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Tácio Lorran

Willer Tomaz apostou R$ 4,8 milhões em bet acusada de lavar dinheiro do PCC

Advogado ligado a Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz é investigado por transações bilionárias com apostas

20/10/2026 10:00, atualizado 20/10/2026 10:19
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Willer Tomaz apostou R$ 4,8 milhões em bet acusada de lavar dinheiro do PCC

O advogado Willer Tomaz apostou R$ 4,8 milhões na Bet7K, operada pelo grupo Ana Gaming, que foi alvo da Polícia Federal por suspeita de lavar dinheiro do PCC. A Operação Narco Bet aconteceu em novembro de 2025.

Dados do Ministério da Fazenda obtidos pela coluna mostram que Willer depositou inicialmente R$ 1,3 milhão. O dinheiro se tornou movimentação de R$ 4,3 milhões com jogos eletrônicos on-line na Bet7K. Ele sacou R$ 426 mil desse valor. A Bet7K foi patrocinadora do Santos Futebol Clube.

Segundo a investigação, Rodrigo de Paula Morgado, apontado como contador do PCC, articulou o fluxo financeiro que resultou no pagamento de licenças para a Bet7K operar.

Os investigadores identificaram transferências milionárias em criptomoedas, “às margens do sistema financeiro oficial”, envolvendo o contador, a Ana Gaming e Gustavo Afonso Ribeiro e Lacerda, conhecido como “Feio” e “Brabo”, que, segundo a Polícia Federal, é ligado à casa de apostas.

Willer Tomaz é investigado por transações de R$ 1,4 bilhão com apostas

O advogado ligado a Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal por transações de R$ 1,4 bilhão na casa de apostas Blaze.

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Os investigadores suspeitam que apostas feitas no site e transferências entre diferentes contas ligadas a Willer tenham sido utilizadas como mecanismo para ocultar a origem e o destino dos recursos.

O advogado alegou na Justiça que tem ludopatia, doença conhecida como vício em apostas, e apontou falhas no funcionamento da Blaze. A justificativa foi apresentada em um processo no qual ele pediu a devolução de R$ 163 milhões da casa de apostas. O caso foi revelado pelo Metrópoles, na coluna de Demétrio Vecchioli.

Na sexta-feira (16/10), a Justiça de São Paulo negou o pedido de devolução do valor. Responsável pela análise do caso, o juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo, destacou que o próprio advogado teria solicitado condições especiais para realizar apostas de alto valor, incluindo a criação de mesas exclusivas de blackjack.