Tácio Lorran

Homem que tentou invadir Planalto já se proclamou “dono do mundo”

Leonildo dos Santos Fulgieri tentou “invadir” também outro prédio na Praça dos Três Poderes e a importunar funcionários em janeiro de 2025

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Homem na frente do Palácio do Planalto
1 de 1 Homem na frente do Palácio do Planalto - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O homem de 54 anos que tentou invadir o Palácio do Planalto na madrugada dessa quarta-feira (10/9) e foi contido com tiros de borracha por militares do Batalhão da Guarda Presidencial, conforme antecipou a coluna Na Mira, do Metrópoles, já protagonizou outro comportamento incomum nas proximidades da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Em 28 de janeiro de 2025, Leonildo dos Santos Fulgieri, então morador de rua, foi alvo de um Termo Circunstanciado por ameaça referente a fatos ocorridos no Espaço Oscar Niemeyer e no Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes.

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Espaço Oscar Niemeyer
Espaço Israel Pinheiro
Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes
Espelho d'água do Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes
O espaço ficou em reforma por cinco anos até ser reaberto, sem obras do arquiteto
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O espaço ficou em reforma por cinco anos até ser reaberto, sem obras do arquiteto

Acervo Fundação Oscar Niemeyer/Divulgação
Espaço Oscar Niemeyer
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Espaço Oscar Niemeyer

Acervo Fundação Oscar Niemeyer/Divulgação
Espaço Israel Pinheiro
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Espaço Israel Pinheiro

Michael Melo/Metrópoles
Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes
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Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Espelho d'água do Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes
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Espelho d'água do Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes

Maria Eduarda Portela

Naquela ocasião, por volta das 7h40, um agente administrativo que trabalha no Espaço Israel Pinheiro relatou ter sido abordado por Leonildo enquanto estacionava seu veículo. Leonildo perguntou se o homem trabalhava no local e declarou que era o “Dono do Mundo”. Ele também questionou se o funcionário possuía a chave do local.

Homem na frente do Palácio do Planalto
Natural de Santa Catarina, o morador de rua chegou em Brasília em janeiro deste ano

Após o agente administrativo entrar e trancar a porta do prédio, Leonildo tentou abri-la sem sucesso. No boletim de ocorrência, que a coluna teve acesso, o funcionário descreveu aos policiais que Leonildo estava “rodando a região” por aproximadamente uma semana antes do episódio.

Naquele mesmo dia, uma vigilante que trabalhava no Espaço Oscar Niemeyer – edifício próximo ao Espaço Israel Pinheiro, contou à polícia que Leonildo estava olhando pela janela do Espaço de Exposições.

Quando questionado pela mulher o que estava fazendo ali, o morador de rua começou a dizer “vou pegar vocês”, se dirigindo a vigilante e uma funcionária da limpeza. As mulheres narram que, em seguida, Leonildo fez “um gesto com a língua nos lábios”.

Aos policiais, Leonildo descreveu que chegou de Santa Catarina ainda em janeiro de 2025 e que estava em situação de rua. O homem disse ainda que pretende ficar em Brasília por tempo indeterminado. O catarinense disse ainda que não faz uso de medicação e que nunca foi internado.

O que disse o homem quando tentou invadir o Palácio do Planalto

O homem atingido por dois disparos de munição de borracha ao tentar invadir o Palácio do Planalto já havia tentado pular a grade e entrar na sede do Poder Executivo horas antes. Ele chegou a dizer que “era rei” e que no prédio da Praça dos Três Poderes “estava seu trono”.

A coluna Na Mira, do portal Metrópoles, apurou que Leonildo chegou caminhando em passos rápidos até a rampa do Planalto, ignorando os comandos verbais de agentes da segurança. Diante da insistência, os militares efetuaram disparos de balas de borracha, que atingiram o suspeito no quadril e na perna direita, fazendo a contenção dele sem risco maior à integridade física dos presentes.

Mesmo após ser contido, o morador de rua apresentava comportamento agitado e fala desconexa. Leonildo estava com os pés sujos, descabelado e carregava apenas uma mochila nas costas. Em tom exaltado, repetia que precisava entrar no Palácio, afirmando que “lá estava seu trono”. Declarava ser o “rei” e que o local se tratava de sua “casa”. As frases, carregadas de delírios, chamaram atenção dos policiais, que registraram o conteúdo nos autos da ocorrência.

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