Tácio Lorran

TJPR penhora ações da Terra Investimentos por dívida de R$ 76 milhões

Empresário Wajdi Ibrahim El-Haouli sofre nova derrota na Justiça, que mandou bloquear participação dele na Terra Investimentos

atualizado

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Divulgação/ Terra Investimentos
Empresário libanês Wajdi Ibrahim El-Haouli, dono da Terra Investimentos
1 de 1 Empresário libanês Wajdi Ibrahim El-Haouli, dono da Terra Investimentos - Foto: Divulgação/ Terra Investimentos

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) mandou bloquear todas as cotas do empresário Wajdi Ibrahim El-Haouli (foto em destaque) junto à Terra Investimentos Ltda, distribuidora de títulos e valores mobiliários que atua no mercado financeiro brasileiro.

A decisão foi proferida no último dia 12 de fevereiro em razão de uma dívida que alcança R$ 76,8 milhões em valores atualizados.

Wajdi Ibrahim El-Haouli é sócio majoritário e presidente do Conselho da Terra Investimentos. Ele tem participação de 65% na companhia, o equivalente a R$ 60,1 milhões. Todo esse valor foi penhorado pela Justiça.

No processo, a defesa de Wajdi Ibrahim El-Haouli solicitava a substituição do bloqueio das cotas na Terra pela penhora de imóveis em Mato Grosso do Sul avaliados em R$ 81,3 milhões. O juiz de direito Jamil Riechi Filho negou o pedido. O magistrado explicou que a substituição pretendida “não se revela juridicamente recomendável sob o prisma da efetividade executiva”.

“Os imóveis indicados, embora avaliados em montante superior ao débito, apresentam características que naturalmente influenciam sua liquidez”, ressaltou Jamil Riechi Filho.

“Trata-se de bens cuja expropriação demanda procedimento mais complexo, com necessidade de realização de hastas públicas, eventual segunda praça e risco concreto de arrematação por percentual significativamente inferior ao valor da avaliação”, prosseguiu o magistrado.

Procurada, a assessoria de imprensa de Wajdi Ibrahim informou à coluna que a cobrança é indevida e está sendo contestada integralmente. “O Sr. Wajdi Ibrahim é empresário há mais de 45 anos, titular de mais de 15 empresas, com patrimônio pessoal superior a R$ 5 bilhões, o que afasta qualquer risco de solvência”, explicou.

“A Terra Investimentos informa que o processo não envolve a atuação ou as atividades da empresa, não produz impacto sobre o patrimônio, a liquidez, a operação e a gestão. A empresa segue operando normalmente e confia que o Poder Judiciário esclarecerá os fatos e solucionará a controvérsia nos próximos meses”, prosseguiu.

Registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como distribuidora de títulos e valores mobiliários, a Terra Investimentos atua no mercado de capitais e apresenta, conforme demonstrativos divulgados pela própria instituição, faturamento anual estimado em aproximadamente R$ 275 milhões.

A Terra foi criada em 2000, como corretora de produtos agrícolas. Em 2010, foi adquirida pelo Grupo Ibrahim e virou uma DTVM cinco anos depois. Em 2024, recebeu licença do Banco Central para também se tornar corretora de câmbio.

Ao final de 2024 a empresa tinha R$ 2,6 bilhões sob custódia, R$ 3,14 bilhões em administração de recursos, mais de 50 mil contas abertas e 11 fundos geridos, segundo reportagem do AG Feed.

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