
PT pede a prisão de secretário de transportes de SP por ausência de ônibus
PT de SP pede a prisão em flagrante de secretário e do presidente da SPTrans por descumprimento de ordem para ofertar 100% da frota
25/10/2026 14:59, atualizado 25/10/2026 15:04

O presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, Kiko Celeguim, pediu à Justiça Eleitoral a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, sob a alegação de que a prefeitura não está cumprindo a decisão judicial que determinou a disponibilização de 100% da frota de ônibus neste domingo (25/10) de segundo turno das eleições.
A campanha petista afirma ter recebido informações de que as empresas responsáveis pelo transporte coletivo por ônibus na capital estão operando com apenas 60% da frota.
“A redução da frota não decorre de limitação técnica, mas de opção do órgão gestor, que, ciente da ordem judicial desde a véspera, deixou de mobilizar tempestivamente a operação e mantém quase 4 mil ônibus parados enquanto as seções estão abertas”, diz o PT na representação.
A equipe de Lula também informou ter levado à Justiça Eleitoral relatos de “pouquíssimos ônibus circulando em bairros da Zona Leste, como o Itaim Paulista, bem como na região Central e na Avenida Paulista, o que evidencia que a redução não é pontual, mas atinge diferentes regiões da cidade”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Nesse cenário, a redução da frota compromete diretamente o deslocamento do eleitorado até as seções eleitorais, sobretudo da população de menor renda e dos moradores das periferias, que dependem do ônibus para exercer o direito de voto”, diz a campanha do PT.
SPTrans fala em “desafios operacionais”
Nesse sábado (24/10), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou que a Prefeitura de São Paulo coloque 100% dos ônibus municipais em operação neste domingo (25/10) para o segundo turno das eleições. A SPTrans alega que “a ampliação da frota em prazo tão reduzido impõe desafios operacionais concretos impõe desafios operacionais concretos”.
Segundo a empresa, a notificação do TRE-SP foi enviada às 13h10 do sábado, com menos de 12 horas de antecedência em relação ao início da operação. Às 13h32, a SPTrans “agiu de forma diligente e proativa, comunicando todas as concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da cidade e transmitindo a determinação judicial para adoção das providências necessárias ao seu cumprimento”, conforme nota envidada ao Metrópoles.
