Tácio Lorran

Os gastos da CPMI do INSS com despesas de investigados e testemunhas

A maior despesa até o momento envolveu operação de condução coerciva de um ex-diretor do INSS que estava no Amazonas

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Oitiva de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI do INSS Metropoles 3
1 de 1 Oitiva de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI do INSS Metropoles 3 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A série de convocações de depoentes e diligências realizadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a fraude dos descontos indevidos do INSS teve um custo, em 2025, para os cofres públicos com diárias (hospedagem, alimentação e deslocamento) e passagens aéreas, que, juntos, totalizam mais de R$ 147 mil. O valor representa 73% do total de gastos fixado pelo colegiado, que é de R$ 200 mil.

Os dados foram obtidos pela coluna via Lei de Acesso à Informação (LAI) e por meio de levantamento junto ao Senado Federal. Os custos contemplaram despesas com depoentes convidados e convocados, além de seus advogados. Os pagamentos só ocorreram para aquelas pessoas que solicitaram o auxílio da CPMI do INSS.

Policiais legislativos que atuaram em escoltas de depoentes também tiveram gastos com diárias e passagens aéreas custeadas pelo colegiado, assim como os servidores da Polícia Federal, lotados fora de Brasília, que apoiam os trabalhos da comissão.
Os gastos da CPMI do INSS com despesas de investigados e testemunhas - destaque galeria
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Virgilio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, teve passagens custeadas pela CPMI do INSS; duas advogadas que o acompanharam também solicitaram auxílio à CPMI para custear despesas em Brasília
A empresária e médica Thaisa Hoffmann Jonasson, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho
Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer – teve despesas custeadas pela CPMI do INSS
A coordenadora jurídica do Sindnapi, Tônia Galleti, e o advogado dela tiveram diárias custeadas pela CPMI do INSS
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A coordenadora jurídica do Sindnapi, Tônia Galleti, e o advogado dela tiveram diárias custeadas pela CPMI do INSS

Agência Senado
Virgilio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, teve passagens custeadas pela CPMI do INSS; duas advogadas que o acompanharam também solicitaram auxílio à CPMI para custear despesas em Brasília
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Virgilio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, teve passagens custeadas pela CPMI do INSS; duas advogadas que o acompanharam também solicitaram auxílio à CPMI para custear despesas em Brasília

Reprodução/TV Senado
A empresária e médica Thaisa Hoffmann Jonasson, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho
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A empresária e médica Thaisa Hoffmann Jonasson, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho

Fonte: Agência Câmara de Notícias
Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer – teve despesas custeadas pela CPMI do INSS
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Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer – teve despesas custeadas pela CPMI do INSS

Lula Marques/ Agência Brasil.

Ainda nas primeiras reuniões do colegiado, o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu os gastos com diárias e passagens para os depoentes como forma de evitar ausências de pessoas que, eventualmente, alegavam dificuldades financeiras para conseguir um bilhete aéreo às pressas.

Também solicitaram auxílio à CPMI do INSS para custear a despesas com diárias em Brasília e com passagem de avião o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho (foto em destaque) e a esposa dele, a empresária e médica Thaisa Hoffmann Jonasson. O casal é suspeito de estabelecer vínculos com o pivô da fraude dos descontos indevidos, o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e também de ter recebido dinheiro das entidades investigadas pela Polícia Federal (PF).

CPMI do INSS gastos com passagens e diárias
Ofício do Senado Federal autoriza pagamento de despesas para advogados acompanharem Virgílio e Thaisa em Brasília
  • Depoentes e advogados
    – Total com passagens: R$ 61.363,67
    – Total com diárias: R$ 15.489,57
  • Polícia Federal
    – Total com diárias: R$ 23.918,29
    – Total com passagens: R$ 27.857,51
  • Polícia Legislativa
    – Total com passagens: R$ 18.135,54
    – Total com diárias: informação sigilosa, não fornecida pelo Senado

A CPMI do INSS foi instalada em 20 de agosto do ano passado e já realizou 29 reuniões até o dia 4 de dezembro. Neste intervalo, 29 pessoas foram ouvidas. A primeira fase focou nos chamados descontos associativos. Os trabalhos do colegiado voltam nesta quinta-feira (5/2). Na próxima fase, os trabalhos serão voltados para investigar as fraudes dos empréstimos consignados.

O fim da CPMI do INSS está previsto para 28 de março, mas o presidente do colegiado considera pouco e quer mais 60 dias.

Maior gasto da CPMI do INSS até o momento envolveu missão no Amazonas

No fim de novembro, três policiais legislativos do Senado cumpriram ordem judicial de condução coercitiva no Amazonas para buscar o ex-coordenador de benefícios e pagamentos do INSS Jucimar Fonseca da Silva.

Ao todo, os custos da viagem de ida e volta, mais as despesas com as diárias dos policiais, custaram R$ 18 mil. Jucimar da Fonseca foi encontrado pela Polícia Legislativa do Senado próximo a uma região de Manaus.

Levado a Brasília, ele prestou depoimento no dia 1º de dezembro na CPMI do INSS e teve prisão decretada pelo colegiado após nove horas de oitiva.

Naquele mês, Jucimar da Fonseca tinha apresentado dois atestados médicos para não comparecer ao colegiado e foi acusado pela cúpula da CPMI de fugir de prestar esclarecimentos. A ausência dele motivou o cancelamento de uma das reuniões do colegiado.

Ex-coordenador do INSS Jucimar Fonseca é ouvido pela CPMI do INSS - Metrópoles 4
Ex-coordenador de benefícios e pagamentos do Instituto Nacional de Seguro Social Jucimar Fonseca da Silva

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