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Tácio Lorran

Verba desviada por Gustavo Gayer pode chegar a R$ 842 mil

Deputado federal usou verba pública para pagar aluguel da escola de idiomas dele e contratar assessores que trabalhavam em loja de roupas

25/10/2024 15:56, atualizado 25/10/2024 18:39
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Agência Câmara
Gustavo Gayer

A verba desviada da cota parlamentar pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) pode chegar a R$ 842 mil. É o que aponta cruzamento feito pela coluna com base na investigação da Polícia Federal e em dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados.

Gayer e 17 aliados foram alvo da Operação Discalculia, deflagrada nesta sexta-feira (25/10) pela Polícia Federal. Os delitos investigados são: associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato-desvio.

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Gustavo Gayer
Deputado Gustavo Gayer
O deputado Gustavo Gayer
Gustavo Hayer com outros bolsonaristas em sessão da Câmara
Deputado bolsonarista Gustavo Gayer foi alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25/10)
Gabinete do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) que é alvo da Operação Discalculia, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (25/10) com o objetivo de desarticular associação criminosa voltada para desvio de cota parlamentar, além de falsificação de documentos para criação de Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).
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Gabinete do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) que é alvo da Operação Discalculia, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (25/10) com o objetivo de desarticular associação criminosa voltada para desvio de cota parlamentar, além de falsificação de documentos para criação de Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Hugo Barreto/Metrópoles
Gustavo Gayer
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Vinicius Schmidt/Metropoles
Deputado Gustavo Gayer
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O deputado Gustavo Gayer
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O deputado Gustavo Gayer

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Gustavo Hayer com outros bolsonaristas em sessão da Câmara
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Gustavo Hayer com outros bolsonaristas em sessão da Câmara

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Deputado bolsonarista Gustavo Gayer foi alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25/10)
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Deputado bolsonarista Gustavo Gayer foi alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25/10)

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Bolsonaro e Gustavo Gayer
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Bolsonaro e Gustavo Gayer

reprodução/instagram

De acordo com a investigação, o deputado bolsonarista usava a cota parlamentar para pagar o aluguel de sua escola de inglês em Goiânia. O imóvel, que fica no bairro Setor Bueno, em Goiânia, também foi usado para o funcionamento da Loja Desfazueli, que está em nome do filho do parlamentar.

Só de aluguel, o deputado gastou R$ 128,5 mil. O gasto mensal varia entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. Soma-se ao valor R$ 11,8 mil de IPTU, R$ 2,9 mil de internet, R$ 16,7 mil de energia elétrica e R$ 3 mil em serviços de vigilância, tudo bancado com recursos públicos.

“A análise dos dados extraídos das mídias eletrônicas apreendidas revelou indícios de que o deputado federal Gustavo Gayer teria utilizado espaço físico (Rua T-38, nº 147, QD 116,LT 11, Setor Bueno, Goiânia/GO) alugado com verbas de cota parlamentar, supostamente destinado ao funcionamento de Gabinete Parlamentar, para a operação da empresa loja Desfazueli e da escola de inglês Gayer Language Institute”, diz trecho da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A investigação da PF também apontou que quatro assessores do deputado trabalhavam na loja Desfazueli. São eles: Joelson Pereira Martins, Bruno Amaral Machado, Amanda Oliveira Caixeta e Letícia Bruno de Araújo.

O quarteto era pago com dinheiro da Câmara. Entre fevereiro de 2023 e setembro deste ano, eles receberam R$ 655,3 mil em salários e auxílios.

Joelson ganha R$ 10.121,24 por mês; Bruno, R$ 8.467,67; e Amanda, R$ 9.830,79. Letícia esteve lotada no gabinete entre fevereiro e novembro de 2023, e ganhava R$ 11.149,89 mensais.

Além disso, o deputado pagou R$ 24 mil para contratação da empresa Goiás Online Comunicações e Marketing Publicitário LTDA, de João Paulo de Sousa Cavalcante. A Polícia Federal identificou que a companhia foi contratada com objetivo de “burlar a vedação legal à sua contratação como assessor parlamentar, uma vez que não preencheria os requisitos exigidos”.

“Com efeito, as atividades desempenhadas pela Goiás Online, sob a fachada de serviços de publicidade e marketing, na realidade consistiam em assessoria parlamentar, o que foi evidenciado pelo gerenciamento da agenda do deputado por João Paulo”, diz o relatório.

“Destarte, tais circunstâncias contrariam os termos das notas fiscais emitidas e indicam que os serviços prestados não correspondiam ao declarado oficialmente. A conduta mencionada, conforme as lições do professor Olavo Evangelista Pezzotti, configura a prática do delito de peculato na sua modalidade de desvio”, conclui.

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Loja de roupa 'Desfazueli', em nome do filho do deputado funcionava no suposto escritório parlamentar de Gustavo Gayer
Loja de roupa ligada a Gustavo Gayer vendia camisas com críticas ao PT e Lula
Relatório da PF mostra que assessores de Gustavo Gayer conversaram sobre o uso da verba pública para pagamento do aluguel
Recibo mostra uso da cota parlamentar para pagamento do aluguel do imóvel onde funcionava o cursinho de idiomas e a loja de roupas.
Recibo mostra uso da cota parlamentar por Gustavo Gayer para o pagamento do aluguel do imóvel
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Loja de roupa 'Desfazueli', em nome do filho do deputado funcionava no suposto escritório parlamentar de Gustavo Gayer
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Loja de roupa 'Desfazueli', em nome do filho do deputado funcionava no suposto escritório parlamentar de Gustavo Gayer

Reprodução/Desfazueli.com.br
Loja de roupa ligada a Gustavo Gayer vendia camisas com críticas ao PT e Lula
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Loja de roupa ligada a Gustavo Gayer vendia camisas com críticas ao PT e Lula

Reprodução/Desfazueli.com.br
Relatório da PF mostra que assessores de Gustavo Gayer conversaram sobre o uso da verba pública para pagamento do aluguel
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Relatório da PF mostra que assessores de Gustavo Gayer conversaram sobre o uso da verba pública para pagamento do aluguel

PF/Reprodução
Recibo mostra uso da cota parlamentar para pagamento do aluguel do imóvel onde funcionava o cursinho de idiomas e a loja de roupas.
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Recibo mostra uso da cota parlamentar para pagamento do aluguel do imóvel onde funcionava o cursinho de idiomas e a loja de roupas.

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Recibo mostra uso da cota parlamentar por Gustavo Gayer para o pagamento do aluguel do imóvel
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Recibo mostra uso da cota parlamentar por Gustavo Gayer para o pagamento do aluguel do imóvel

Câmara dos Deputados/Reprodução