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Debate: Nunes alega tosse e ausência evita "climão" com Pablo Marçal

Desafeto de Ricardo Nunes (MDB) e presente no debate, Pablo Marçal deu orientações a Flávio ao longo do embate com Luiz Inácio Lula da Silva

19/10/2026 10:14
Leon Rodrigues/Secom
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes - Metrópoles

Uma das figuras mais presentes na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo, o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), não esteve na comitiva que acompanhou o senador no debate da Band que ocorreu na noite nesse domingo (19/09). A ausência evitou um possível “climão” dentro do grupo: o encontro entre Nunes e o ex-couch e ex-candidato à prefeitura Pablo Marçal, desafeto do prefeito, que estava no local.

O emedebista alegou estar com uma tosse e, por isso, decidiu se ausentar. Ele diz que não sabia que Marçal estaria presente. Embora o empresário já tenha pedido desculpas pública e se reaproximado de figuras como o governador Tarcísio de Freitas, aliado do prefeito e que também teve rusgas com Marçal, o prefeito de São Paulo não esconde a interlocutores sua opinião sobre o ex-coach.

“O prefeito não quer estar em mesmo ambiente que Marçal”, diz um aliado próximo de Nunes.

Políticos do entorno de Flávio dizem que a presença de Marçal na campanha do candidato do PL – se discute, inclusive, que o empresário pode assumir um ministério no eventual governo de Flávio Bolsonaro – é algo que incomoda Ricardo Nunes, que atua como uma espécie de coordenador da campanha do senador em São Paulo.

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Eles descrevem como uma “bola nas costas” de Nunes o fato de Marçal ter se aproximado e virado uma espécie de consultor informal de Flávio na reta final do primeiro turno.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Marçal fazendo gestos e dando orientações a Flávio ao longo do embate com o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o debate, o empresário ficou ao lado do senador no momento em que o candidato concedia entrevistas para avaliar o programa.

Ainda na reta final do primeiro turno, Marçal esteve com Flávio em uma agenda na Vila Olímpia, zona oeste de São Paulo, onde o senador visitou uma escola de jiu-jítsu. Na ocasião, o candidato do PL disse que o ex-coach chegava à campanha para ajudar “nessa parte de empreendedorismo, de mobilidade social”.