
Tácio LorranColunas

Saiba motivos para saída de advogado da defesa de ex-chefe do BRB
Advogado Eugênio Aragão deixou defesa de Paulo Henrique Costa; ex-presidente do BRB negocia delação premiada com PF e PGR
atualizado
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O advogado Eugênio Aragão anunciou, nesta terça-feira (19/5), ter deixado a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. A decisão foi tomada em meio a tratativas de um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Um interlocutor de Eugênio Aragão afirmou à coluna que o advogado estava tendo “muitas divergências procedimentais” com o escritório de Davi Tangerino. “Ele sentiu que não estava dando liga.”
Paulo Henrique Costa está preso desde 16 de abril. Ele é investigado de atuar em uma tentativa de compra do Master pelo BRB, que teria levado o banco público de Brasília a um rombo bilionário.
Oficialmente, em nota divulgada à imprensa, Eugênio Aragão afirmou que “somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”, conforme mostrou a colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles.
“Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”, prossegue a nota.
A saída de Eugênio Aragão ocorre antes de Paulo Henrique Costa assinar acordo de confidencialidade para fazer a delação premiada. Conforme mostrou Manoela Alcântara, as negociações envolvendo o ex-presidente do BRB têm avançado.












