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Eleições 2026Vinicius Passarelli

Clima de "já ganhou" faz campanha de Tarcísio projetar menos doações

Avaliação é de que favoritismo de Tarcísio na disputa contra Haddad pode ter efeito de desmotivar empresários a enviar recursos à campanha

04/08/2026 04:30, atualizado 04/08/2026 05:12
Sergio Barzaghi/Governo de SP
Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas em evento da Rota Bolsonaro - Metrópoles

A equipe de Tarcísio de Freitas (Republicanos) projeta que a campanha de reeleição pode ter menos arrecadação de pessoas físicas em relação ao pleito de 2022, quando o governador venceu Fernando Haddad (PT) no segundo turno da disputa pelo governo de São Paulo.

A avaliação é de que os bons resultados nas últimas pesquisas de intenção de voto e a vantagem até o momento considerada confortável em relação ao petista têm gerado clima de “já ganhou” no empresariado, o que pode ter efeito de desmotivar doadores a enviar recursos para a campanha.

Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada no domingo (2/8) apontou Tarcísio vencendo já no primeiro turno, com 52,9% das intenções de voto.

Em 2022, a campanha do ex-ministro da Infraestrutura arrecadou cerca de R$ 19 milhões junto a pessoas físicas, quantia bem acima do recebido pelos seus principais adversários. O então governador Rodrigo Garcia (PSDB), que disputava a reeleição, contou com R$ 2,2 milhões em doações privadas, enquanto Fernando Haddad teve apenas R$ 130,3 mil arrecadados.

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Um dos maiores doadores de Tarcísio naquela eleição foi Fabiano Zettel, cunhado e braço direito do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em março deste ano, Zettel foi preso por causa das investigações do escândalo Master. O pastor repassou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio.

A campanha ainda recebeu doações de grandes empresários, como Frederico Carlos Gerdau Johannpeter, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, e Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan.

Rejeição ao PT e fator Kassab

Na avaliação de aliados, na última eleição, o empresariado se mobilizou em prol de Tarcísio quando ele começou a crescer nas pesquisas, mostrando-se um candidato mais competitivo do que Rodrigo Garcia para evitar vitória do PT.

Naquela eleição, Haddad passou boa parte da corrida liderando as pesquisas de intenção de voto. A aproximação de Tarcísio com empresários paulistas e representantes dos setores produtivos do estado contou com a ajuda de integrantes da equipe de Paulo Guedes no Ministério da Economia, na gestão Jair Bolsonaro.

Outro personagem importante nessa aproximação foi o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que em 2022 decidiu apoiar Tarcísio no primeiro turno e possui forte trânsito no empresariado paulista.

Neste ano, embora o partido esteja na coligação, a expectativa de aliados do governador é que Kassab não se engaje na campanha estadual da mesma forma, já que estará focado na campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), na qual é vice na chapa.