
Tarcísio critica decisão de Zanin: "Estão querendo tumultuar a eleição"
Tarcísio afirmou que PT tenta tumultuar a eleição devido à "certeza da derrota" e negou as acusações de redução na frota de transporte
25/10/2026 18:33, atualizado 25/10/2026 18:43

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como “inacreditável” a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar o horário de votação até as 19h e disse que o PT está querendo “tumultuar a eleição pela certeza da derrota”.
“É inacreditável o que está acontecendo. Primeiro, porque o argumento utilizado pelo PT é um argumento fantasioso. Todas as cidades, os estados têm seus órgãos de monitoramento do transporte coletivo, seus centros de operação. Se você pegar as câmeras, por exemplo, de São Paulo, você vai ver terminais vazios, o transporte funcionando tranquilamente”, disse Tarcísio ao desembarcar em Brasília, onde vai acompanhar a apuração ao lado de Flávio Bolsonaro (PL).
O governador negou as acusações de PT de que houve redução na frota de transporte, o que motivou a decisão de Zanin.
“Não tem ocorrência nenhuma e até então a eleição vinha transcorrendo como qualquer outra eleição. E aí vem essa narrativa, no final do período, uma tentativa de criar aí uma situação”, disse ainda Tarcísio.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesConforme revelado pela coluna Demétrio Vecchioli, apenas 71,7% dos ônibus que atendem linhas municipais em São Paulo estavam em circulação às 13h20 deste domingo, de acordo com dados do Businfo, aplicativo que monitora o deslocamento desses veículos em tempo real por geomonitoramento. No Rio de Janeiro, como comparação, a taxa era de 100%.
O governador também falou que Zanin “atravessou” o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “De repente, atravessa uma petição, direto para o ministro do Supremo, que á uma decisão, faltando aí um, dois minutos para encerrar o horário de votação, ou seja, impossível de comunicar os cartórios eleitorais, às 17h você inicia os lacres do sistema. Ou seja, de repente ele dá essa decisão passando por cima do próprio Tribunal Superior Eleitoral, e o ministro que foi o advogado do PT”, afirmou.
O mandatário paulista acusou o PT de tentar tumultuar a eleição pela “certeza da derrota”. “E o que é pior, no sistema que está disponível para todos, eles colocam um retrato daquela apuração de momento, e mantém esse retrato lá, com a apuração pausada, com o horário que foi estendido, dentro de uma decisão que não faz o menor sentido, uma decisão monocrática, que é pedida diretamente para o ministro, ou seja, ela não é sorteada”, disse.
“Ou seja, o judiciário que mergulhou o Brasil numa crise institucional sem precedente, escreve um novo capítulo dessa crise, estão tumultuando a eleição, que era para ser absolutamente tranquila”, completou Tarcísio.
Apesar da declaração do governador, a campanha de Flávio Bolsonaro também pediu ao TSE a prorrogação da votação do segundo turno até as 19h em municípios de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os pedidos foram apresentados em duas ações, que têm o presidente da Corte Eleitoral, ministro Nunes Marques, como relator.
A primeira abrange 17 municípios paulistas, paranaenses e catarinenses. A segunda inclui cidades mineiras e gaúchas, sob o argumento de que chuvas, alagamentos e falta de energia dificultaram o acesso de eleitores às urnas.
