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O edital do concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai sair a qualquer momento. Todos os trâmites administrativos foram feitos. Com a contratação da banca, a divulgação do documento é o próximo passo. Organizada pelo Cebraspe, a seleção vai ofertar 500 vagas imediatas para o cargo de policial rodoviário, com remuneração inicial de R$ 9,8 mil.

O professor de Legislação Penal Especial Fernando Cocito, do IMP Concursos, avalia o certame como um dos mais aguardados do ano. “É muito procurado pelo número de vagas, pela remuneração e pelo momento que o país vive de repressão ao crime.”

Com o edital cada vez mais próximo, o professor indica a melhor forma de programar os estudos. “A prioridade, agora, são os conhecimentos básicos. O momento é de dedicação às matérias que mais incomodam o concurseiro padrão: informática, matemática, ética e física”. Uma das dicas é que o aluno conheça bem o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997).

Entre as possíveis novidades que a prova pode trazer, o professor aposta na Lei nº 12.850/13, que trata da repressão às organizações criminosas. “O aluno deve conhecer as novas metodologias de enfrentamento ao crime organizado, como a infiltração de agentes e os acordos de colaboração premiada, que devem ser cobrados”, aconselha.

Devido ao déficit de servidores, existe a possibilidade de nomeação além do número de vagas imediatas, durante a validade do concurso. Hoje, existem 3.029 cargos vagos. A função de Policial Rodoviário Federal exige nível superior com formação em qualquer área, CNH na categoria B (ou superior) e idade mínima de 18 anos.

Carreira
A Polícia Rodoviária Federal está presente em todo o território nacional. É um órgão do Ministério da Justiça e faz parte do Poder Executivo Federal. Apesar de ser uma polícia ostensiva, uniformizada, não é militarizada, ou seja, não se submete à hierarquia militar.

A principal função da PRF é realizar a fiscalização e o policiamento das rodovias federais, mais conhecidas como BRs, e áreas de interesse da União. Alguns dos crimes combatidos pela corporação são: tráfico de drogas, armas e pessoas; contrabando e descaminho; roubo e furtos de veículos e cargas; exploração sexual de crianças e adolescentes.

Existem duas carreiras efetivas: a de policial rodoviário federal e a de agente administrativo. Os primeiros trabalham executando as atividades fim da PRF, como planejamento de operações, fiscalizações de trânsito, combate à criminalidade. Os outros realizam as atividades meio, como pagamento de folha dos servidores, confecções de documentos, movimentação de processos.

O plano de carreira inclui progressões anuais ou a cada 18 meses, dependendo do desempenho do profissional. Hoje, existem quatro classes dentro da carreira de policial: terceira, segunda, primeira e especial. As progressões podem ser horizontais, quando acontecem dentro da mesma classe, e verticais, quando há mudança. O ápice pode ser alcançado em 20 anos. O salário no último nível chega a R$ 16.552,34.