Tiro na balada: deputado do PL recebeu R$ 1 milhão do partido para campanha
Deputado levado à delegacia após ter atirado em balada, Marcelo Aguiar tentou reeleição à Alesp nas eleições deste ano, mas não teve sucesso

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), levado à delegacia na madrugada desta segunda-feira (19/10) após atirar uma balada na zona sul de São Paulo, recebeu quase R$ 1 milhão de verba do fundo eleitoral do PL para a sua campanha à reeleição neste ano. Com 37,6 mil votos, ele não foi eleito.
De acordo com os dados da Justiça Eleitoral, a candidatura de Aguiar, que buscava a reeleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), recebeu R$ 950 mil do diretório nacional do PL e outros R$ 12,4 mil da direção estadual da legenda, totalizando R$962,4 mil em recursos do partido.
Quem é o deputado que atirou em balada
- No site oficial da Alesp, o deputado Marcelo Aguiar (PL) afirma ter “valores cristãos” e atuar “pela defesa da família”.
- “Sua atuação parlamentar é pautada por firmeza ética, preparo técnico e sensibilidade social”, diz a descrição.
- Nascido em 1973, Marcelo Aguiar é economista, gestor público, casado e pai de dois filhos.
- Antes de assumir o cargo na Alesp, Aguiar foi eleito vereador da capital paulista em 2008 e deputado federal por São Paulo em 2010, posto que ocupou por dois mandatos. Ele não conseguiu a reeleição em 2026.
- “Em todas as funções públicas que exerceu, demonstrou compromisso com a transparência, com a boa gestão dos recursos públicos e com pautas que fortalecem os direitos sociais e os princípios da moral cristã na sociedade”, descreve o site.
- Para além da política, o deputado tem uma carreira como cantor. Ele iniciou no gênero sertanejo e atualmente se descreve como artista de “música cristã contemporânea”.
- “Marcelo Aguiar é respeitado por sua integridade, sua fé e sua luta constante por uma sociedade mais justa, com especial atenção à infância, à juventude e à preservação de valores que sustentam a dignidade humana”, finaliza a descrição.
Aguiar foi conduzido ao 14° Distrito Policial, em Pinheiros, onde o caso foi registrado na manhã desta segunda. Ele não ficou preso por possuir imunidade parlamentar. Segundo a Constituição Federal, parlamentares só podem ser detidos em flagrante nos casos de crime inafiançável. A Polícia Civil investiga se o disparo foi acidental.
Imagens cedidas ao Metrópoles mostram o parlamentar chegando na delegacia em prantos (veja abaixo).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada após o tiro em uma balada na zona sul da capital paulista na madrugada desta segunda-feira (19/10).
Testemunhas relataram que o deputado teria importunado mulheres dentro do estabelecimento e sido reprimido por um homem. Na sequência, outras duas pessoas se aproximaram e pediram para Aguiar se afastar do local, quando ele teria atirado.
No boletim de ocorrência consta que o parlamentar estava em “estado de exaltação” e representava risco à integridade dele próprio ou de outras pessoas.
Em nota publicada nas redes sociais, a assessoria de Marcelo Aguiar afirmou que o parlamentar se envolveu em uma discussão enquanto estava sob efeito de medicamentos fortes, “que provocaram uma reação adversa”. “Em nenhum momento o deputado foi preso. Ele apenas prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado em seguida”, diz a nota.
A assessoria informou ainda que o deputado está em casa e que passará por consulta médica. “(Aguiar) reitera que confia na Justiça e tem a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno”.











