fez. Assim, a ExpoPIM 4.0 se torna um evento educativo, enriquecido de conteúdo, palestra, robótica, extração vegetal e processos que vêm do PIM.
“A gente avança com tecnologia ao mesmo tempo em que preservamos. Quando produzimos com tecnologia, otimizamos processos e espaços. Temos uma população de 4,5 milhões de habitantes, que ocupa 3% de território na capital. O resto é composto por comunidades e cidades ao longos dos rios”, acrescentou.
O executivo ainda destacou a inovação do motor elétrico nas terras manauaras. “Hoje, diversos ribeirinhos ainda dependem quase que 100% do motorzinho a combustão. Então, para aliviar o trabalho cansativo deles, criamos o projeto Pixundé, que certifica o motor no modo amazônico de viver, ou seja, elétrico”.
“O grande intuito da iniciativa é dar dignidade de mobilidade ao caboclo, sem que ele tenha custos. Inclusive, fará bem até a fauna, afinal, até o barulho do motor manual atrapalha a vida do peixe, enquanto o motor elétrico é silencioso”, defendeu.
Além de palestras, a feira contou com espaços de exposição, networking e apresentação de cases de sucesso, conectando indústria, academia e poder público.
Além dos stands, deram palestra o doutor em engenharia de computação, José Reinaldo; o superintendente adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica na Suframa, Leopoldo Junior; a sócia fundadora da Pehnse ESG Consultoria e Treinamentos, Lore Kotinski; o líder do grupo Samel, Luis Alberto; o engenheiro de Produção Luiz Frederico; o general manager da WEG Digital Solutions, Marcelo Pinto; a CEO da Navegam Log, Michelle Guimarães; o codiretor do Núcleo de Engenharia Organizacional/NEO, Nestor Ayala; o mentor de vendas B2B Rodrigo Portes; e o doutor em Indústria 4.0 Sandro Breval.
Vitrine industrial
Foram mais de 100 stands expostos na maior feira industrial de Manaus. Entre eles, havia o da Made in Amazon, cuja CEO é Pamela Mota Oliveira. A loja é um e-commerce que vende para o Brasil e para fora.
Os artigos comercializados são artesanatos pensados para quem quer consumir a Amazônia de verdade.
Segundo a CEO, matérias-primas como madeiras, caroço de fruta, escama do pirarucu são reaproveitadas. Assim, a marca ajuda comunidades que ficam no interior, sem acessibilidade, a terem um sustento.
Dessa maneira, há todo um trabalho social e econômico por trás. “Temos fornecedores de São Gabriel da Cachoeira, Careiro da Várzea e Careiro Castanho”, assegurou.
O trabalho da Made in Amazon envolve história, um olhar diferente e uma ressignificação dos insumos.
A Super Terminais também esteve presente na feira. Há 30 anos, a rede atende todo tipo de cliente do PIM.
“Participar da ExpoPIM é de suma importância para a gente, porque o público consegue entender o que fazemos, de fato. Contemplamos hoje um píer flutuante, uma característica exclusiva de Manaus, devido aos elevados períodos de estiagem e enchente”, ponderou o gerente de planejamento, Leonardo Santos.
No quesito tecnologia, a feira deu um salto. Prova disso foi a presença do estande do INDT, antiga Nokia e núcleo de pesquisa da Microsoft. Carlos Vollrath, analista de dados e business intelligence, explicou que o instituto trabalha com automação de dados, biotecnologia, cibersegurança, além de promover consultoria tanto para empresas quanto para estudantes.
Entre as soluções, foi apresentado o sistema inteligente de monitoramento de segurança industrial, que utiliza visão computacional. inteligência artificial e Internet das Coisas (loT) para controle em tempo real do uso de EPIs.
Já no estande da Cits, estava o “mascote” da feira: o CitCão. O gerente de projeto do Cits, Orlando Brenner, explicou que o “cão” foi pensado para transportar ou acessar áreas perigosas para o ser humano, como locais de acidente ou de risco químico.
“Na prática, ele pode carregar peso de 10 a 12 kg. E, não, apesar de aparentar aspecto fofo, ele não é um brinquedo. Ele serve para patrulhamento e ronda. Atualmente, estamos desenvolvendo mais funcionalidades dele, integrando-o a outros projetos”, adiantou.

Defesa da Zona Franca de Manaus
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que administra a Zona Franca de Manaus.
Ela tem a missão de implementar e consolidar um modelo de desenvolvimento para a região que utilize de forma sustentável os recursos naturais, promovendo viabilidade econômica e melhoria da qualidade de vida da população.

Turismo amazonense
E como o lugar não se resume à indústria, o Metrópoles também visitou alguns pontos turísticos de Manaus como o Teatro Amazonas, o Mercado Adolpho Lisboa e o Encontro das Águas.
Passeios como esses são possíveis graças a outro grupo imponente na região, a agência de viagens Amazon Receptive.
“Nosso principal impacto é fomentar a cultura, trazer pessoas de fora pra cá. Assim, conseguirmos levá-las ao encontro das águas, ao mergulho com os botos, visitação às tribos indígenas, entre outros”, enfatizou o agente de turismo Rick Pierri.

No teatro, foi possível entender por que o edifício é um dos principais símbolos culturais de Manaus.
Construído com forte influência europeia e materiais importados em 1896 durante o ciclo da borracha, representa o auge econômico e a sofisticação da cidade naquele período, sendo até hoje um importante espaço para ópera, concertos e manifestações artísticas na Amazônia.
Já o “Mercadão”, como carinhosamente é reconhecido por lá, é um mercado público histórico inaugurado no fim do século 19, às margens do rio Negro.
Inspirado na arquitetura europeia, especialmente no mercado Les Halles de Paris, tornou-se um dos principais centros de comércio popular de Manaus.
Nele, o cliente pode admirar e comprar produtos regionais, alimentos, artesanato e elementos da cultura amazônica.

E como descrever o Encontro das Águas? O fenômeno natural ocorre quando os rios Negro e Solimões correm lado a lado. Detalhe: sem se misturar por vários quilômetros.
Isso ocorre devido às diferenças de temperatura, densidade e velocidade das águas, formando um dos mais marcantes espetáculos naturais da Amazônia.
Durante o passeio, é possível – se houver uma sorte mínima – apreciar pequenos saltos de botos.






















