Laranjas de Canella pagaram parte de mansão do ex-chefe de Polícia do RJ
Investigações mostram que Luisi Correa Pinho e Luana Oliveira pagaram parte da mansão de R$ 3,2 milhões do ex-secretário de Polícia Civil

Uma empresa comandada por laranjas do eleito deputado estadual Márcio Canella, do União Brasil do Rio de Janeiro, pagou R$ 3,1 milhões da mansão do ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim. O imóvel foi comprado em dezembro de 2024 e custou R$ 3,2 milhões.
Os pagamentos foram feitos em três momentos: um de R$ 160 mil em espécie, no dia 24 de dezembro de 2024; outro de R$ 1,6 milhão, em abril; e um terceiro de R$ 1,5 milhão, em maio de 2025. Esses dois últimos pagamentos foram feitos pela conta do Posto Pendotiba, que tem como donas Luana Oliveira e Luisi Correa Pinho.
Segundo a Polícia Federal, Luana Oliveira e Luisi Correa Pinho são laranjas de Márcio Canella em um esquema de postos de gasolina. As investigações mostram que as duas são sócias-laranjas de mais de 80 postos de combustíveis.
“Desse modo, percebe-se que a citada pessoa jurídica não possuía vinculação com o Marcus Amim — o que constitui indício de dissimulação para pagamento de bem, a fim de dificultar a identificação da origem e do real pagador dos recursos”, disse o relatório da Polícia Federal.
As investigações também apontaram que o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukiá, também alvo da operação por integrar o esquema de lavagem de dinheiro, pagou serviços de obra na mansão de Marcus Amim. Mensagens obtidas pela PF mostram que Amim encaminhou a Pablo Jukiá documentos relacionados à obra realizada no imóvel.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA quebra de sigilo bancário de Marcus Amim também identificou que, entre abril de 2024 e maio de 2026, houve repasses recorrentes e fixos de aproximadamente R$ 70 mil por mês. No total, segundo as investigações, a Mamim Consultoria Ltda. recebeu R$ 1,8 milhão da Adm Oil Prestadora de Serviços para Postos de Gasolina.
A Adm Oil está registrada em nome de Lesley Almeida de Carvalho, que é, segundo a PF, laranja de Márcio Canella. As investigações mostram que a empresa era a principal operadora do esquema de lavagem de dinheiro.











