Tácio Lorran

Zezé Di Camargo teve R$ 2,5 milhões em isenções com programa renovado por Lula

Duas empresas de Zezé Di Camargo foram beneficiadas com a renovação do Perse durante o governo Lula; cantor é critico do petista

atualizado

metropoles.com

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Zeze Di Camaego
1 de 1 Zeze Di Camaego - Foto: Reprodução/Instagram

O cantor Zezé Di Camargo – que figura no centro de uma polêmica após criticar o SBT e as filhas de Silvio Santos pela recepção ao presidente Lula e ao ministro do STF Alexandre de Moraes no lançamento do SBT News – foi beneficiado em R$ 2,47 milhões com a prorrogação do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) pela gestão petista.

Na prática, duas empresas do cantor sertanejo, a Classical Holding Intermediação de Negócios Ltda e a MAC Produções Ltda, foram isentas de pagar impostos, respectivamente, em R$ 1,9 milhão e R$ 571,4 mil, de acordo com levantamento feito pela coluna. O montante corresponde ao período entre abril de 2024 e março de 2025.

As informações constam no último relatório de acompanhamento do programa, divulgado em junho, pela Receita Federal. O Perse foi extinto em abril deste ano, após atingir ao teto de R$ 15 bilhões em isenções fiscais. O programa foi uma iniciativa do governo Bolsonaro criado para apoiar o setor de eventos, gravemente afetado pela pandemia de Covid-19.

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Zezé recebeu quase R$ 20 milhões de verbas públicas em 2025
Zezé Di Camargo gravou um especial de fim de ano para a emissora de Silvio Santos, mas programa não será mais exibido
Zezé Di Camargo e Paula Fernandes em Especial de Natal do SBT
Zezé Di Camargo e César Filho em Especial de Natal do SBT
Zezé Di Camargo e Lula surgiram em um vídeo de 2002
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Zezé Di Camargo e Lula surgiram em um vídeo de 2002

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Zezé recebeu quase R$ 20 milhões de verbas públicas em 2025
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Zezé recebeu quase R$ 20 milhões de verbas públicas em 2025

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Zezé Di Camargo gravou um especial de fim de ano para a emissora de Silvio Santos, mas programa não será mais exibido
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Zezé Di Camargo gravou um especial de fim de ano para a emissora de Silvio Santos, mas programa não será mais exibido

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Zezé Di Camargo e Paula Fernandes em Especial de Natal do SBT
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Zezé Di Camargo e César Filho em Especial de Natal do SBT
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Zezé Di Camargo e César Filho em Especial de Natal do SBT

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A Lei do Perse, publicada em maio de 2021, chegou a ser encerrada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, via Medida Provisória em 2023, mas o Congresso reagiu e renovou o benefício, a contragosto de Haddad, que à época buscava equilíbrio das contas públicas. Após acordo com parlamentares e com o setor de eventos, o governo Lula estabeleceu que o Perse teria vigência até durar os R$ 15 bilhões reservados para o programa.

O benefício consistia em zerar as alíquotas dos tributos do IRPJ, CSLL, Cofins e PIS/Pasep sobre as receitas e os resultados auferidos pelas empresas do setor de eventos.

Polêmica de Zezé Di Camargo com o SBT

Nos últimos dias, Zezé Di Camargo se envolveu em uma polêmica com o SBT ao divulgar vídeo no qual criticou decisões da emissora e acusou as filhas de Silvio Santos de conduzirem o canal de forma diferente da adotada pelo pai.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o cantor sertanejo afirmou que o SBT estaria “se prostituindo” ao receber o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em um evento institucional de lançamento do SBT News, novo canal 24 horas do grupo de comunicação.

Zezé Di Camargo recebeu R$ 20 milhões em verba pública em 2025

Ao longo de 2025, o cantor Zezé Di Camargo recebeu quase R$ 20 milhões em verbas públicas, segundo levantamento feito pelo Metrópoles a partir de contratos firmados com prefeituras de diferentes regiões do país. Ao todo, o montante acordado com o sertanejo constam em documentos oficiais e registros de contratações para apresentações artísticas financiadas com recursos públicos.

Os contratos, celebrados principalmente para shows em festas municipais, aniversários de cidades e eventos culturais, envolvem tanto apresentações solo de Zezé Di Camargo quanto performances ao lado de Luciano.

As contratações foram realizadas entre os órgãos municipais e a empresa Classical Holding Intermediação de Negócios LTDA, responsável por representar o cantor nos acordos firmados com o poder público.

Há registros de cachês que variam entre R$ 350 mil e R$ 600 mil por apresentação, pagos por administrações municipais de diversos estados, como Paraná, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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