Rapaz faz vídeo zombando de candidatos a emprego e é demitido

Paulo Roberto deveria analisar currículos e expôs concorrentes. Mesmo se desculpando nas redes sociais, não conseguiu recuperar trabalho

atualizado 24/04/2019 20:59

Funcionário de uma empresa em Campo Grande (MS), Paulo Roberto de Moraes gravou um vídeo, para suas redes sociais, zombando de currículos que ele deveria analisar e expondo os candidatos a uma vaga de emprego. A atitude foi fortemente criticada pelos internautas, e Paulo acabou sendo demitido.

Nas imagens, ele diz que, de “20 currículos [recebidos], um presta”. Além disso, mostra os dados dos candidatos, incluindo fotos.

Confira o vídeo de Paulo expondo quem procurava emprego:

 

A empresa de prestação de serviços em instalações elétricas informou, por meio de nota, que Paulo não faz mais parte do seu quadro de colaboradores. Completou ainda que não compactua com a atitude do ex-empregado, frisando que “não tolera atitudes de quebra de sigilo das informações”.

Confira a nota na íntegra:
A Empresa Avante Energia e Serviços não tinha conhecimento do vídeo postado, agradecemos a informação. Não compactuamos com a atitude tomada pelo funcionário que usou sua rede social particular postando vídeos e fotos sem autorização da empresa. A empresa Avante, através do seu representante legal, informa que não tolera atitudes de quebra de sigilo das informações e não tem a prática de utilizar redes sociais, mediante ao exposto informamos que o funcionário já não faz mais parte do nosso quadro de colaboradores.

Desculpas
Nessa terça-feira (23/04/2019), o rapaz pediu desculpas pela atitude, em um vídeo já deletado de suas redes sociais. Mesmo com o pedido, as críticas a Paulo continuaram.

“Apagou o pedido de desculpas. Deu tantas dicas bacanas, podia ter feito o vídeo sem humilhar as pessoas! A lei do retorno é linda, pois agora ele que vai mandar currículo!”, afirmou um usuário do Facebook.

“Gente! Seu idiota, brincando com pessoas que estão desempregadas. Isso não pode ficar assim. Vamos postar até chegar às mãos de seus superiores”, escreveu outro.

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